segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Château d'Yquem

domingo, 19 de dezembro de 2010

D/s

"O nome de esposa parece ser mais santo e mais vinculante, mas para mim a palavra mais doce é a de amiga e se não te incomoda, a de concubina ou puta. Tão convencida estava de que quanto mais me humilhasse por ti, mais grata seria a teus olhos e também causaria menos dano ao brilho de tua gloria.
Deus é testemunha de que, se Augusto – imperador do mundo inteiro – quisesse honrar-me com o matrimónio e me desse a posse, por toda a vida, de toda a Terra, seria para mim mais honroso e preferiria ser chamada tua rameira, que sua imperatriz.
Heloísa de Paráclito numa carta a Abelardo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sugestão para prenda de Natal

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Recours aux forêts

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Trusses Modernos

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

José Mourinho-10 anos como Treinador de Futebol









"Farça"-Madrid

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ro et Cut: um filão!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Era uma vez...



Era uma galinha tão puta tão puta que aprendeu a nadar para ir ter com os patos!

sábado, 20 de novembro de 2010

A bíblia hoje: um livro para a iniciação de criminosos

Preferir, ainda hoje, ler a bíblia a ler um bom livro de ética do Savater?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Finalmente um padre com um escândalo à homem

<< Um padre católico foi surpreendido e filmado em pleno acto sexual com a sua empregada numa paróquia do norte do Peru. O padre José Antonio Boitrón Solano mostrou ao mundo que apesar de ser padre é capaz de ter a saudável mundividência de todos os homens comuns. “Sinto-me a desbravar caminhos nunca antes trilhados. Fiz sexo com uma mulher. Sim, com uma mulher! E não tem 12 anos. Tem vinte e muitos anos e tem corpo de mulher. Não é uma anoréctica com corpo de pré-adolescente. E, pasmem-se, não eram violações, eram relações sexuais consentidas. E ela é casada com outro. E está grávida de quatro meses e eu sou o pai. Finalmente um padre com um escândalo à homem. Esta é a Igreja Católica de rosto humano de que precisamos”>>


Latinos, nem pensar: doentes!


"Dois em cada dez portugueses sofrem de perturbações psiquiátricas e o país revela "um padrão atípico, em termos europeus", de prevalência destas doenças, com números que se aproximam dos dos Estados Unidos, o país com a maior taxa de população com doenças mentais no mundo. "
Latinos nós?


Ni de coña!

Portugal tem "um padrão atípico" de perturbações psiquiátricas na população - Sociedade - PUBLICO.PT

domingo, 14 de novembro de 2010

Old man

Gatos

Original:


Placebo:

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ó Brasil para onde vais!

"Para quem assistiu de fora a eleição de Dilma Rousseff e os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode parecer que o país avança celeremente para uma civilizada socialdemocracia e busca com ardor o Estado de bem-estar social. Para quem assistiu de dentro, todavia, é impossível deixar de registrar a feroz resistência conservadora à ascensão de uma imensa massa de miseráveis à cidadania. (ler o artigo completo)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Uma maldade feita à Ministra da Educação

Mensagem Sra Ministra da Educação

domingo, 7 de novembro de 2010

Futebol Clubo do Porto 5 - Benfica 0

"O Benfica é como eu: vai ao Porto para não fazer nada e comer bem."
Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Deixemo-nos de queixumes



acordei com um sol magnífico, um sol de Verão de São Martinho.
o corpo continua a falir progressivamente mas poupo-vos à descrição dessa falência  porque ele está aqui para ser gasto e a vida para ser vivida.
ao sair recordei-me que tenho hoje um jantar de caserna. voltarei a rever os meus companheiros, subalternos e superiores, dos meus quase 7 anos de tropa. em particular reverei o cabo Vieira, o meu grande amigo Vieira que me ofereceu a sua amizade de forma simples e séria como sempre viveu e vive a vida. Portugal está em crise e os meus actuais colegas verão os vencimentos reduzidos em 8%  mas o Vieira não, ele nada tem a temer da redução de salários da função pública apesar de ser funcionário público: ganha menos de 1000 euros, a mulher ganha também  menos de 1000 euros, têm 2 filhos e o dinheiro nunca chega até ao fim do mês; o Vieira não se queixa, cerra os dentes e trabalha, algum familiar há-de ajudar, algum biscate extra há-de aparecer
sinceramente já me chateia os queixumes desta classe média. de seguida ouvi o Fernando Alves e compreendi o meu mal estar. oiçam também clicando aqui .

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Felipe e Letizia - Casillas e Carbonero



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

o sublime

"Another night in", Tindersticks

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

abichanado vs gay enrustido?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Real Madrid 2-0 AC Milan

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Restaurant L'Estanc (Bona Cuina)



agradeço ao Bernat Dedéu pela fonte do vídeo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Coisas que nunca farei mas que noutras circunstâncias faria I

nó de cabelo:

sábado, 2 de outubro de 2010

elle (fim de trajecto)

Recife, 02 de Outubro de 2012,

Deixo esta história de vez, encerro intelectualmente um assunto aberto intelectualmente o ano passado.
Casada com Luis Miguel Couto, Nelly Moraes é um fantasma estranho. Aparentemente são donos da empresa CPiti, de Recife.
No meio ddas muitas mentira elle disse algumas verdades, por exemplo a doença nervosa da criança (filho ou enteado), Gonçalo (vídeo para memória futura).

 
Já chega, afasto-me por 3 boas razões:
- Sei que não devo insistir porque não querem a minha presença, nem ela nem ele - o marido;
- Manter-me no meio desencadearia a negatividade do marido que se sente encornado, outro há-de aparecer e encorná-lo mas não serei eu e isso é que importa;
- A criança deficiente precisa de ser tratada e certamente é importante que a empresa produza dinheiro, toda a negatividade na relação deles prejudicaria a empresa e a criança.

Desejo o melhor para todos e encerro este assunto. Espero que o marido modere os ciumes e a vida siga o seu rumo natural.

P.S.: Esta mensagem foi arquivada em 2010 para escapar aos visionamentos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Troubled Waters



Troubled Waters
Cat Power

I must be
One of the devil's daughters
They look at me with scorn
I'll never hear their horn
Sometimes
It's like being in chains
Sometimes I hang my head
In chains
When people see me
They scandalize my name
I'm going down
To the devil's daughter
I'm gonna drown
In that troubled water
It's coming round my soul
It's way beyond control
I must be one
I must be one
I must be
One of the devil's daughters
They look at me with scorn
I'll never hear their horn
Sometimes it's like
Being in chains
Sometimes I hang my head
In chains
When people see me
They scandalize my name
I'm going down
To the devil's daughter
I'm gonna drown
In that troubled water
It's coming round my soul
It's way beyond control
I must be one
I must be one
I must be

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mentir é normal



para um consequencialista este vídeo é divino!

domingo, 12 de setembro de 2010

Sara a feminista (ver o post seguinte)


Hoje é impensável tolerar algo semelhante da boca de um rapazinho, ninguém riria do desfilar da cartilha machista. Ele não se acharia engraçado. Aprenderia. Não repetiria a brincadeira. Nada disso acontece com esta patetinha mal educada... pensem nisso. Dou-vos uma ajuda com o post seguinte: uma resposta da feminista Natacha Polony.
Fica-nos bem, logo a seguir às baboseiras de papagaia desta menina, ouvir esta uma mulher demasiado inteligente para que não seja escutada e que acaba com uma frase terrível. Pessimista? Lúcida?.
Quem não entende francês, a receita do costume: peguem em duas pedras da calçada e numa vara de marmeleiro. As pedras arremessem-nas contra um par de janelas do Ministério da Educação. A vara de marmeleiro apliquem-na de modo preciso nas vossas costas pelo péssimo trabalho que fizestes como alunos no liceu.

O homem é o futuro da mulher





sábado, 11 de setembro de 2010

La diada



No oblidarem, merci segadors i Visca Catalunya!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dame de Cerbère

Portbou é a aldeia de fronteira pirenaica entre França e Espanha -uma extraordinária tripla fronteira feita de mar, comboio e estrada-, anoitece e sento-me numa mesa da esplanada do café Ricky, a uns metros o mar afaga a areia e a temperatura de Verão é agradável; peço o habitual: um "carajillo de baileys".
na mesa em frente está um grupo curioso, provavelmente família. são franceses e não estão de férias. mais tarde saberei que são da aldeia de fronteira francesa, Cerbère - em catalão Cervera de la Marenda - e vieram tomar café à sempre mais interessante aldeia vizinha de Portbou. há um homem de uns 47 anos, frágil e brincalhão, uma barbie de uns 50 anos - aproximando-se a passos largos de barbie geriátrica - que se lhe der atenção me tentará seduzir e para evitar ser deselegante com ela não a olho. ao lado da barbie está provavelmente a filha ou imã, uma mulher bonita, sensual, vestida como uma "mãe", com aliança de casada, farta de ser mãe ou sabe-se lá farta de quê, com aquele ar inocente que têm as casadas quando o amor pelo marido já se foi, após longos anos de casamento e se descobrem as adolescentes que são no amor, como se o casamento tivesse sido apenas um parênteses, um nada erótico. em frente dela, de costas para mim, está a filha de uns 8 anos, irrequieta. é de facto uma bela mulher, sob o vestido de flores adivinham-se as ancas largas e a cintura estreita. cabelo comprido, liso e quase loiro, típico das francesas, sem maquilhagem e unhas por pintar; criar aquela filha está a fazê-la desperdiçar uma parte importante da sua vida: o erotismo.
olho-a descaradamente, o meu olhar diz-lhe o que penso dela e a mensagem é clara e simples: "és uma bela mulher e dás-me tesão". tenho obtido as mais díspares reacções a este olhar: as mulheres que gostam de gostar de homens costumam reagir bem, as mulheres do norte da Europa e algumas americanas retribuem  e sorriem quase de imediato, finalmente, as lésbicas ou as sexualmente muito frustradas agridem-me com o olhar e/ou a postura corporal. esta francesa mostrou surpresa e agrado no olhar, sem desviar o meu forcei-a a baixar a cabeça e desviar ela o dela. rapidamente retomou o contacto e desta vez sorri-lhe e sorriu-me. retomei a leitura do meu livro desses dias: "O Império" de Riszard Kapuscinski.
senti pena por nós mas há muito que sei que a vida é a arte do possível; eu esperava uma amante para jantar, viria daí a menos de uma hora e nós os dois não tínhamos a mínima hipótese, nem um touch-and-go seria possível porque o empregado do Ricky, que há muito quer levar a minha amante para a cama, não perderia a oportunidade de tirar partido de uma qualquer intimidade minha com a francesa; concentrei-me no livro e tentei ignorar o olhar dela. sabia que me observava cheia de curiosidade e desejo.
ao fim de uma meia hora pagaram e levantaram-se, olhou-me e despediu-se com um aceno de mão, retribui. todos avançaram uns 10 metros e ela ficou para trás, dirigiu-se à minha mesa e porque eu estava sentado acocorou-se ou ajoelhou-se (de facto o efeito em mim é o mesmo, adoro esta postura numa mulher) e em francês perguntou-me o nome, perguntei-lhe o dela, de onde era e que estava eu ali a fazer. fui sincero e vi decepção mas sobretudo tristeza nos seus olhos. deu-me um leve beijo nos lábios e ao levantar-se pegou-me na cabeça e beijou-me o cabelo. juntou-se ao resto da família e partiu.

consumamo-nos para que nos consumemos

Sente que o tipo de vida que tem feito o desgastou, de alguma forma?

Sim, fomos consumidos pelos nossos próprios desejos. A vida não é sobre vitórias e ganhos, é sobre a mudança e sobre a rendição final.
Bret Easton Ellis 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Prefiro rosas, meu amor, à pátria


Segue o teu destino,

Rega as tuas plantas,

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

De árvores alheias.



A realidade

Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.

Só nós somos sempre

Iguais a nós próprios



Suave é viver só.

Grande e nobre é sempre

Viver simplesmente.

Deixar a dor nas aras

como ex-voto aos deuses.

 
Vê longe a vida.

Nunca a interrogues

Ela nada pode

Dizer-te. A resposta

Está além dos deuses.

                                Ricardo Reis

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Burro e trompete, em dueto

Obrigada sr. elefante



Uma formiga precisa atravessar um rio caudaloso, olha para o lado e vê um elefante.
Decidiu pedir-lhe ajuda para cruzar o rio.
Ele pega delicadamente nela e atravessa-a para o outro lado. Quando chegaram à outra margem, a formiga diz:
- Obrigada...
Sem deixar a formiga acabar de falar o elefante diz:
- Obrigada, não!!! Tira as cuecas!
A formiga tira as cuecas e lá se aguenta como pode.
A historia repetiu-se durante uma semana com o sr. elefante. "Obrigada", "obrigada não, Tira as cuecas!", e até já nem custava nada à formiguinha.
Até que um dia o sr. elefante esgotou a erva verde da beira do rio e se foi embora e a formiguinha teve de pedir ajuda ao rinoceronte.
No fim de este a ajudar a atravessar o rio a formiguinha diz:
-Obrigada sr rinoceronte.
-De nada!
-OBRIGADA SR RINOCERONTE - repete a formiga
-De nada!
Muito ultrajada vira-se a formiga:
-Paneleiro!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

um ou dois testículos?




em certa escola, na Idade da Pedra, a professora distribui um pedaço de pedra, um martelinho e um cinzel a cada aluno e começa a fazer o ditado.
- O rei... Pléc, pléc, pléc. todos gravam uma coroa.
- ... é forte... Pléc, pléc, pléc. todos gravam um leão.
- e viril...
todos os alunos pensativos, de repente a voz de Joãozinho quebra o silêncio:
- professora! viril escreve-se com um ou dois testículos?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Eros


"Na Índia poupada aos monoteísmos, o sexo é sagrado enquanto que no Ocidente, o sexo afasta-nos do sagrado..."

in "Les bûchers de Bénarès" de Michel Onfray

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

e-drugs

programação neuronal prática.
leiam primeiro este artigo da Visão, link e se quiserem correr o risco têm aqui uma base para experimentar.
o instinto diz-me que é sugestão e charlatanice, experimentei e estou na dúvida.

"As fogueiras de Benares: Cosmos, Eros et Thanatos"



"Quanto mais antiga é uma religião, mais ela me parece amiga dos homens. O tempo passa, ela civiliza-se e torna-se inimiga dos corpos, da carne, do desejo, das paixões, das pulsões, numa palavra: da vida. Quanto mais envelhece, mais ela se afasta da pulsão de vida que constituía o seu alicerce, e mais ela organiza um culto à pulsão de morte."

"Plus une religion est ancienne, plus elle me paraît l'amie des hommes. Le temps passant, elle se civilise et devient l'ennemie des corps, des chairs, des désirs, des passions, des pulsions, en un mot : de la vie. Plus elle vieillit, plus elle s'éloigne de la pulsion de vie qui constituait son socle, et plus elle organise un culte à la pulsion de mort".

P.S.: talvez um dia tenhamos uma tradução deste livro, daqui a uns 30 anos, até lá:
"Les bûchers de Bénares" de Michel Onfray

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Some day honey,i will

Some day honey,i will (Willem Dafoe aka Bobby Peru)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

a minha mulher tem mais aspecto de atriz porno do que a tua


anoitece na Vila Naturista de Cap D'Agde  e os nus vestiram-se para continuar ainda mais nus.
passa uma loira de filme, usa apenas uns sapatos de saltos altos e enverga uma rede elástica azul-choque de malha  larga, losangos de 3 cm de diâmetro que a cobre dos ombros até ao fim das nádegas, nem cuecas nem soutien.
na mesa perto jantam dois casais. eles vestem como era de esperar numa praia, à noite, uma delas também, a outra, uma loira de 1m80 usa apenas um corpete vermelho e uma ultra-minissaia vermelha, nada mais, nem cuecas nem soutien, deviam ter-lhe posto uma almofadinha na cadeira ou a moça ainda a constipa.
as feias e mal feitas que à tarde povoavam a praia parecem ter sido excluídas dos restaurantes e dos bares. o restaurante que escolhi também não é frequentado pelos muitos gays que se exibiam na praia, os seus bares e restaurantes devem ficar algures e não irei descobrir onde são, a julgar pelos instrumentos que vi passear se escorrego e caio passo uma semana sem me poder sentar.
na praia o exibicionismo estava equilibrado entre os géneros muito à custa dos gays, eles ostentando o tamanho elas as jóias, geralmente pequenas correias de diamantes ou imitação de diamantes; recordo em particular uma cinquentona que usava algo que nunca vi, uma aureola dourada nos mamilos e um gay com um instrumento de uns 17 cm (em repouso) enfeitado com uma bracelete de prata das que eu usaria no pulso apesar do ar amaricado que a coisa daria.

acabo a minha "brochette de bœuf" com um copo de vinho tinto enquanto ao lado passa um casal vestido a rigor, ela uma bela morena de uns 35 anos trajando de Dominatrix leva-o pela trela, ele um mocetão de menos de 30 anos não parece lá  muito contente. não consigo imaginar os papeis invertidos sem que houvesse algum tipo de censura. o que aconteceu aos homens?
na mesa do lado sentou-se um casal alemão, ele tem uns 50 anos e veste-se como eu, calções e sandálias, ela com uns 60 anos e pouco cuidada veste uma rede e uma minisaia, sem soutien.
os casais passam abraçados e de mãos dadas. com a excepção do submisso de coleira todos os homens vestem de forma normal como se estivéssemos na Costa da Caparica, elas, é outra história, a lógica parece ser, "vê!, a minha ainda tem mais ar de actriz porno do que a tua". as mulheres que me lêem já tiraram a conclusão cretina:
eles estão a usá-las, sustentam-nas e agora fazem-nas exibir-se!
tenham juízo!, na França, em 2010, em que mundo vivem vocês?
além disso o ar de enlevo deles, a maneira como as levam pela mão ou as abraçam  sem ser abraçados, mostra claramente quem domina quem.
não percebo a lógica deste campo apesar de conhecer muito bem espaços naturistas em Portugal na Catalunya e até em Goa, faltam-me as ferramentas para compreender este exibicionismo no lugar do  naturismo. a título de exemplo, um dos frequentadores da "Cala del Pí" em Portbou creio que é o padre  da aldeia pela maneira respeitosa com que todos o cumprimentam e pelo facto de estar sempre sozinho; passa por mim, cumprimenta-me afavelmente e vai resguardar-se no seu lugar do costume, a regra em todas as praias nudistas onde estive até hoje é basicamente uma, ser muitíssimo discreto/a. devia de ter-me preparado para este fenómeno ou falar com as personagens do lugar. podia, obviamente, falar com algumas das moças que estão aqui, acompanhadas é certo mas os maridos franceses não se importariam, pelo contrário. e as coisas até podiam ser mais simples:
por motivos técnicos - a ficha para ligar o portátil à electricidade - estou a escrever este post junto às casas de banho e a maruja  de uns 45 anos, sem cuecas que estava a jantar com o "marido" aproveitou para ir dançar, no final dirigiu-se aos lavabos e ao passar por mim agarrou-me no braço num convite para que a acompanhasse até à relativa discrição da casa-se-banho, retribui agarrando-lhe o cotovelo sem me comprometer. estou cada vez mais epicuriano, prefiro não me meter no que não compreendo. é pena  ser sempre mais fácil e mais barato (1)  possuir uma mulher do que pô-la a falar sinceramente de si.

exibicionistas precisam da sombra dos seus voyeurs. sentado no meu canto, escrevendo este post sou uma tentação irresistível para as moças. os maridos, os pobres, já não servem nem para espelho. passam por mim a caminho do espelho de vidro da casa de banho e pedem-me descaradamente com o olhar:
"avalia-me, dá-me a atenção que não deste à minha companheira de mesa!"
"exibicionistas precisam da sombra dos seus voyeurs."

na pista de dança estão agora duas tailandesas vestidas de actriz porno de 1ª classe e uma morena nariguda com um corpaço, sapatos pretos de salto de agulha, mini-ninissaia e corpete negros, sem cuecas nem soutien e com o marido orgulhoso dançando ao seu lado. fim da dança, as tailandesas e a nariguda regressam à mesa onde os companheiros ocidentais das tailandesas ainda comem.
agora é a vez dos moços mais espertalhaços que me lêem tirarem conclusões parvas:
"o pateta do F. ainda não percebeu que está numa casa de putas!".
não estou, seguramente, pela simples razão que não há clientes, só há casais!
não há homens sozinhos nem nas mesas nem ao balcão. ainda acham que estou numa casa de putas?
acrescento mais:
o prato com a espetada e excelente acompanhamento custou menos do que custaria no Algarve, 10 euros e o moscatel de Sète que bebo agora custou 4 euros, o restaurante com bar e pista de dança, como é costume numa praia do sul, chama-se "L'Absolut"; os casais acabam de jantar e vão embora.

contrariando o hábito de revelar de mim mesmo apenas o acessório para melhor preservar o essencial vou entrar um pouco no essencial.
Cap D'Agde foi o meu lugar de paragem quase obrigatória nos Verões do fim da adolescência até me dedicar profissionalmente às armas em 1991 e poder ter finalmente férias decentes (2). nesses 5 anos devo ter passado aqui pelo menos 5 semanas, uma por cada ano. a razão era simples: excelentes praias, tranquilidade dentro do possível e possível pela civilidade dos franceses e o acesso fácil, a seguir a Narbone e antes que as auto-estradas comecem a bifurcar, umas em direcção a Lyon e ao norte e outras em direcção a Marselha e à Itália. para mais, bem novo, adquiri o hábito de deambular à boleia pela Europa aproveitando as longas férias de Verão que me permitia a capacidade de fazer as cadeiras à primeira ou de simplesmente ir mudar mais uma vez de curso em Setembro!
Cap D'Agde era, quando no início da viagem, o princípio das boleias fáceis e rápidas (3) e o fim dos problemas ou, se passava por aqui no regresso a Coimbra, era o princípio do inferno do sul da França e de Espanha (cansado, sujo e suado ninguém dá boleia a um esculacho assim!, fica a explicação).
no final da praia de Cap D'Agde brilhava rutilante a aldeia naturista, um posto de controle com guardas e um dique de pedras impedia o acesso à sua praia dia e noite. creio que uma vez fui até à entrada da aldeia mas naqueles tempos não fazia sentido nenhum pagar 10 francos para aceder a uma praia (hoje paguei alegremente 5 euros, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!).

as coisas começam a aquecer. a maruja despiu o top para mostrar as joias que lhe pendem dos mamilos e dança enleando-se nas outras mulheres da pista, o álcool vai começar a fazê-las portarem-se mal, está na hora de pensar em ir embora porque não me vão deixar continuar aqui tranquilamente. os maridos tentam sossegá-las indo também dançar mas falta-lhes energia para segurar as bestas. leiam "As bacantes" de Euripedes e perceberão o preço que se paga quando se tenta controlá-las durante a possessão dionisíaca.

P.S.: este post também podia intitular-se, "Cap D'Agde, 6ª Feira à noite" mas como diz o outro, "não era a mesma coisa".

(1) ver a entrada da página 98 do livro "Montaigne" de Stefan Zweig da editora Acantilado
(2) ninguém consegue ter realmente férias no Verão. retifico, ninguém consegue ter realmente férias baratas no Verão. assim que recomecei a dar aulas e se acabou a festa militar para ter realmente férias em Agosto fui, alternadamente ou para o grande norte do mundo (Escandinávia) ou para o grande sul do mundo (em Agosto é aí Inverno e nem o Menino Jesus para lá quer ir). soluções muito caras por razões diferentes.
(3) porque para quem sabe a  Europa das boleias começa realmente de Lyon para cima.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Vampes e vadias

Há muitos anos li um livro que me marcou, "Vampes e vadias" de Camille Paglia. hoje, por acaso, encontrei num site alguns extractos, partilho-os:
 
Feminismo: A tendência recente no feminismo, nomeadamente em matéria de assédio sexual, confia demais na regulação e legislação, em vez de promover a responsabilidade pessoal. As mulheres não devem colocar-se sob a tutela de figuras de autoridade e tornarem-se suplicantes. Liberdade significa rejeitar a dependência. (...) A rua é natureza, visão da selva aberta com as suas energias exuberantes e brutas de caça e perseguição. As vampes e vadias são os símbolos maduros de um feminismo duro, a minha resposta à auto-satisfação presunçosa e ao materialismo crasso do feminismo yuppie. Os distúrbios do apetite que flagelam o feminismo burguês são rituais regressivos de filhas dóceis que, num certo nível, se recusam a defender-se a si mesmas. (...) a vida é um banquete e os otários morrem à fome. A palavra vamp, no sentido de uma sedutora sexual, tem uma origem eslava e descende das lendas de vampiros servo-croatas dos sangrentos Balcãs. A palavra descreve também a “coisa que está na frente”, avant-garde, ou vanguarda. Como verbo significa recuperar ou consertar algo velho, remendando-o com uma peça nova; ou seja, empregar engenhosidade, inteligência e sentido prático para alcançar os objectivos. Daí passou para vaudeville e jazz: no acompanhamento musical, vamping significa improvisar, ornamentando e ampliando a excitação. (...) Não quero deitar fora as velhas canções; quero actualizá-las, fazê-las entrar nos comportamentos e injectar-lhes energia. Quero colocar de novo o bomp no bomp-de-domp. (...) O estado não deveria ter poder para vigiar ou regular actividades solitárias ou pouco consensuais, como o suicídio ou a sodomia. Por isso apoio decididamente a legalização das drogas e da prostituição, e sou uma radical defensora das formas mais chocantes de pornografia. (...) O sexo tem de ficar de fora do alcance das garras totalitárias dos filantropos e pregadores de todos os matizes. (...) “Odeiem o dogma. Amem a aprendizagem. Amem a arte.” (...) o meu programa propõe a religião comparada como núcleo curricular para toda a gente. Eu não acredito em Deus, mas creio que Deus é a maior das ideias humanas. Aqueles que são incapazes de sentimento religioso ou que profanam o solo sagrado não dispõem da imaginação necessária para educar os jovens. (...) Arte, história e filosofia estão entrelaçadas com a evolução da religião. (...) Os anos 60 queriam destruir os códigos morais opressivos da religião organizada, aceder à visão das coisas através dum individualismo ousado. (...) os jovens estão a lutar pela sua identidade num mundo definido pela desigualdade e pelas incertezas materiais, justapostas bolsas surrealistas de fome e fausto. Daí a sua vulnerabilidade ao politicamente correcto, única religião que conhecem. Os jovens imploram por alimento espiritual, e a elite das escolas oferece-lhes das amargas cinzas do niilismo. (...) O objectivo da educação é abrir o passado remoto aos estudantes, de modo a que possam aprender com os volumosos registos humanos de erros e triunfos. (...) O estilo vampe que subscrevo tece referências para o presente através de uma constante interpretação do passado. “Limite-se a relacionar.”- E. M. Forster.
O Pénis Desembainhado: Na história da arte é muito difícil encontrar um pénis marcante sem recuar aos tempos antigos, onde há muitos pénis bonitos e muito abertamente retratados. Chegamos a um período da cultura ocidental em que há um medo terrível dos pénis. Já não podem ser grandes, creio, acima de um certo tamanho. Simplesmente não parecem bem aos homens, daí resultando que já não são tão atraentes. (...) O pénis é um tremendo, um tremendo tabu. Se vêem um, as pessoas pensam que vão arder no fogo do inferno. Nunca se vê na televisão ou nos media. Está confinado à pornografia – e à arte. (...) Então qual seria o meu conselho para os sexos no final de século? Eu diria para os homens: mantenham-no teso! E para as mulheres diria: Lidem com isso! Não há lei na arena! (...) Para mim, o máximo poder do universo é a natureza, não Deus, cuja existência só posso entender como energia vital despersonalizada. Porém, como já disse repetidas vezes, o simples facto de a natureza ser suprema não significa que nos devamos render a ela. Assumo a opinião do período final do romantismo de que tudo o que de grande houve na história do Homem foi realizado em desafio à natureza. Lei, arte e tecnologia são mecanismos de defesa. (...) É a procriação, não o temor ou o preconceito, que fundamenta a oposição cristã à homossexualidade. (...) A América do final do século XX tem mais coisas em comum com a Roma imperial do que com a Atenas clássica, e por isso é no mundo romano helenizado que buscaria os modelos pagãos. Precisamos de novos mitos vivos. (...) Hoje o sexo acontece no fragor e poeira do circo imperial. Queixas privadas são trazidas à luz do dia, e servem de alimento à massas. (...) Nem mulheres nem gays deveriam lutar para obterem protecções especiais ou tratamentos preferenciais. A arena é a esfera social, que está separada da natureza mas formaliza ritualmente as suas agressões. A minha posição libertária é que, na ausência de agressão física, a conduta sexual não pode e não deve ser legislada a partir de cima; é que toda e qualquer intrusão de figuras de autoridade no sexo é totalitária! A lei última da arena sexual é a responsabilidade pessoal e a autodefesa. Devemos estar preparados para enfrentar isso sozinhos, sem as protecções infantilizadoras de apoios externos como aconselhamento pós-trauma, comissões de apoio e tribunais. Eu digo ás mulheres: desçam ao que é impuro, ao reino dos sentidos. Lutem pelo vosso território hora a hora. Aparem os golpes como os homens. Eu exalto a "persona" pagã do atleta e guerreiro, que pertence mais à cultura do pudor do que à culpa e cuja ética é sinceridade, disciplina, vigilância e valor.
Crime sexual : Violação (...) o que começou como uma campanha útil de sensibilização para as reivindicações de vítimas autênticas de violação desvirtuou-se numa superextensão alucinatória da definição de violação, para cobrir todo o encontro sexual desagradável ou embaraçoso. A violação tornou-se no crime dos crimes, obscurecendo todas as guerras, massacres e desastres da história. A obsessão feminista com a violação como símbolo da relação homem-mulher é fraudulenta e irracional. Visto de uma perspectiva do futuro, esse período na América vai parecer um reinado de psicose de massa, como o da caça às bruxas de Salem. (...) A violação deveria ser definida mais economicamente como a violação por um estranho, ou a intrusão forçada do sexo num contexto não sexual, como por exemplo numa situação profissional. (...) Grande parte da crise em torno da violação em contexto de namoro e do assédio sexual, reclamada pelas mulheres de classe média branca, é causada pela confusão existente nos próprios sinais dessas mulheres, a qual pude observar com crescente angústia ao longo de duas décadas como professora. (...) Dois pais sozinhos não conseguem transmitir toda uma sabedoria de vida a uma criança. Os anciãos do clã – avós, bisavós, tias, tios, primos – desempenharam essa função no passado. A criança urbana vê a aspereza da rua, a rural testemunha as assustadoras operações da natureza. Ambas têm contacto com uma realidade eterna, negada à criança da classe média suburbana, que é protegida do risco e do medo e levada a conformar-se a um código dócil de boas maneiras e a uma linguagem corporal reprimida, código esse que pouco mudou desde a época vitoriana. (...) Na ausência de guerras invente uma! Filmes sobre o comportamento no acasalamento da maioria das outras espécies – uma referência na TV pública americana – demonstram que a fêmea escolhe. Os machos perseguem, exibem-se, lutam em alvoroço, arrastam os pés e fazem papel de completos tolos no amor. (…) Como libertária, creio que temos direito absoluto ao nosso próprio corpo, e que nenhum homem nos pode tocar sem o nosso consentimento. Porém, o consentimento pode não ser verbal, expresso por linguagem ou comportamento. (...) Cada qual recebe o que dá. Se alguém faz propaganda, é melhor estar preparada para vender!
Guerra dos sexos, aborto: (...) A moderna libertação da mulher está inextricavelmente vinculada à sua capacidade de controlar a reprodução, que a tem escravizado desde a origem da espécie. E mais uma vez é a Natureza que é o nosso real opressor. “crescei e multiplicai-vos” já não é aplicável a um mundo superpovoado e de recursos minguantes. (...) O meu código de amazonismo moderno diz que a disposição fascista da natureza no tocante à menstruação e procriação deve ser desafiada, como violação grosseira que é do livre arbítrio da mulher. Ao contrário do establishment feminista, reconheço que abortar é matar. Porém matança e colheita – simbolizados em forma de foice da deusa lua são o registo do sustento e da sobrevivência humana ao longo de dez mil anos."
Camille Paglia
A genialidade desta mulher ainda me é capaz de comover...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Andanças

entretive-me a fazer um teste D/s.
resultado preocupante, Highly dominant...
para os interessados aqui fica o link, Take The Dom or Sub Test at OkCupid

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Canigó

um dia para subir o Canigó, 2.784,66 m.

nestes 4 anos catalães habituei-me a ver esta montanha como "a montanha" e a que os seus caprichos fizessem o sol, a chuva ou a neve, da Alt Empordá. hoje, depois de uma escalada difíci e por meia hora, fui 1m74 mais alto do que ele.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Interessante

um moço esclarecido?



e um pouco mais velho:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

26 aninhos, haja coração

e era tão bom se não cantasse...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Que maldade!

"Apesar do que dizem sobre a estrutura familiar do CR Júnior, nem me parece que a criança vá notar muito a falta da mãe.  Quando vai ao quarto do pai vê a lâmina de barbear, mas também a Epilady.  Só daqui a alguns anos é que o bebé vai perceber que é tudo do pai e não está lá a mãe." (José Diogo Quintela)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Montaigne: "A coisa mais importante do mundo é saber ser si próprio"

Li de um fôlego "Montaigne" de Stefan Zweig, da editora Acantilado e segue-se essa tristeza que me assalta, a miude, após a leitura de um grande livro.
constato o percurso extraordinário desse meu irmão que viveu anteontem, Montaigne na sua torre e fora dela:
"O mundo de antes de ontem é o de hoje, e será também o de amanhã: as intrigas políticas, as calamidades da guerra, os jogos de poder, a estratégia cínica dos poderosos, o encadeamento das traições, a cumplicidade da maior parte dos filósofos, os homens de Deus que se revelam homens do Diabo, a mecânica das paixões tristes - inveja, ciúme, ódio, ressentimento… -, o triunfo da injustiça, o reino da crítica medíocre, a dominação de renegados, o sangue, crimes, assassínio…" (Michel Onfray)
vejo Montaigne a escrever:
"Cansado do cansaço das misérias do tempo actual que são os sofrimentos ancestrais do mundo, é necessário plantar um carvalho, vê-lo crescer, retirar suas tábuas, vê-las secar e fazer um caixão no qual tomará o seu lugar na terra, ou seja no cosmos." (Michel Onfray)

ficam as notas de leitura:
 pg. 8 - "A vida depende da vontade alheia; a morte, da nossa."
            "E, entre as nossas doenças, a mais selvagem é a de desprezarmos o nosso ser"
11 -  é preciso viver bastante antes de ler Montaigne
13 - "Uma das misteriosas leis da vida é que descobrimos sempre tarde demais os seus autênticos e essenciais valores: a juventude quando a perdemos,  a saúde assim que nos abandona, e a liberdade, essa essência preciosíssima da nossa alma, só quando está a ponto de nos ser arrebatada ou quando já o foi"
14 - Montaigne nasce no ocaso do renascimento
15 - "Sempre que o espaço cresce, a alma fica tensa"
19 - Como manter-se livre no meio da barbárie?
20 - "A arte mais sublime consiste em continuar fiel a si mesmo" (tradução difícil de " ..arte más sublime: seguir siendo uno mismo")
22 - manter-se exteriormente discreto (low profile)
23 - Montaigne, o nosso contemporâneo
30 - Montaigne mestre de Shakespeare
34 - Montaigne, "... filho e cidadão não de uma raça nem de uma pátria, mas sim do mundo, para lá dos paises e dos tempos"
36 - Montaigne em bebé é entregue pelo pai a uma família de lenhadores (extraordinário!). aos 4 anos o pai vai buscá-lo para ser educado de tal forma que seja o homem mais sábio e culto de todos os tempos.
38 - Montaigne aprende a falar em latim antes de aprender francês
40 - o sucesso de uma educação indulgente
51 - elogio da pobreza (não da miséria)
54 - na sua torre Montaigne é Montaigne
       despede-se do mundo aos 38 anos, achando já ter vivido o suficiente e refugia-se entre os seus livros, na torre
55 - consagra-se a preparar-se para a morte
60 . os livros são melhores que os homens: em jovem lia para ostentar, depois lia para saber e agora, em "velho" lê finalmente por prazer
63 - sublinha e escreve nos livros que lê e relê
65 - desagrada-lhe o que escreve
66 - finalmente Montaigne começa a escrever para os outros
       primeiro quer conhecer-se, depois quer mostrar-se como é.
69 - o escritor Montaigne é uma sombra menor do homem Montaigne
71 - estuda "as ricas almas do passado"
72 - a procura do eu e ... a procura do humano (sublime!)
73 - não casar-se senão consigo mesmo, diz. ele, casou-se cedo!
75 - cada ser humano contém a forma completa de humano
76 - Cristo foi inútil porque o saber e o bem não se podem ensinar
77 - "A coisa mais importante do mundo é saber ser si próprio"
78 - não se deixar possuir pelo possuído
       não se deixar possuir pelo que nos dá prazer (este homem era um génio!)
80 - "a morte mais voluntária é a mais bela" (Montaigne vai mais tarde equacionar suicidar-se)
       Montaigne ama desmedidamente a vida
       Montaigne diz só ter medo da morte, de nada mais

81 -liberdade de pensamento para todos (no meio dos fanáticos franceses seus contemporâneos!!!)
     perante um grupo de canibais brasileiro sente-se curioso e tolerante para com o seu comportamento
82 - os homens sempre puderam viver livremente em todos os tempos, os exemplos abundam: Erasmo, Montaigne, Castelio...
83 - em 1570 aos 38 anos crê que tem concluída a sua vida.
84 - esperar pacientemente a morte e preparar-se para ela foi o seu trabalho durante 10 anos, agora,aos 48 anos, em 1580 admite os seu erro, de facto:
         1. enterrou-se vivo
         2. não está mais livre por se ter encerrado numa torre do seu castelo
         3. não se pode renunciar ao mundo tão cedo
         4. acreditava que estaria agora mais burro, quase senil e afinal está mais sereno, culto, curioso e sábio
85 - uma pessoa vive no seu próprio século e não se pode fugir do presente
87 - a realidade não tem um peso próprio mas sim o peso que lhe outorgamos
88 - Montaigne concedia às mulheres, mais do que aos homens, o direito, por causa da necessidade de variar, de ter um amante (esta posição vai-lhe valer 4 séculos de calúnias, a começar pela de corno!)
89 - há poucas mulheres cuja saúde não melhore com a viuvez.
       "... um bom matrimónio, se há algum!"
91. o elogio da viagem
93 - o desgosto também faz parte da vida
96 - é sempre um prazer (...) ver um homem tão sensato (Montaigne) nas suas loucuras.
98 - têm para ele mais interesse as prostitutas de Roma que a capela sistina ou as de Florença que a sua catedral
        as prostitutas cobram-lhe mais para falar com ele do que para fazer o seu trabalho habitual
109 - mas precisamente nas últimas cenas da vida de Montaigne tudo volta
110 - em resposta a uma tentativa do poderosíssimo, e seu soberano, rei Henrique de Navarra, de suborná-lo, responde orgulhoso e e temerário:
         "Nunca recebi nenhum bem de liberdade dos Reis, como tampouco o pedi ou mereci... .
          Sou, Senhor, tão rico como desejo ser".
          aqui volta a ser verdade que  "os homens sempre puderam viver livremente em todos os tempos"
    recebe espantosamente, tão velho, uma centelha de de ternura e amor: Marie de Gournay
111 - em 1593 só lhe faltava conhecer uma coisa (...) a morte.
111 - "descansa" não no seu castelo mas sim na igreja de Feuillants de Bourdeaux
"Montaigne", Stefan Zweig, Acantilado

domingo, 4 de julho de 2010

Lourmarin


Um tributo a um homem que me ensinou a pensar o absurdo da condição humana e a viver melhor com  a sua natureza trágica e sem sentido.
Recordo que aos vinte anos me caiu nas mãos esta entrada, um soco no estômago, de "O mito de Sísifo"(a negrito):

"Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio.
Julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental de filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. São apenas jogos; primeiro é necessário responder. E, se é verdade, tal como Nietzsche o quer, que um filósofo, para ser estimável, deve dar o exemplo, avalia-se a importância desta resposta, visto que ela vai preceder o gesto definitivo. 

São evidências sensíveis ao coração, mas é preciso aprofundá-las para as tornar claras ao espírito. Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogação é mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das acções a que elas incitam ou obrigam. Nunca vi ninguém morrer pelo argumento ontológico.
Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Essa verdade não valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, é-nos profundamente indiferente. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pela ideias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver só ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer).
Julgo pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos —das interrogações. Como responder-lhes? Em todos os problemas essenciais (e por tal entendo os que podem fazer morrer e os que multiplicam a paixão de viver) só há provavelmente dois métodos de pensamento, o de La Palisse e o de Don Quixote. É o equilíbrio da evidência e do lirismo o único que nos faculta ao mesmo tempo o acesso a emoção e à clareza.
Num assunto ao mesmo tempo tão humilde e tão cheio de patético, a dialéctica sábia e clássica deve pois ceder o seu lugar mais modesto que deriva ao mesmo tempo do bom senso e da simpatia."

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O animal moribundo

Este foi o grande romance que li nos últimos anos (confesso: depois de ver o filme Elegy…). Segue-se as notas de leitura.

Pg 13 – "Aquele corpo ainda é novo para ela"

Pg 14 - assédio

Pg 16 – Miranda = Ana Batista

Pg 17 – "Esta é uma surpreendente geração de amantes do felácio"

Pg 22 – "… deliciosa imbecilidade da luxúria"
    "Não se trata de sedução. Aquilo que estamos a disfarçar é o que nos levou ali: pura luxúria"

    "A grande partida biológica que nos pregam é que nos tornamos íntimos antes de sabermos alguma coisa acerca da outra pessoa"

Pg 23 – "… é tentar transformar a luxúria em alguma coisa socialmente apropriada"

Pg 24 – "Esta duquesa usa soutiens copa D…"

Pg 26 – "É o caos do Eros que estamos a falar…"

Pg 27 – "Como ser sério (…) quanto aos nossos (…) prazeres"

Pg 28 – "… dizia centenas de vezes <<Adoro-te>>, mas nunca, nem mesmo hipocritamente (…) não posso viver sem o teu caralho. Consuela não era assim."

    "Quando estamos seduzidos ajuda não pensar demais"

Pg 29 – "Casei uma vez…"
    Macaca

Pg 30 – "Mal lhe toquei no rabo e já diz que não pode ser minha mulher?"

Pg 32 – "Comoveu-me ver aquele corpo"

Pg 33 – "… ao princípio, a maneira de fazer amor era demasiado fogosa. Ela esforçava-se de mais para impressionar o seu professor"

Pg 34 – "… nenhuma gosta, de facto, que lhe puxem o cabelo"
    A dentada (simbólica) no falo

Pg 35 – "A excentricidade erótica (…) uma farsa repugnante"

Pg 36 - Obsessão e contra-obsessão
    "Um homem não teria dois terços dos problemas que tem se não se aventurasse a ser fodido"

Pg 37 – "Só um grande idiota sentiria que é de novo jovem"

Pg 40 – autoridade necessária para a estabilidade

Pg 42 – "O casamento cura o ciúme"

Pg 43 – "… ele (o amante de Consuela) sou eu aos vinte e cinco anos"

Pg 44 – "… apenas em vir-se ele próprio. (…). Não era um homem que amasse mulheres"

Pg 46 – A menstruação

Pg 47 – Mulheres de 40, estéreis e bem sucedidas profissionalmente

Pg 49 – Pequena Janie Wyatt: somos todos iguais, somos todos livres, podemos trazer para a Terra tudo o que quisermos

Pg 54 – Terror biológico da erecção

Pg 61 – (o homem nos anos 50) "Era um ladrão no reino sexual"

Pg 63 – "Porque só quando fodemos é que tudo aquilo de que não gostamos na vida e tudo aquilo que nela nos derrota é puramente, ainda que momentaneamente, vingado.

Pg 65 – "A estupidez de sermos nós mesmos"

Pg 82 - "Que ando eu a fazer com aquele velho?"

Pg 84 – "Me dá asco"
    Modigliani

Pg 85 – "… o cabelo que assinala o ponto onde o seu corpo bifurca"

Pg 86 – "… professor do desejo, ao tapete?"

Pg 87 - "… usar o remédio do estudante"

Pg 88 – "animal moribundo" (Yeats)

Pg 90 – "Renunciar voluntariamente à nossa liberdade: esta é a definição de ridículo"

Pg 92 – "A vida desorienta-nos" (as casamenteiras)

Pg 93 – A irracionalidade da reprodução

Pg 94 – "De que estão a ser castigados?" (sobre aqueles que estão casados)

Pg 95 – "O drama quotidiano do adúltero que consiste em atravessar a vau um rio de mentiras"

Pg 105 – O sadismo da indiferença

Pg 109 – 60% / 40%

Pg 120 – O fim do poder erótico de Consuela: a erecção.

Pg 122 – "É agora ou nunca. E nunca chegou" (ano 2000)
    "A TV está a fazer o que faz melhor: o triunfo da banalização sobre a tragédia."

Pg 124/125 – A ilusão metronómica

Pg 131 – "Pensa nisso. Pensa. Porque se fores, estás liquidado"

terça-feira, 22 de junho de 2010

“Le crépuscule d’un idole” de Michel Onfray (notas da 1ª leitura)


Pg. 17 "…Marx, Nietzsche e Freud, três amigos" de M.O.
Pg. 18 - Félix
Pg. 27 – " a possibilidade de tornar-me terapeuta gelava-me." (perante o efeito que as aulas de psicanálise tinham sobre os seus alunos). A casta dos psicanalistas
Pg. 28 – Os 10 bilhetes postais de Freud na Universidade de hoje
Pg. 34-35 Freud o mentiroso: inventando casos para apoiar a sua teoria
Pg. 39 – Freud o anti-filósofo porque quer ver-se como cientista (anti-racional)
Pg. 40 – A psicanálise é a autobiografia de Freud
Pg. 43 – "Desconfiemos dos filósofos que organizam a sua posteridade" (Freud destrói a sua correspondência e tenta destruir a que enviou ao amigo Fliess)
Pg. 44 – Freud, como todos nós, o homem…
Pg. 61 – Freud apresentado como precursor de Nietzsche!!!
Pg. 100 – A auto-análise só funciona para Freud, todos os outros psicanalistas tiveram de ser psicanalizados regularmente (de 5 em 5 anos)
Pg. 151 – "… que mulher aceita um homem cujo modelo arquitepal de libido é a sua mãe inatingível?"
Pg. 161 – Freud defendendo o adultério
Pg. 161 – Breuer vs Breuer
Pg. 198 – Se nos lembramos dele tivemos complexo de Édipo, se não nos lembramos dele também tivemos mas recalcámos
Pg. 211 – As religiões falharam (Freud)
Pg. 215 – Sadismo e masoquismo (Freud)
Pg. 222 – Freud não entendeu o que "leu" de Nietzsche
Pg. 235 - Anna Freud
Pg. 237 – Freud criminoso: Anna Freud desde os 13 anos que assistia às reuniões semanais dos psiquiatras em Viena onde se discutia o lado obscuro (e perverso) dos seres humanos
Pg. 246 – "ninguém me ajuda" (Freud)
Pg. 256 – Algo e o seu contrário (Freud receita divã, neurolépticos e tudo o mais que há à mão)
Pg. 279 – As consequências de ser um perverso
Pg. 287 – "sou quase incapaz de mentir" (Freud)
Pg. 297 – Freud enuncia postulados
Pg. 303 – Freud mentiroso na defesa dos casos que teve de histeria masculina é alvo de risota entre os médicos de Viena
Pg. 307 – Freud e a prevenção da masturbação
Pg. 308 – (depois de a sua nomeação ter sido recusada) Freud manda uma cliente rica comprar um ministro para ser aceite como professor na Universidade
Pg. 314 – Freud nunca deu uma definição precisa de inconsciente (operativa, falsificável)
Pg. 338 - Freud o nojento – o caso Emma Eckstein (http://pt.wikipedia.org/wiki/Emma_Eckstein ; Freud nunca reconheceu o erro, pelo contrário)
Pg. 339 – A masturbação é tão perigosa que masturbar-se implica neurose mas não se masturbar implica também a neurose (Freud)
Pg. 370 – Freud o mago
Pg. 374 – A interpretação do sonho do cliente é a melhor via para aceder ao inconsciente do PSICANALISTA!
Pg. 381 – A Freud pouco importa a verdade
Pg. 391 – Freud dormia durante as sessões de psicanálise (não é um problema, para isso criou a figura da "atenção flutuante" em que os inconscientes comunicam) e não tomava notas durante as sessões
Pg. 393 – A psicanálise cura pessoas saudáveis
Pg. 394 – A psicanálise não é para pobres, os pobres devem permanecer doentes, só têm a ganhar com o "ganho da doença"
Pg. 395 – Para ser curado o paciente tem de acreditar que o psicanalista o vai curar
Pg.398 – Freud o charlatão
Pg. 403 – Freud obcecado pelo dinheiro cobrava 450 euros por consulta, oito consultas por dia, seis dias por semana
Pg. 414 – "os pacientes são uma escumalha" (Freud)
Pg. 415 – Freud não ganhou o prémio Nobel da medicina (enganou-se na categoria, devia ter concorrido ao da literatura)
Pg. 421- Freud o canalha: Freud psicanaliza as amantes de Jones e Ferenczi (seus discípulos) e passa as informações recebidas aos interessados; Freud usa o que sabe dos discípulos, durante as análises, quando se incompatibiliza com eles
Pg. 424 - O pequeno Hans (se o ridículo matasse…)
Pg. 441 – O pensamento mágico e irracional em Freud
Pg. 446 – Todo o falhanço terapêutico da psicanálise é um sucesso para a teoria psicanalítica (Freud)
Pg.456 – Todos nós (que recusamos a psicanálise) estamos muito doentes, a nossa resistência ao divã é a prova disso (Freud)
Pg. 467 – A psicanálise fracassa devido ao seu sucesso curativo
Pg. 477 – Freud criticou explicitamente o uso da psicanálise para uso na libertação sexual
Pg. 478 – Freud fascista: detestava comunistas e sociais-democratas e critica-os mas nada critica aos fascismos
Pg. 488 –Freud essencializa e desterritorializa a sexualidade
Pg. 488 – O pessimismo trágico de Freud, os humanos nunca mudarão
Pg. 497 – Freud ferozmente anti-masturbação (ele que tinha sempre os bolsos com buracos diz na sua biografia a empregada)
Pg. 499 – Razões para desaconselhar o onanismo (11 sessões dedicadas ao tema na sociedade psicanalítica de Viena): acto anti-social, acto demasiado simples, acto desrealizante (o onanista mete a realidade em segundo plano), acto hedonista, acto regressivo e acto antinatural nas mulheres porque é um acto masculino
Pg. 505 – Freud e as mulheres
Pg. 507 – A inveja do pénis
Pg. 520 – Freud alienado do presente
Pg. 525 – Para Freud Mussolini é um herói da cultura (dedicatória num livro de Freud para Mussolini)
Pg. 534 - Freud fascista: admirava Mussolini e Dolfuss e detestava comunistas e sociais-democratas; defende a necessidade de um caudilho para controlar as massas
Pg.537 – o ser humano é um efeito, não uma causa, quer para Freud quer para Marx
Pg.544 – A psicanálise recusa a história como causa
Pg. 545 - Freud defensor de caudilhos
Pg. 546 – Quando Freud precisou de Mussolini este ignorou-o
Pg. 554 – como explica Michel Onfray o sucesso da psicanálise no Sec. XX:

  1. O sexo entra realmente, pela primeira vez, no pensamento ocidental (mal mas entra!)
  2. Freud organiza bem uma sociedade internacional de psicanálise, hierarquizada, rígida e combatente
  3. A psicanálise oferece, ainda, uma visão totalizante do humano
  4. A psicanálise é adequada a um século XX onde triunfa por todo o lado a pulsão de morte
  5. A psicanálise aproveita a mediatização do Freud-Marxismo (apesar de Freud odiar os Freud-Marxistas, Reich em particular)
Pg. 568 – "O ego, o Deus dos períodos de decadência"
Pg. 570 - Wilhelm Reich, o Freud-Marxismo
Pg. 571 - Herbert Marcuse, o Freud-Marxismo
Pg. 575 – A psicanálise não cura (escreve Freud à beira da morte)



P.S.: Para uma outra leitura ver http://www2.jornaldacidade.net/artigos_ver.php?id=7190 .

domingo, 20 de junho de 2010

Nietzsche e o nihilismo

finalmente um post em inglês.
obrigado Professor Robert C. Solomon

sábado, 19 de junho de 2010

Angola no seu melhor, o Sexo Ocasional

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tehura

Bate-me, bate-me muito.
E se ao amanhecer tiver esquecido
não esqueças que esqueci,
um sorriso de desdém,
trocista,
um Deus caído, um homem.

Bate-me, bate-me muito.

Segui o meu hóspede,
o que empunha o chicote,
o violador sagrado!
Num compasso descontrolado
vens-te num suspiro
como a chuva de Março.

Mas não me olhes nos olhos.
bate-me antes, bate-me muito.

Lisboa, 17 de Março de 2004

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Azam Ali - O Felix!

O tema "O Felix" (Sec. XII, Latim) foi retirado do fantástico solo no arranque do álbum "Portals Of Grace" (2002). Ouçam e deleitem-se.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Um livro: o longo e tortuoso caminho da invenção do amor no Ocidente

"El Libro de buen amor narra las andanzas de un clérigo que vive en un dilema morrocotudo: seguir el buen amor (a Dios) o entregarse al loco amor (carnal). Él se debe a su cristiano oficio de guiar las almas hacia la virtud pero no puede reprimir el instinto de buscar ayuntamiento con "hembra placentera". Y no lo tiene fácil. Como le cuesta convencer a las candidatas, el arcipreste eleva una queja formal al dios del amor por publicidad engañosa, desatención y malas prácticas. La cosa cambia cuando contrata alcahuetas, grandes intercesoras del trato amoroso medieval. Su favorita es la astuta Trotaconventos, con la que establece una provechosa sociedad."



in http://cultura.elpais.com/cultura/2010/06/09/actualidad/1276034402_850215.html

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lição de economia

domingo, 6 de junho de 2010

Novos destinos de viagem

Trinidad e Tobago

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tuvan throat (canto polifónico)

uma das maravilhas desta nossa Terra, Tuvan throat singing, uma variação particular do canto polifónico do povo Tuva do sul da Sibéria.

Tuvan Throat Singing - Igor's Solo

terça-feira, 1 de junho de 2010

Novidades do limão

Cientistas japoneses garantem que espremer um pouco de sumo de limão dentro da vagina antes do sexo pode matar os espermatozóides, tornando-se um contraceptivo barato e simples.
Assim, os brasileiros, juntando o útil ao agradável, adicionam um pouco de açúcar, gelo e caipirinha na hora da relação sexual e, usando o pénis como socador, têm um novo tipo de caipirinha: a caipixota (ou caipiceta, ou caipibuça).
Os mais refinados dão-lhe nome de caipigina e bebem-na de canudinho.
Beba .
Chupe...
Coma... Lamba. Sei lá, porra!!!
Mas, sempre com moderação!!!

E LEMBRE-SE...SE LAMBER NÃO CONDUZA, SE CONDUZIR NÃO LAMBA!

de Argentan a Caen I

primeira etapa, Argentan, Baixa Normandia, uma típica cidade normanda , provinciana, sempre chuvosa, gente simples e afável.
a Universidade Popular de Argentan é basicamente uma tenda de circo
com os ursos substituídos pelo Michel Onfray e os seus convidados. hoje o circo estava cheio de uma audiência heterogénea onde faltavam jovens e sobravam reformados, o tema de hoje era Colette, o feminismo e a gourmandise.
rodeado de ferozes especialistas em Colete, cada um mais culto que o outro, Michel Onfray, claramente fora do seu palco, passou o tempo a resolver os inúmeros problemas de som e imagem. os convidados eram:
Macha Méril, feminista mal-fodida mas com sentido de humor;
Evelyne Bloch-Dano, (ex) feminista claramente reconciliado com os homens, passou o tempo a tentar pôr em perspectiva o comportamento e a escrita de Colette mas foi a única a fazê-lo;
Natacha Polony, feminista mal-fodida, provavelmente estéril e instalada na idade crítica, deu a impressão de nada querer realmente saber da biografia de Colette mas conhecer a fundo a sua obra;
Périco Légasse, fanático de Colete e da alma culinária francesa, foi o moço dos aplausos profusos pelo timbre de voz e veemência do discurso.
lá fora os vendedores de produtos regionais esgotaram os stocks e devem ter regressado às aldeias de bolsos recheados. a audiência foi aplaudindo as performances dos artistas.
o programa para os curiosos foi este:
  • 11h30 – 18h : Marché du terroir
  • 14 h -16h : Jardins d’écriture - “Les mille et un jardins de Colette”, par Evelyne Bloch-Dano (chapiteau) En savoir plus...(PDF)
  • 15h - 16h : Goûter philosophique pour les enfants, par Gilles Genevieve ( manable)
  • 16h15 - 17h : Extraits du film “Colette”, de Gérard Poitou-Weber, avec Macha Méril
  • 17h - 18h15 : Table ronde avec Michel Onfray, Macha Méril, Evelyne Bloch-Dano, Natacha Polony, Périco Légasse.
  • 18h15 – 19h : Concert Ravel, par Patrick Cohen et ses élèves, et Maya Villanueva, soprano
  • 19h - 20h30 : Dîner préparé par Arnaud Viel/La Renaissance et Dominique Tulane, charcutier-traiteur
    Sur réservation au 02 33 12 11 60 - 15€ (chapiteau)
  • 20h30 - 22h : Démonstration culinaire avec ALAIN DUTOURNIER/Le Carré des Feuillants à Paris (2 étoiles), présenté par Périco Légasse/Marianne et Jeannine Coureau
  • 22h : Concert 2ème partie

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Só quando eu pagar o tractor

Um pai tinha 3 filhos.
O mais velho pediu:
-Oh pai, queria um carro! Na faculdade só eu não tenho!
-Só quando eu pagar o tractor.
Vem o outro:
-Oh pai quero uma moto!
-Só quando eu pagar o tractor.
A seguir vem o mais novo.
-Pai quero uma bicicleta!
-Só quando eu pagar o tractor.
O miudo vai pró quintal amuado, vê o galo em cima da galinha, dá-lhe um pontapé e diz:
-Nesta casa, enquanto o pai não pagar o tractor, anda tudo a pé!!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Janelas de vidro

pode parecer paradoxal a aparente sobre-exposição que transpira deste blog.
mas nestes tempos virtuais é preciso estar atento e quero acima de tudo:
"...viver escondido, não me expor, não tornar públicos os detalhes de minha existência, revelar o acessório para melhor silenciar e ocultar o essencial, falar para organizar o meu silêncio, revelar para melhor dissimular o que deve ser mantido sob protecção. O contrário de uma vida em gaiola de vidro conforme obrigaria a República de Platão..."

Esthétique du pôle Nord


retrouver ce média sur www.ina.fr

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Psicanálise e outras terapias alternativas...

       Podemos rezar pela vítima de cólera, ou podemos dar-lhe quinhentos miligramas de tetraciclina a cada doze horas. (...) Podemos tentar a quase inútil terapia psicanalítica pela fala com o paciente esquizofrénico, ou podemos dar-lhe trezentos a quinhentos miligramas de clazepina. Os tratamentos científicos são centenas ou milhares de vezes mais eficazes do que os alternativos. (E, mesmo quando os alternativos parecem funcionar, não sabemos realmente se desempenharam algum papel: melhoras espontâneas, até de cólera e esquizofrenia, podem ocorrer sem rezas e sem psicanálise.) Renunciar à ciência significa abandonar muito mais do que o ar-condicionado, o CD, os secadores de cabelo e os carros velozes.

      Carl Sagan in "O Mundo Assombrado pelos Demónios"





O planeamento estratégico começa com a análise do mercado

No confessionário, chega o pequenito mas, nosso velho conhecido Joãozinho que confessa:
- Senhor Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria.
- És tu, Joãozinho?
- Sou, Sr. Padre, sou eu.
- E com quem estiveste tu?
- Padre, eu já disse o meu pecado... Ela que confesse o dela.
- Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora...!
   Foi a Isabel da farmácia? - pergunta o padre.
- Os meus lábios estão selados - diz o Joãozinho.
- Então, foi a Maria do quiosque?
- Por mim, jamais o saberá...
- Ah! Ou não terá sido a Maria José florista?
- Não direi nunca!!!
- Já sei, só pode ter sido a Manuela da tabacaria!
- Senhor Padre, não insista!!!
- Vamos lá acabar com isto! Foi a Catarina da pastelaria, não foi?
- Senhor Padre, isto não faz sentido.
O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:
- És um cabeça dura, Joãozinho, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vai então rezar vinte Pais-Nossos e dez Avé-Marias.... Vai com Deus, meu filho...
Joãozinho sai do confessionário e vai para os bancos da igreja. O seu amigo Manecas desliza para junto dele e sussurra-lhe:
- E então? Conseguiste a lista?
- Consegui. Já aqui temos o nome das mulheres casadas que "facilitam"!

Moral da História:
O PLANEAMENTO ESTRATÉGICO COMEÇA COM A ANÁLISE DO MERCADO.