sábado, 27 de fevereiro de 2010

assim não há quem durma

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Intercidades

a cena passa-se no intercidades Lisboa-Porto.
viajava uma bela mulher, com um bebé ao colo. em frente dela vai sentado um sujeito. subitamente o bebé começa a chora. a mulher tira o peito para fora e dá de mamar à criança. contudo, ela continua a chorar e a mulher diz-lhe:
- meu filho, chupa senão dou a maminha a este senhor!
então o bebé adormece mas quinze minutos depois volta a rebentar em choro e a cena repete-se:
- meu filho chupa senão dou a maminha a este senhor!
faltava já pouco para chegarem ao porto e mais uma vez a pobre mãe repete o acto e a frase. de repente o indivíduo levanta-se e grita para a mulher:
- carago, minha senhora... veja lá se o puto se decide porque eu já devia ter saído em Coimbra!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Contraceptivo alentejano

Uma alentejana, de passagem por Lisboa, vai à cabeleireira, onde estão várias outras mulheres, muito mais sofisticadas.
Enquanto esperam que os cabelos sequem, falam sobre os diversos processos que usam para evitar a gravidez:
- Eu tomo a pílula!
- Ai, eu uso um DIU...
- Eu não me dou com isso - o meu marido usa preservativo!
Uma delas pergunta à alentejana:
- E a senhora, o que é que usa?
- Ora, como ê e o mê maride semos pobres, a gente usa o baldi!...
- O balde?!...
- Como disse?
- O balde? É algum método novo?
- Bem, como vocemecês vêem, ê cá sou alta, mas o mê Manele é uma fraca figura! (expressão idiomática. Leia-se: bastante mais baixo). E com ê sou desembaraçada e na gosto cá de pesos, fazemes sexo de pê. Por isso ele sobe pra cima dum baldi e... quando ele começa a fazê caretas e a dezer estupidezes, ê dou um puntapê no baldi!...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vaselina

Certo dia o Felisberto resolveu comprar uma mota. Só havia um problema: Os cromados.
O vendedor aconselhou-o a usar vaselina para os proteger sempre que chovesse, e assim foi: o Felisberto sempre que via chuva, lá ia ele besuntar a mota com vaselina.
À pala da mota, conheceu uma rapariga e começaram a namorar.
Certo dia, ela resolve convidá-lo a ir jantar lá a casa e conhecer os seus pais. E assim foi. Chegada a hora da refeição, o pai diz:
- Cá em casa temos uma regra: Como ninguém gosta de lavar a loiça, quem falar primeiro depois de acabar a refeição, lava a loiça.
Felisberto achou tudo muito estranho, mas assim fez. No final da refeição resolveu experimentar para ver se ninguém falava mesmo, e começa a beijar a namorada à descarada. Grande marmelada à mesa e ninguém se pronunciava. Resolveu ir mais longe e pegou na namorada, pô-la em cima da mesa e.... Pimba. E tudo continuava calado. Não contente, pega na futura sogra e.... Pimba. E ninguém dizia nada...
Nisto começa a chover. Felisberto dirige-se ao seu blusão de cabedal e saca da embalagem de vaselina.
O pai olha assustado para a vaselina e diz muito rapidamente:
-OK, OK, eu lavo a loiça !!!!!...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ou deixas de foder outras ou está tudo acabado.

Foi este o ultimato, o exasperante, inacreditável e absolutamente imprevisto ultimato que a amante de cinquenta e dois anos fez lavada em lágrimas ao seu amante de sessenta e quatro, no aniversário de uma ligação que persistira com espantosa licenciosidade - e que não menos espantosamente se mantivera secreta - durante treze anos. Mas agora, com as secreções hormonais a refluir, a próstata a dilatar-se e um horizonte verosímil de não mais do que poucos anos de potência semiconfiável da parte dele - e talvez nem isso de vida restante -, agora, na proximidade do fim de tudo, estava a ser intimado a virar-se do avesso sob pena de a perder.
Philip Roth

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carnes

Num banquete estava um padre católico sentado ao lado de um rabi judeu. O padre, querendo gozar o rabi, enche o prato com pedaços de um suculento leitão e depois oferece ao 'colega'.
O rabi recusa, dizendo:
- Muito obrigado, mas...não sabe que a minha religião não permite a carne de porco?
- Liiiiivra!!! Que religião esquisita! Comer leitão é uma delííícia! -  Comenta o padre com ironia.
À hora da despedida, o rabi chega e diz ao padre:
- As minhas recomendações à sua esposa!
E disse o padre, horrorizado:
- Minha esposa? Não sabe que a minha religião não permite casamento de sacerdotes?
- Liiiiivra!!! Que religião esquisita! Comer mulher é uma delííícia!!!....mas se você prefere leitão...!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Replicas morais, Por Juan José Millás

No sabíamos que fotografía escoger para señalar que los terremotos provocan réplicas morales en lugares muy alejados de su epicentro geográfico, cuando tropezamos con la de este señor, de nombre José Ignacio Munilla, de profesión obispo, de facciones blandas, de dedos cortos (aunque gruesos), de comunión diaria y de aspecto general de exorcista. Aunque la imagen está tomada a los cuatro días del terremoto de Haití, no observan en el rostro de Munilla expresión alguna de dolor, lo que desmiente la teoría del Cuerpo Místico, según la cual todos estaríamos conectados, de modo que cuando se te cae la casa encima a ti, se me rompen las vértebras a mí. Nada de eso. Yo mismo tuve que enterarme por la radio. ¿Cómo es posible que suceda una catástrofe de ese calibre allí y no sintamos una pequeña sacudida aquí? La rabia de no haber perdido el apetito (y de que nadie lo perdiera a mi alrededor) me hundió en la miseria. Pero entonces pensé que la empatía nace precisamente de la perplejidad de la razón ante la ausencia de dolor frente al sufrimiento ajeno.
El conocimiento de que alguien idéntico a ti agonice bajo una montaña de cascotes sin que tú tengas siquiera un pequeño ataque de asma resulta intelectualmente insufrible. Ahí es donde aparece la solidaridad, que nos empuja a socorrer al desfavorecido. A menos, claro, que aparezca Munilla para poner orden en nuestras emociones. Total, que estábamos a punto de hacer una transferencia cuando, gracias a sus palabras, comprendimos que los desgraciados éramos realmente nosotros. Muchas gracias, obispo.

El País Semanal, 07-Fev-2010 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

famílias modernas

antes e depois

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só quando está a chover

Um gajo está na cama com a amante quando ouve os passos do marido. A mulher manda-o pegar nas roupas e sair pela janela. Ele resmunga porque está a chover muito, mas não tendo outra solução, salta e cai no meio da rua, onde está a passar uma maratona. Ele aproveita e corre junto com os outros, que o olham de uma maneira esquisita. Afinal, ele está nu!

Um outro corredor pergunta:
- Você sempre corre assim, nu?
- Sim! - responde o amante - É tão bom ter esta sensação de liberdade...

Outro corredor pergunta :
-Mas você sempre corre assim nu com a roupa nas mãos?
O gajo não se dá por vencido:
- Eu gosto assim. Posso vestir-me no fim da corrida, ir para o carro e de seguida para casa...

Um terceiro corredor insiste:
- Mas você sempre corre assim nu com as roupas nas mãos e com um preservativo na pila?

O gajo responde :
- Não! Só quando está a chover!