sábado, 24 de abril de 2010

windows of perfection

anoitece em Arambol
a memória entrega-me ramos de flores
que deixei de merecer há muito tempo atrás,
pétalas cor de cobre e espuma.

(em mim a piedade
reencarna em noite.)

quantos lugares percorreremos até encontrar o vale de
                                                               Shangri-La?]
quantas cidades santas atulhadas de homens?
quantos hospícios cheios de santos,
até que tu nos venhas finalmente mostrar o caminho?

durante séculos vivemos na cela da virtude
víamos o sol pelas grades da janela da perfeição
jamais bronzeávamos a pele
era-nos interdito desfrutar o calor do sol.
o melhor que fizemos foi tomar alguma cor no rosto cansado de
                                                                      contemplar Deus.]
agora que somos finalmente livres já não amamos o sol,
virámos-nos antes para Oriente, na noite da nossa miséria
em busca das fórmulas dos negadores da vida.
contorcemos o corpo em posses bizarras;
no lugar de nos estendermos na areia quente deixando a mente
                                                    sonhar com uma Terra farta,]
meditamos, jejuamos e fustigamos novamente a nossa carne
a mesma carne triste que antes via o sol pelas grades da janela da
                                                                                   perfeição.]

Arambol, 24 de Abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

St. Jordi

uma rosa e um livro:

um beijo desde Goa.

Le crépuscule d'une idole. L'affabulation freudienne


Com o livro "O crepúsculo de um ídolo" Michel Onfray comprou um bilhete de ida para o inferno ou conquistou ainda mais espaço na arena parisiense?
A seita psicognóstica está "rabiada". Não terá o poder da seita comunista de Sartre mas encontro semelhanças entre o publicação por Camus de "O homem revoltado" e o actual livro de Onfray.
A ler com a máxima urgência!
Perpignan, please!











Le Mot de l'éditeur : Le crépuscule d'une idole

Michel Onfray, cohérent avec lui-même, s'en prend ici à une religion qui, bien plus que les monothéismes qu'il pourfendait dans son Traité d'athéologie, semble avoir encore de beaux jours devant elle. Cette religion, c'est la psychanalyse - et, plus particulièrement, le freudisme.
Son idée est simple, radicale, brutale : Freud a voulu bâtir une " science ", et il n'y est pas parvenu. Il a voulu " prouver " que l'inconscient avait ses lois, sa logique intrinsèque, ses protocoles expérimentaux - mais, hélas, il a un peu (beaucoup ?) menti pour se parer des emblèmes de la scientificité. Cela méritait bien une contre-expertise. Tel est l'objet de ce travail.
Avec rigueur, avec une patience d'archiviste, Michel Onfray a donc repris, depuis le début, les textes sacrés de cette nouvelle église. Et, sans redouter l'opprobre qu'il suscitera, les confronte aux témoignages, aux contradictions, aux correspondances. A l'arrivée, le bilan est terrible : la psychanalyse, selon Onfray, ne serait qu'une dépendance de la psychologie, de la littérature, de la philosophie - mais, en aucun cas, la science " dure " à laquelle aspirait son fondateur.
On sera, devant une telle somme, un peu médusé : Freud n'en ressort pas à son avantage. Et encore moins sa postérité - qui aura beau jeu de prétendre que si Michel Onfray conteste si violemment la religiosité en vogue chez les archéologues de l'inconscient, ce serait précisément parce qu'il craindrait de contempler le sien. Une " ouverture " biographique, semblable à celle qui précède chacun de ces essais, devance cette objection en racontant comment et pourquoi Michel Onfray a découvert - en vain - cette " science de l'âme " qui n'en est pas une"





terça-feira, 20 de abril de 2010

Índia, Om Beach (Gokarna), dia 33

à medida que as férias acabam recomeça a racionalidade.
tipicamente numas férias normais na primeira semana ainda não estamos de ferias e na última já não estamos realmente de férias!
a propósito da carga fiscal:
"Dans son ouvrage De l’esprit des lois publié en 1748, Montesquieu aborde le rapport entre les tributs (impôts) et la liberté en écrivant : « On peut lever des tributs plus forts, à proportion de la liberté des sujets ; et l’on est forcé de les modérer, à mesure que la servitude augmente...Il y a dans les Etats modérés un dédommagement pour la pesanteur des tributs, c’est la liberté. Il y a, dans les Etats despotiques un équivalent pour la liberté ; c’est la modicité des tributs ».
in "Impôts et libertés"

mas como ainda estou de férias:


domingo, 18 de abril de 2010

Índia, Om Beach (Gokarna), dia 30

estou num lugar viciante. é difícil sair daqui.

e algumas fotos,

India, 4a semana

sábado, 17 de abril de 2010

Índia, Om Beach (Gokarna), dia 29

como prometido foi o fim da Índia, o fim da Índia real.
cansei-me de indianos cansados, mauzinhos e resignados com a profunda maldade desta sociedade e mais me cansei das hordas de ocidentais ignorantes e desorientados que em vez de buscarem dentro de si as respostas vêm a estes ashram's de pacotilha comprar mitologias prêt-à-porter incompreensíveis para todos os não iniciados.
no mar tudo é diferente, nove dias em Goa, com boa música (Hekuly Zé), boa comida e cerveja recuperaram-me para a maravilhosa frase de A. Camus: "nos homens há sempre mais a admirar do que a desprezar".
para tentar perceber que parte desta liberdade é apenas o efeito tuga-Goa e que parte é mar e sul da Índia vim até ao estado a sul de Goa, até à cidade santa Gokarna em Karnakata:
a liberdade vem do mar, os povos do mar são melhoras, mais ricos e mais livres!
Om Beach, praia semi-deserta, cabanas e coqueiros, gente simples e boa; fiz nudismo tranquilamente e fico a imaginar quantos milhares mais de praias haverá como esta pelo infinito sul da Índia.
quarto muito decente com casa de banho e mosquiteiro por 6 euros, pequeno almoço por 1,5, almoço por 2,5 (Tali vegetariana) e o jantar há-de ser opíparo, um delicioso Red Snapper grelhado por 5 euros, no final da noite uma decente  Kingfisher  bem simpática para a Índia da renúncia ao prazer e se Deus for grande e bom  talvez alguém toque violão junto a uma fogueira acesa na noite da praia.
pode-se pedir mais?
pode e infelizmente há quem peça... esses são os que precisam criar deuses e enquanto vivem estão condenados a ser infelizes!

deixo um video do concerto do Hekuly Zé,

sábado, 10 de abril de 2010

10 euros

Um homem, depois de ter apanhado uma grande bebedeira vai roubar galinhas.
No dia seguinte sente-se muito arrependido, vai ao confessionário e diz:
- Sabe senhor padre, eu ontem não estava bem e fui roubar galinhas, o que é que eu hei-de fazer para remediar isto?
O padre responde-lhe que ele deve dar 10 euros à primeira mulher que vir.
Ele sai da igreja e encontra uma mulher e diz-lhe:
- 10 euros!
E a mulher responde:
- 25!
E ele diz:
- Mas o senhor padre diz para dar 10!
- O senhor padre já é cliente antigo!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Índia, Arambol (Goa), dia 22

depois há outros mares e há este mar!
ontem chamei-lhe amniótico porque não se tem a sensação de frio, nenhuma sensação de frio por muitas horas que se fique dentro de água. se corre uma brisa um pouco mais fria, ao entardecer ou à noite, basta mergulhar.
tem-se uma vaga aproximação, a esta maravilha natural, nas caraíbas ou no nordeste do Brasil. fui pesquisar na net e aqui está a resposta,
durante o dia estas águas estão bem acima dos 32 graus, 5 graus mais quentes que as das caraíbas, e claro, tem-se uma bela sensação de conforto térmico!

fotos da terceira semana em:
India, 3a semana

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Índia, Arambol (Goa), dia 21

para começar a notícia das moças do Kama Sutra era a mentira de 1 de Abril. o perfume das devadasi respeitadas e admiradas perdeu-se, impuro transgressor e blasfemo, no tempo.  no norte  nem sequer vislumbrei a tenebrosa versão da actual Índia ("There are around 25,000 devadasis in Karnataka today. The practice is also prevalent in other states like Andhra Pradesh, Maharashtra and Orissa. (...) Although traditionally, devadasis may have danced at temples, most of the contemporary devadasis do not even mention this. (...) They are not allowed to marry because technically they are "married to God". Therefore, they are referred to as nitya sumangali – someone who can never be a widow.").
na Índia a libido está reduzida a quase nada. o erotismo não é apreciado nesta sociedade. as relações sexuais tem apenas funções reprodutivas. a seguinte cena deve ser regra:
os parceiros, casados e visando a reprodução, sem se despirem, copulam e uma vez atingida a ejaculação afastam-se respeitosamente.
eu vim até ao mar na procura da reconciliação com os indianos.
não percebo (ou percebo se admitir a resignação como regra) porque um pobre do norte da Índia que vive coberto de crostas, cabelos como farripas de esfregona, que se deita cada noite no meio de dejectos animais e é maltratado a miude, não se põe a caminho do mar?
desconhecerá a existência do mar?
e que dizer da elite de um pais que caga postas de pescada em forma de ensinamentos ayurvedico, yoguicos e demais sabedorias anti-vida mas que nunca se banhou neste mar de sonho?
ser pobre entre palmeiras e mangueiras, banhando-se neste caldo amniótico, conhecendo estrangeiros, fazendo de mirone nas praias das belas putas russas, é ser bem menos pobre...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eros obscuros


Estou na esplanada do A. E sinto-me triste e só. Estes dias não estão a correr como deviam. O sol foi-se, regressou o tempo cinzento e hoje é um dia emocionalmente mau. Faço o tempo correr, brinco com ele de forma infantil, escorre-me por entre os dedos.
Para regressar ao mundo dos outros tento marcar uma conversa sobre política com R. e faço uma chamada telefónica a C. para ver como está. Nenhum dos dois me responde à chamada. Passados alguns minutos: recebo um SMS de R. , sugiro o timing da conversa e C. liga-me de volta.
Gosto de foder com C. e há uns anos que o faço. Geralmente é uma amante animal, intensa ao ponto de não se recordar do que fez, outras vezes é possuída pela culpa e o sexo se acontece é penoso. Mas antes de começar não é fácil saber como irá ser. C. é casada e ama profundamente o marido, o homem da sua vida, o seu “príncipe azul” como dizem os espanhóis mas ele há muito que deixou de a desejar; ama-a mas sem desejo. Pelo meio C. apaixonou-se por mim sem estar preparada para aceitar que uma mulher pode amar um homem e desejar intensamente outro. Há anos que luta para clarificar em si esse obscuro dilema do desejo (2) . Como não pode negar que ama um, deseja outro, foi ensinada que as boas mulheres são fieis e são ainda mais fieis ao amor, C. concluiu que é uma mulher má.
Antigamente, fora do cio, se o marido a cuidava minimamente resistia-me. Só no cio vacilava. De há uns meses para cá a distância emocional e sexual imposta pelo marido leva-a cada vez mais a ver-me ou a procurar-me até fora do cio.
C. ainda é jovem, o corpo ainda tem o vigor da juventude, tem tendência para engordar mas de momento está bem. Mulher progesterónica tem uma fragilidade e simplicidade deliciosas. Ter-me apaixonado há uns anos por C., numa altura em que éramos ambos casados, seria razão bastante para desejá-la e desfrutar dela. Mas o corpo de C. esconde um segredo: uma vez excitado transforma-se numa máquina, um animal que apaga o humano, se funde no mundo e faz o mundo e o amante fundir-se nela. É uma amante única. Já possuí mais de 100 mulheres, nenhuma tão animal. C. aparece nos livros tântricos como destino final da amante mas o que os tântricos conseguiam à custa de anos e anos de exercício ela tem-no de nascimento. Ser assim acrescenta-lhe um motivo extra para que a queira ter amiúde na minha cama. Estou convencido que o marido nunca percebeu o que tem em mãos e mesmo que percebesse acho que o túmulo seguro do erotismo que é o casamento não lhe permitiria desfrutar realmente da mulher.
C. chegou à esplanada e percebi imediatamente que está no TPM, sinto-lhe a tristeza no olhar e a pele sem brilho. Saímos dali e a caminho de outro café confessa-me isso mesmo, que não está bem, que precisa de energia, que lhe doem as costas, que precisa de ir ao massagista; tomo ali a decisão de levá-la para minha casa e de possuí-la, quer queira quer não queira. Facilmente a conduzo para a minha casa que fica perto. Percebo que não tem interesse em ter intimidade física, nem um beijo ou até mesmo um abraço lhe parecem convir. Veio até mim por pouco mais do que o hábito. Fala-me do marido, de quanto o ama e de quanto a distância que actualmente se impõem a faz sofrer – enquanto fala as lágrimas afloram-lhe os olhos. Já vivemos isto antes e mantenho a calma. Apesar do desconforto da situação apetece-me fazê-la despertar como fêmea mas decido ser paciente, o seu corpo sabe o prazer que o meu lhe propicia e não lhe permitirá, sem luta, retirar-se para casa.
Tenho nas suas entranhas um poderoso aliado. Se a vontade de C. vacilar um momento o seu corpo encarregar-se-á de a fazer oferecer-se à monta.
Senhorinha
Sento-a no sofá de Eros (um pequeno e elegante sofá, uma "senhorinha", junto a uma janela da sala) e fico de pé com as pernas dela presas entre as minhas, a sua boca a uns dez centímetros da minha braguilha. A posição é de submissão mas nada faço de dominador e ela está tranquila; triste continua a falar do casamento e de como gostaria de fazer o marido feliz e ser feliz com ele. Começo a brincar-lhe com os botões da blusa e abro o primeiro, continuo e vou abrindo um após outro; toco-lhe um seio, um mamilo, quase infantilmente como uma criança que brinca com as mamas da mãe. De súbito pergunta-me porque está ali sentada e porque estou eu ali de pé, digo-lhe que a desejo, que gosto dela e beijo-a na boca. A mão que antes brincava agora pressiona, desce-lhe rapidamente até ao sexo; pressiona-lhe o clítoris, afago-o, entra por dentro das cuecas e num gesto inconsciente C. abre as pernas e oferece-se à masturbação, ao contacto dos meus dedos com o seu sexo já molhado. Continuo a beijá-la com intensidade e masturbo-a com proficiência até ouvi-la gemer, nas vizinhanças do orgasmo alivio o ritmo porque não quero que se venha mas quero também impedi-la de recuperar a consciência de si e vou alternando ritmos intensos com ritmos suaves. Sinto-a muito molhada e hesito: mando-a para casa ou continuo?
Afasto-me um pouco, levanto-a, abraço-a e ela aperta-se contra mim, faz um movimento de levar-me para o quarto mas arrepende-se a meio. Sou eu que a levo pela mão até à cama. Beijo-a na boca no meio do quarto e faço-a ajoelhar, não se ajoelha à primeira e tenho de insistir com mais vigor, segurando-a pelos cabelos. Ajoelha e abrimos a minha braguilha, o pénis sai, semi-erecto. Pergunta-me o que deve fazer e digo-lhe para me chupar. Hesita e à sua maneira incompetente lá o mete na boca, não me convence – nunca convenceu e quem sabe nunca convencerá. Dispo-me, fico nu e deito-me na cama, de lado, virado para ela, de pénis já flácido. Fica de pé e instintivamente começa a tirar a roupa – hábitos de mulher casada? Digo-lhe para se despir completamente, fá-lo e e mando-a deitar-se a meu lado. Acaricio-a sem carga erótica, evito as zonas mais erógenas, também me acaricia dessa forma, dá-se finalmente conta que eu também não estou num bom dia. Volta a falar do marido e já não quer fazer amor, sinto-o mas ponho-me sobre ela; molhada como ainda está seria fácil de penetrar mas estou completamente sem erecção.
Tudo, ou quase tudo nesta cama, me parece agora anti-erótico; não me posso queixar de que o meu pénis esteja tão flácido, se eu fosse o meu pénis também estaria murcho, incapaz.
Para cúmulo diz-me que não lhe apetece fazer amor mas que eu faça o que quiser fazer! Ali está C., de pernas abertas, sexo hiper-molhado em contacto com o meu pénis flácido(3). Apetece-me entrar nela mas não consigo, está à beira do choro, fecha os olhos, masturbo-a , penetro-a com um dedo, depois dois, toco-lhe ritmadamente o ponto G com o dedo médio, continua de olhos fechados, sinto, intuo que imagina serem os dedos do marido que a penetram. Lambo-lhe o clítoris enquanto a continuo a penetrar com dois dedos, reage, está novamente perto do orgasmo e C. já não está entre nós, o corpo levou-a, sei-o, já não há nem fidelidades, nem maridos, nem amantes, C. é uma máquina de foder, um corpo noutra dimensão. Soergue-se para me ver lambê-la, uma e outra vez a impeço de se vir. Uma e outra vez sinto que o seu corpo implora que o meu lhe ofereça o êxtase orgíaco. Ponho-me sobre ela e apesar de saber que não “quer” fazer amor, o seu corpo suplicando pela penetração dá-me motivação para uma meia erecção e entro naquela sopa que é agora o sexo de C. a segundos de distância de um grande orgasmo. As hormonas e a cona macia fazem o resto e pouco segundos depois de penetrá-la sou eu que estou à beira do orgasmo. Usando sábias mudanças de ritmo consigo afastar-me definitivamente do meu orgasmo; posso agora fazê-la vir-se várias vezes e com a intensidade determinada por mim. Brinco-lhe com o corpo, de orgasmo em orgasmo, cada vez mais intensos, cada vez mais incapacitantes: C. está feliz como uma menina, vai misturando a alegria com os habituais sorrisinhos estúpidos pós-orgásmicos. Para terminar viro-a e arremeto por detrás, num ritmo diabólico, e vem-se copiosamente. Páro e deixo-a recuperar a consciência. Ainda de costas recupera a voz e diz:
- Gostava tanto de estar assim com o U. (4)!
 Acalmo-a. Mando-a ir à casa-de-banho lavar-se bem. Vou até ao computador da sala. Depois de se lavar vem espreitar-me como uma menina traquinas, curiosa por saber onde estou e o que faço. Tenho dificuldade em imaginar em que pensou durante os minutos em que a água quente lhe escorria pelo corpo. Pego-lhe na cabeça e falo-lhe alto, com aquela convicção paternal digo:
- C., tu não és má. Tu és boa pessoa. Mas és humana, demasiado humana.
___
(1) Ver "Paixões tristes"em Spinoza
(2) De um lado a tesão animal e do outro a tradicional imagem de si das portuguesas: “amar um exclui todos os outros”. O corpo raramente está de acordo com esta imagem de si.
(3) Eros obscuro.
(4) U. é o marido dela.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Índia, Varanasi, dia 14

Varanasi, a porta do céu ...
ontem foi dia dos ensinamentos do Kama sutra; duas belas indianas, da casta das devadasi, ensinaram-nos os seus segredos!

 Ganges,

Crematório,