terça-feira, 31 de outubro de 2017

Reversão do Efeito Flynn

Entre 1999 et 2009, os britânicos perderam em média 14 pontos de QI, e os franceses 4 pontos. Depois de um século de aumento constante, este recuo pode estar ligado a fatores ecológicos, mas também a questões demográficas.

Vários estudos saídos conjuntamente na revista científica "Intelligence" tiram uma conclusão pelo menos preocupante: o quociente de inteligência (QI) médio da população dos países ocidentais teve uma queda ESPETACULAR nos últimos 15 anos.

A queda mais impressionante de QI médio foi a dos britânicos que perderam aproximadamente 14 pontos entre 1999 e 2009, para atingirem uma média de 100. Os franceses, esses, tiveram um recuo de 3,8 pontos entre o início dos anos 2000 e a atualidade, para chegarem a aproximadamente 98, como faz notar [a revista] Les Echos. Se as opiniões sobre a pertinência da noção de QI e sobre se o teste permitir avalia-lo divergem fortemente, a tendência observada em numerosos países, principalmente EUROPEUS, é bem real.

Esta queda tendencial é tanto mais chocante porque o século XX foi marcado por um AUMENTO constante de QI médio no Ocidente, principalmente sob o efeito da melhoria das condições sanitárias e da generalização do acesso à educação. Este aumento linear foi analisado por James Flynn, um investigador neozelandês e tem hoje o nome de «efeito Flynn» : foi igualmente ele que esteve entre os primeiros a alarmar-se da inversão desta tendência. 

Nenhuma das explicações avançadas até agora permite estabelecer uma correlação suficientemente forte com a baixa de QI médio para satisfazer a comunidade científica. Uma das explicações avançadas concerne a proliferação de perturbadores endócrinos, micropartículas das quais um dos efeitos nefastos é o de barrar a ação do iodo, elemento essencial no desenvolvimento do cérebro. Mas a ligação causa-efeito continua difícil de estabelecer.

As explicações sociológicas continuam elas também relativamente insatisfatórias. Assim, os países afetados [N.T.: por esta epidemia] dispõem de sistemas de educação muito diferentes, que não parecem [N.T.: esta parte foi um fanático da pedagogia que escreveu?] não parecem repercutir-se nas observações da evolução do QI médio. A entrada na era tecnológica, onde a maior parte das tarefas de cálculo simples bem como as tarefas cognitivas antigamente exclusivamente desenvolvidas pelo cérebro são agora feitas por objetos inteligentes [N.T.: Esta parece-me a boa explicação. Já outros estudos demonstram que saber a a tabuada de multiplicar de cor assegura de 2 a 4 pontos de QI extra], não parece também fornecer uma explicação sólida. Efetivamente, os países com as taxas de QI mais elevadas em média estão todos na Ásia, onde a proliferação de objetos conectados é também muito importante. 

Resta portanto a pista demográfica: indivíduos com alto QI, geralmente envolvidos em estudos superiores de longa duração, têm menos filhos em média. A sua representação entre a população total tenderia a diminuir. Esta hipótese parece ser confirmada por um estudo genético realizado em mais de 100 mil islandeses nascidos entre 1910 e 1990 e publicado em dezembro de 2016 na revista PNAS. Novamente, as conclusões ainda não são claras, e os pesquisadores ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre a questão. 

Artigo original: https://francais.rt.com/international/41323-baisse-vertigineuse-qi-moyen-occident-etudes-sonnette-alarme

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pessoal e transmissível - Michel Onfray

Entrevista de Carlos Vaz Marques em 2009:

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Decadência - Asia Ramazan Antar

Asia Ramazan Antar foi abatida mostrando as suas tranças loiras ao vento. Quando as mulheres aceitam viver e morrer como cães nos campos de batalha não é preciso lutas feministas pela igualdade, a igualdade É. O que É é e o que É tem muita força.
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Mas quase todas as mulheres e a maioria dos homens preferem a retaguarda, a paz a qualquer preço, a veadagem de não lutar pelo território e pela liberdade (a par da cobardia de deixar que outros lutem e morram, às vezes exigir mesmo que outros o façam por eles).
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Sabes o que acontecia historicamente aos homens que decidiam não lutar?
Eram botim dos vencedores, eles, as suas mulheres e filhos eram reduzidos à servidão ou à escravatura por aqueles que pegavam em armas e aceitavam o enorme risco de serem abatidos... sempre foi assim e depois deste curto e belo intervalo de tempo de parte do século XX e XXI, assim voltará a ser. As mulheres voltarão a ser o que foram: servas dos homens.
Foi esse destino de serva que Asia Ramazan Antar não escolheu e se tivesse sobrevivido à guerra haveria de ter escravos e escravas do ISIS ao seu serviço.
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O machismo e a servidão são a contrapartida pela preservação da vida. O feminismo é um paradoxo histórico, um sinal claro de sociedades opulentas, decadentes, desvirilizadas, vivendo em paz e aguardando os bárbaros que as virão reduzir a cinzas e escravizar os seus gordos. É um paradoxo por quê?
É um paradoxo porque essa opulência e paz das sociedades do Ocidente se faz exportando a miséria e a guerra para os subúrbios e para as sociedades africanas, asiáticas e latino-americanas que os sustentam.
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É claro que preferia escrever outra coisa, sou feminista, acho a igualdade entre homens e mulheres uma maravilha e uma extraordinária conquista. Mas entre os meus desejos e a verdade eu escolho a verdade. 7.000.000.000 de primatas consumistas num planeta exangue, devastado, vivendo em paz de forma duradoura? Aahahahahahah!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Que dizer perante Deus?

Stephen Fry:

Legendei.

sábado, 16 de abril de 2016

A maior mentira da Humanidade

Não encontrei falhas neste documentário.

 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cosmos

"O meu pai morreu nos meus braços, vinte minutos antes do início da noite do Advento, de pé, como um carvalho fulminado ("foudroyé") que, golpeado pelo destino, tivesse-o aceite, mas recusasse-se a cair. Tomei-o nos meus braços, desenraizado da terra que acabava de abandonar, levado como Eneias levou seu pai ao deixar Troia. Então, sentei-o ao longo de um muro, depois, quando ficou claro que não voltaria, deitei-o ao comprido no chão, como para acamá-lo no nada a que ele parecia haver-se juntado sem dar-se conta."

Primeira frase do livro "Cosmos" de Michel Onfray

P.S.: Início de leitura.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Panfleto filosófico

Uma vida filosófica é possível. A filosofia existe! 

Procurei filósofos entre os docentes do DFIL/CCHLA. Não há nenhum. 


Filosofia: 
 “… nascemos filósofos e somente alguns o continuam a ser. (…) há uma grande razão nas crianças que perguntam ‘por quê’. Que querem saber. ‘Por que é que a noite é negra’; ‘por que a água molha’, ‘por que o avô morreu’; ‘por que o pequeno gato se tornou um gato velho’; ‘por que’, etc. Enfim.
As crianças colocam questões que são grandes questões de ontologia, de metafísica, de filosofia.
 Depois os pais renunciam a responder porque não têm, forçosamente sempre, os meios intelectuais, ou o tempo. 
Por vezes dizemos: não sei mas vamos encontrar numa biblioteca, vamos procurar num livro. Depois, há um momento, em que as pessoas acabam por renunciar a responder às questões. E desde que entra na escola, pedem-lhe que você responda a questões que você nunca colocou. E dizem-lhe:
 - Agora, se você quer ser um bom aluno, diga qual é o PNB de Portugal! 
 Naturalmente ninguém é levado a se colocar essa questão. Não de imediato... (…) eu digo que aprendemos na escola, coisas totalmente inúteis. Dizem-lhe: 
 - As questões que te colocaste cessa de as colocar, em troca aprende as respostas a questões que não te colocas. 
 Efetivamente isso desespera um certo número de indivíduos e alguns resistem a isso. Esses que resistem a isso, dizendo-se: 
 - Eu persisto com as minhas questões, eu quero as minhas respostas. Vou procurá-las. 
 Bem, esses são os naturais filosóficos. Em seguida podem tornar-se filósofos de profissão porque terão aprendido na Universidade quem pensou o quê, quando, como, de que forma. Depois disso, um dia talvez, escrever livros de filosofia, ser convidado do programa de François Busnel (La Grande Librairie).
Et voilá! Partimos de um questionamento de criança e acabamos um dia com um estatuto de filósofo mas o filósofo não é necessariamente, é mesmo, raramente, alguém que escreve livros de filosofia.”(1)
 Michel Onfray 

“Só existe um problema filosófico realmente sério: é o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, aparece em seguida. São jogos. É preciso, antes de tudo, responder. E se é verdade, como pretende Nietzsche, que um filósofo, para ser confiável, deve pregar com o exemplo, percebe-se a importância dessa resposta, já que ela vai preceder o gesto definitivo. Estão aí as evidências que são sensíveis para o coração, mas que é preciso aprofundar para torná-las claras à inteligência.” 
O mito de Sísifo, Albert Camus 

 Há alguma semelhança entre o pensamento destes filósofos e o “linguajar” dos professores da DFIL?

 Sabem porquê?

 Não se resignem. Resistam. Busquem uma resposta. 

Uma vida filosófica é possível. 

1 - Como levar uma vida filosófica - Michel Onfray - (legendado),  https://www.youtube.com/watch?v=M24XuRMhMxA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Coma

He stays still
He stays down
Unholy, unholy
He stays still
Stay unto me
Makes me feel unholy

Nothing (Nothing)
Now that I have nothing
(Now that I have nothing)
I resolve to be nothing
(I resolve to be nothing)
Nothing to harm me, nothing to gain
(Nothing to harm me, nothing to gain)
I resolve to be nothing

Nothing (Nothing) Now that I have nothing
(Now that I have nothing)
I resolve to be nothing
(I resolve to be nothing)
Nothing to harm me, nothing to gain
(Nothing to harm me, nothing to gain)
I resolve to be nothing

Nothing (Nothing)
Nothing (Nothing)
He stays still
Stay unto me
Makes me feel unholy
Makes me feel unholy


We stay, no cause, stay
We stay, no cause, stay
We stay (Makes me feel unholy)
No cause, stay
We stay (Makes me feel unholy)
No cause, stay
We stay (Makes me feel unholy)
No cause, stay
(Unholy), No!

Azam Ali