sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

"Quando você [Ophra Winfrey] é parte do problema durante décadas mas, de repente, acha que é a solução (...) você sabia dos rumores, mas não tinha ideia de que ele [Harvey Weinstein] assediava jovens atrizes, que, por sua vez, não sabiam no que estavam se metendo."

Seal

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Caridade e desobediência

“Com frequência nos dizem que os pobres agradecem as caridades e benefícios que se lhes fazem. Mas, se alguns deles indubitavelmente o fazem, os melhores de entre os pobres não são nunca agradecidos. Antes pelo contrário, são desagradecidos, descontentadiços, indóceis e até rebeldes. E há que reconhecer que, afinal de contas, estão em seu perfeito direito. Compreendem que a caridade é uma forma absurdamente inadequada de restituição parcial de um donativo sentimental, quase sempre acompanhada de uma tentativa impertinente de tiranizar a sua vida privada…. No que se refere ao seu descontentamento, um homem que não estivesse desconfortável num tal ambiente e com uma vida semelhante seria um perfeito estúpido. A desobediência, aos olhos de todo aquele que tenha lido algo de historia, é a virtude primordial do Homem.”

Oscar Wilde

domingo, 31 de dezembro de 2017

Para 2018 desejo mais Camus

"The logic of the rebell is the desire to serve justice to don't add more injustice to the condition, striving to use a clear language to not thicken the universal lie and fight, face of the men pain, for the happiness."
Albert Camus

"To misnamed an object is to add to the misfortune of this world, because the lie is precisely the great human misery, which is why the corresponding great human task will be not to serve the lie."

 Brice Parain, philosopher and friend of Albert Camus

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Macacos hipersexuais e muito agressivos

Nós somos animais e a nossa alma é guiada quimicamente pelo nosso corpo. Aí entra a cultura e o que fazes desses impulsos é o que te define como indivíduo. Mas os poderes da cultura são limitados. O corpo é a grande verdade. Tu dizes eu penso mas ele diz eu SOU.
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E então nós, o que somos?
Nós somos o que fazemos do que quiseram* fazer de nós.
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 Portanto tu ÉS o que fazes da tua boceta molhada ou do teu pau duro. Nada mais.
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Ai de ti se esqueceres que és um macaco hipersexual e muito agressivo! Nesse dia és escravo do teu corpo.

(*) Os genes, a familia, a escola, os patrões e o capital, a televisão e o Facebook, todos quiseram fazer de nós alguma coisa (conveniente para eles, naturalmente). Sempre sem grande preocupação pelo que convém a nós mesmos.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Reversão do Efeito Flynn

Entre 1999 et 2009, os britânicos perderam em média 14 pontos de QI, e os franceses 4 pontos. Depois de um século de aumento constante, este recuo pode estar ligado a fatores ecológicos, mas também a questões demográficas.

Vários estudos saídos conjuntamente na revista científica "Intelligence" tiram uma conclusão pelo menos preocupante: o quociente de inteligência (QI) médio da população dos países ocidentais teve uma queda ESPETACULAR nos últimos 15 anos.

A queda mais impressionante de QI médio foi a dos britânicos que perderam aproximadamente 14 pontos entre 1999 e 2009, para atingirem uma média de 100. Os franceses, esses, tiveram um recuo de 3,8 pontos entre o início dos anos 2000 e a atualidade, para chegarem a aproximadamente 98, como faz notar [a revista] Les Echos. Se as opiniões sobre a pertinência da noção de QI e sobre se o teste permitir avalia-lo divergem fortemente, a tendência observada em numerosos países, principalmente EUROPEUS, é bem real.

Esta queda tendencial é tanto mais chocante porque o século XX foi marcado por um AUMENTO constante de QI médio no Ocidente, principalmente sob o efeito da melhoria das condições sanitárias e da generalização do acesso à educação. Este aumento linear foi analisado por James Flynn, um investigador neozelandês e tem hoje o nome de «efeito Flynn» : foi igualmente ele que esteve entre os primeiros a alarmar-se da inversão desta tendência. 

Nenhuma das explicações avançadas até agora permite estabelecer uma correlação suficientemente forte com a baixa de QI médio para satisfazer a comunidade científica. Uma das explicações avançadas concerne a proliferação de perturbadores endócrinos, micropartículas das quais um dos efeitos nefastos é o de barrar a ação do iodo, elemento essencial no desenvolvimento do cérebro. Mas a ligação causa-efeito continua difícil de estabelecer.

As explicações sociológicas continuam elas também relativamente insatisfatórias. Assim, os países afetados [N.T.: por esta epidemia] dispõem de sistemas de educação muito diferentes, que não parecem [N.T.: esta parte foi um fanático da pedagogia que escreveu?] não parecem repercutir-se nas observações da evolução do QI médio. A entrada na era tecnológica, onde a maior parte das tarefas de cálculo simples bem como as tarefas cognitivas antigamente exclusivamente desenvolvidas pelo cérebro são agora feitas por objetos inteligentes [N.T.: Esta parece-me a boa explicação. Já outros estudos demonstram que saber a a tabuada de multiplicar de cor assegura de 2 a 4 pontos de QI extra], não parece também fornecer uma explicação sólida. Efetivamente, os países com as taxas de QI mais elevadas em média estão todos na Ásia, onde a proliferação de objetos conectados é também muito importante. 

Resta portanto a pista demográfica: indivíduos com alto QI, geralmente envolvidos em estudos superiores de longa duração, têm menos filhos em média. A sua representação entre a população total tenderia a diminuir. Esta hipótese parece ser confirmada por um estudo genético realizado em mais de 100 mil islandeses nascidos entre 1910 e 1990 e publicado em dezembro de 2016 na revista PNAS. Novamente, as conclusões ainda não são claras, e os pesquisadores ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre a questão. 

Artigo original: https://francais.rt.com/international/41323-baisse-vertigineuse-qi-moyen-occident-etudes-sonnette-alarme

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Pessoal e transmissível - Michel Onfray

Entrevista de Carlos Vaz Marques em 2009:

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Decadência - Asia Ramazan Antar

Asia Ramazan Antar foi abatida mostrando as suas tranças loiras ao vento. Quando as mulheres aceitam viver e morrer como cães nos campos de batalha não é preciso lutas feministas pela igualdade, a igualdade É. O que É é e o que É tem muita força.
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Mas quase todas as mulheres e a maioria dos homens preferem a retaguarda, a paz a qualquer preço, a veadagem de não lutar pelo território e pela liberdade (a par da cobardia de deixar que outros lutem e morram, às vezes exigir mesmo que outros o façam por eles).
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Sabes o que acontecia historicamente aos homens que decidiam não lutar?
Eram botim dos vencedores, eles, as suas mulheres e filhos eram reduzidos à servidão ou à escravatura por aqueles que pegavam em armas e aceitavam o enorme risco de serem abatidos... sempre foi assim e depois deste curto e belo intervalo de tempo de parte do século XX e XXI, assim voltará a ser. As mulheres voltarão a ser o que foram: servas dos homens.
Foi esse destino de serva que Asia Ramazan Antar não escolheu e se tivesse sobrevivido à guerra haveria de ter escravos e escravas do ISIS ao seu serviço.
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O machismo e a servidão são a contrapartida pela preservação da vida. O feminismo é um paradoxo histórico, um sinal claro de sociedades opulentas, decadentes, desvirilizadas, vivendo em paz e aguardando os bárbaros que as virão reduzir a cinzas e escravizar os seus gordos. É um paradoxo por quê?
É um paradoxo porque essa opulência e paz das sociedades do Ocidente se faz exportando a miséria e a guerra para os subúrbios e para as sociedades africanas, asiáticas e latino-americanas que os sustentam.
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É claro que preferia escrever outra coisa, sou feminista, acho a igualdade entre homens e mulheres uma maravilha e uma extraordinária conquista. Mas entre os meus desejos e a verdade eu escolho a verdade. 7.000.000.000 de primatas consumistas num planeta exangue, devastado, vivendo em paz de forma duradoura? Aahahahahahah!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Que dizer perante Deus?

Stephen Fry:

Legendei.