segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O planeta dos idiotas

domingo, 25 de dezembro de 2011

O escritor de Friburgo Michel Bavaud converte-se ao ateísmo aos 80 anos (traduzido)

O escritor cristão, chegado ao entardecer da sua vida, divorcia-se do cristianismo e fala de Deus como de “uma bela miragem"

Patrick Chuard | 12.12.2011 | 00:00

Pedagogo e escritor de Friburgo, Michel Bavaud lança uma pedra na pia de água benta. Envolvido há décadas com a Igreja católica, ele conta como se tornou ateu num livro onde acerta contas com Roma e a religião. O seu trâmite pretende ser um “sair do armário” pessoal mais do que um acto de militância, assegura ele, na sua cozinha de Treyvaux (FR) coroada ainda por um crucifixo. Diálogo com um «Indignado» da fé.



Você escreve que teria sido mais razoável deixar a fé «nas pontas dos pés, como tantos outros». Porque não o fez?
Não dizer que me tornei ateu seria uma mentira e uma cobardia. Muita gente veio ao longo dos anos pedir-me conselhos espirituais. Há religiosos entre os meus amigos. Seria desonesto não dizer o que penso realmente. Pode-se comparar com um homossexual que sente necessidade de fazer públicas as suas preferências

Uma necessidade de se confessar?
De facto, escrevi no ano 2000 no meu Epístola ao romano que apesar das minhas cóleras contra Roma, e as minhas decepções, eu continuava na Igreja. Tendo escrito isso, devo hoje ser honesto dizendo que isso mudou. Depois que me reformei, tive tempo de reflectir. A resposta às perguntas que sempre me pus veio progressivamente, como uma convicção. De alguma forma converti-me ao ateísmo.

Pode-se dizer de maneira banal que você já não vai mais à missa, eis tudo?
Ah não, eu ainda vou à missa! É um hábito, um momento de reflexão, de poesia. Há belos vitrais, um coro que não canta mal, uma atmosfera. Mas já não oiço os sermões graças à minha excelente surdez. (risos.) Ainda tenho crucifixos na minha casa, seria ridículo removê-los agora.

Mas então porque critica tão ferozmente a Igreja?
Rejeito o Vaticano, é verdade, a infalibilidade papal, a obediência cega a uma Igreja que condena, que excomunga. Já não suporto mais ser manobrado por essa autoridade, que tergiversa sobre os detalhes. O Concílio Vaticano II foi um momento de grande esperança, o início de um degelo fantástico, e depois a Igreja voltou atrás em tudo. Benedito XVI será perfeito como guarda de museu.

Advogaria pelo protestantismo?
Não, o primeiro problema, são as escrituras. Nós deveríamos reconhecer que a Bíblia, como também o Corão, não é a palavra de Deus, mas sim a dos homens. Talvez estivessem inspirados, mas se você escrever uma carta de amor, também o estará. Claro que há lá dentro belas histórias, como Jonas e a sua baleia. Isso vale por Ali Baba e os 40 ladrões, mas nem mais nem menos. A Bíblia não se aguenta de pé. É tempo de tirar a maiúscula da palavra Escrituras. E eu não concebo a teologia como outra coisa que não seja a libertação das injustiças, como um compromisso social. A oração é inútil para melhorar o mundo, para vestir os pobres e para curar os doentes.

Você acusa claramente Deus de ser um relojoeiro malfeitor!
Rejeito a existência do Deus da Bíblia, senão seria um Deus abominável. Ele teria cometido o pior genocídio da Historia ao provocar o dilúvio. Na semana passada, incinerámos a minha neta, que tinha 6 meses. Ao vê-la no CHUV com os seus aparelhos, foi insuportável. O Deus do amor não existe. Podem sempre contar-me que o mal está no mundo para permitir a liberdade do Homem, mas é inadmissível. Deus seria então um perverso. A Bíblia diz-nos que Jesus fazia milagres, então porque não move Deus nem a ponta de um dedo? Onde estão os milagres? Eu gostaria de ver os peregrinos sem pernas voltarem de Lurdes a caminhar.

Reconhecer que já não é crente foi doloroso?
Sim, recebi Deus como herança na minha educação. E é doloroso saber que esse Pai infinitamente bom não está lá. Isso deixa-vos órfãos. E depois eu sei que vou escandalizar muita gente de que gosto e continuo a gostar, tenho medo dos magoar. Depois que a o La Liberté consagrou um artigo ao meu livro, recebi em casa correios muito duros, por vezes anónimos. E os leitores do jornal não me obsolviam. As pessoas tratavam-me por renegado, infiel.

Não ganhou amigos no campo dos ateus?
Eu temo ser rejeitado pelos dois lados. Da parte dos crentes, mas também da parte dos ateus porque não sou um desses militantes que querem partir tudo. Eu, sinto-me mais próximo de um ateísmo tranquilo de um André Comte-Sponville que do dum Michel Onfray. Continuo a sonhar com uma forte religiosidade. É para inocentar Deus que eu o nego, esse Deus que tentei servir com o meu melhor e que se me tornou odioso. Mas se eu me enganei, se Deus existe, então que ele me acolha de braços abertos depois da minha morte…

Mas você continua a invocar o Deus que nega!
Continuamos ligados às coisas que amámos… Eu deixo Deus às boas, poderíamos dizer que é um divórcio amigável.

«Dieu, ce beau mirage»
Michel Bavaud. Ed. L’Aire, 2011.

P.S.: Para ouvir uma entrevista extraordinária abrir o arquivo de audio seguinte ou visitar o site da emissão:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Peregrinos

Vejo o cortejo dos peregrinos
os de sempre com novas caras
cansados, velhos escravos livres
serviçais frescos de novos senhores.

Junto-me-lhes convicto
sobreviver apenas
crisálida de mopane
regressando à terra.

Alguns ficam pelas estalagens
no caminho, em troca de nada
tratam os cavalos, cozinham
educam os filho do novo amo.

Estarei nos primeiros,
uma gamela vazia
a servir de prato
palha seca de leito.

Levo a velha chibata
disfarçada, cerzida ao peito,
sem uso algum, gesto vão
d'antiga e inútil dignidade.

Por bolor verde  e saudade cinza
de quando vez passo-lhe pano seco
e fantasio banquetes com meninas vadias
em poses indignas das filhas do dono.

Lisboa, 18 de Dezembro de 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

(sem título)

Sinto o caos, a derradeira das parcas
tecendo-me lentamente a envoltura da alma.
Finalmente um pouco de sossego
no doce refluxo do Mundo.

Excluo-me do jogo de sombras.
Visto-me em nome do belo,
recebo em troca farrapos de frio
fealdade em troncos escuros.

Mas mesmo quando caio
nunca sei se o escuro dos olhos
me salvará realmente de mim
e a cama me resgata à dor.

No lugar do gozo da vida
foi colocada outra coisa,
tenaz como a chuva de Outono,
que me vive colada ao corpo.

Lisboa, 16 de Dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Como provocar mulheres

boca sexyNo geral provocação é baseada no comportamento, embora mulheres tenham a vantagem de demonstrar com roupas e acessórios: um decote, salto alto, maquiagem ressaltando os olhos ou a boca, jeito de andar; são artifícios facéis para mulheres se destacarem das outras e apartir dai utilizar o comportamento provocativo.
Em matéria de provocação não tem como os homens quererem disputar com as mulheres, nós temos mais tempo expendido nesta área, portanto mais experiência.
Pra nós mulheres, provocar é tão normal que, algumas acabam esquecendo de evoluir do estágio de provocação e caem no rotúlo de Sweet ass.
Mas, quero divagar é sobre o como vocês homens podem provocar nós mulheres. Um leitor sugeriu o tema por msn, portanto aqui estou…
Acredito que ninguém negaria que a provocação está entre as três coisas mais instigantes do relacionamento, digo isso dado ao fato de diversas pessoas assumirem que têm maior interesse naquelas pessoas que apenas dão a entender, que não deixam extremamente claro o interesse.
Na minha concepção são escassos os homens que sabem provocar, mesmo porque homem e provocação são duas palavras que não se encaixam muito bem. É da natureza masculina ir diretamente ao assunto, ser prático e direcionado, se o homem quer te dar uns pegas de uma noite ele chega, te coloca de canto e faz o serviço, simples, prático e econômico.
Geralmente, pela minha experiência, homem que fica com provocaçãozinha está apenas te manuseando destino a geladeira, embora existam também os poucos casos onde o cara gosta de jogar um charme pra evitar a fadiga e o desgaste de ir até a garota e levar um fora. Neste caso a provocação ou serve pra saber se ela está na dele e ele poder ‘correr pro abraço’, ou serve pra instigar-la até a mesma se cansar da brincadeira e partir, ela mesma, pra finalização.
Óbvio que para os homens isso não funcionaria. Pra eles o artifício mais comum é demonstrar provocação com os olhos, tenho que confessar que a maneira de olhar e o tom de voz são duas coisas que me fazem cair de quatro, literalmente. 
Fixar o olhar na “presa”, usar um tom de voz cordial porém sexy, olhar pra boca dela enquanto ela fala, dar indiretas sútis, usar movimentos leves (não bruscos), estar a mais ou menos um palmo de distância enquanto conversa sobre qualquer assunto, economizar sorrisos pra sorrir na hora certa, demonstrar interesse sem demonstrar pressa, deixa qualquer mulher caidinha.
Acredito que todos vocês já ouviram falar que homem é mais visual e mulher é mais sensitiva (audição, olfato, tato), é por isso que costumo dizer que as mulheres que sabem provocar são aquelas consideradas sensuais/sexys, quemostram alguma coisa mas não tudo o que você gostaria de ver, numa comparação eu diria que é como fotos da revista VIP.
Já os homens que sabem provocar são os charmosos, aqueles que sabem fingir que o objetivo dele não é só te levar pra cama/motel/carro/escada de incêndio/drive-in/etc. Aquele que antes da pegação nos dá tempo de imaginar o quão bom de pegada ele pode ser, muitos estão por ai rotulados como cafajestes.
Demorar a ligar no dia seguinte e não marcar o próximo encontro já de cara também é uma boa provocação, nos deixa intigadas e curiosas, mas tem que saber deixar as coisas no ar e saber com que mulher usar, porque sempre tem aquela insegura que vai ficar no seu pé até você perder a paciência e mandar ela ir andando.

See ya little boys.
Acid Girl

Viva España (Cara al Sol!)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Amor e morte

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A morte não nos diz respeito (Carta a Meneceu)

Epicuro a Meneceu, saudações.
Que nenhum jovem adie o estudo da filosofia, e que nenhum velho se canse dela; pois nunca é demasiado cedo nem demasiado tarde para cuidar do bem-estar da alma. O homem que diz que o tempo para este estudo ainda não chegou ou já passou é como o homem que diz que é demasiado cedo ou demasiado tarde para a felicidade. Logo, tanto o jovem como o velho devem estudar filosofia, o primeiro para que à medida que envelhece possa mesmo assim manter a felicidade da juventude nas suas memórias agradáveis do passado, o último para que apesar de ser velho possa ao mesmo tempo ser jovem em virtude da sua intrepidez perante o futuro. Temos portanto de estudar o meio de assegurar a felicidade, visto que se a tivermos, temos tudo, mas se não a tivermos, fazemos tudo para a obter.
Pratica e estuda sem cessar aquilo que estava sempre a ensinar-te, tendo a certeza de que estes são os primeiros princípios da vida boa. Depois de aceitar deus como o ser imortal e bem-aventurado descrito pela opinião popular, nada mais lhe atribuas que seja estranho à sua imortalidade ou à sua bem-aventurança, mas antes acredita acerca dele seja o que for que possa sustentar a sua imortalidade bem-aventurada. Os deuses existem realmente, pois a nossa percepção deles é clara; mas não são como a multidão os imagina, pois a maior parte dos homens não retêm a imagem dos deuses que primeiro recebem. Não é o homem que destrói os deuses da crença popular que é ímpio, mas antes quem descreve os deuses nos termos aceites pela multidão. Pois as opiniões da multidão sobre os deuses não são percepções mas antes falsas suposições. De acordo com estas superstições populares, os deuses enviam grandes males aos perversos, e grandes bem-aventuranças aos íntegros, pois, sendo sempre favoráveis às suas próprias virtudes, aprovam quem é como eles, encarando como estranho tudo o que é diferente.
Habitua-te à crença de que a morte não nos diz respeito, dado que todo o mal e todo o bem assentam na sensação e a sensação acaba com a morte. Logo, a crença verdadeira de que a morte nada é para nós faz uma vida mortal feliz, não ao acrescentar-lhe um tempo infinito, mas ao eliminar o desejo de imortalidade.
Pois não há razão para que o homem que tem plena certeza de que nada há a recear na morte encontre algo que recear na vida. Assim, também é tolo quem diz que receia a morte não por ser dolorosa quando chegar mas por ser dolorosa a sua antecipação; pois o que não é um peso quando está presente é doloroso sem razão quando é antecipado. A morte, o mais temido dos males, não nos diz consequentemente respeito; pois enquanto existimos a morte não está presente, e quando a morte está presente nós já não existimos. Nada é portanto nem para os vivos nem para os mortos visto que não está presente nos vivos, e os mortos já não são.
Mas os homens em geral por vezes fogem da morte como o maior dos males, por vezes almejam-na como um alívio para os males da vida. O homem sábio nem renuncia à vida nem receia o seu fim; pois a vida não o ofende, nem supõe que não viver é de algum modo um mal. Tal como não escolhe a comida da qual há maior quantidade mas a que é mais agradável, também não procura a satisfação da vida mais longa mas sim a da mais feliz.
Quem aconselha o jovem a viver bem e o velho a morrer bem é tolo não apenas porque a vida é desejável, mas também porque a arte de viver bem e a arte de morrer bem são uma só. Contudo, muito pior é quem diz que é bom não ter nascido mas, uma vez nascido, que o melhor é passar depressa pelos portões do Hades.
Se um homem diz isto e realmente acredita nisto, por que razão não se retira da vida? Certamente que os meios estão à mão se for realmente essa a sua convicção. Se o diz a zombar, é visto como um tolo entre quem não aceita o seu ensinamento.
Lembra-te que o futuro nem é nosso nem é completamente não nosso, de modo que nem podemos contar que virá de certeza nem podemos abandonar a esperança nele com a certeza de que não virá.
Tens de considerar que alguns desejos são naturais, outros vãos, e dos que são naturais alguns são necessários e outros apenas naturais. Dos desejos naturais, alguns são necessários para a felicidade, alguns para o bem-estar do corpo, alguns para a própria vida. O homem que tem um conhecimento perfeito disto saberá como fazer toda a sua escolha ou rejeição tender para ganhar saúde do corpo e paz de espírito, dado que este é o fim último da vida bem-aventurada. Pois para alcançar este fim, nomeadamente a libertação da dor e do medo, fazemos tudo. Quando se atinge esta condição, toda a tempestade da alma sossega, dado que a criatura nada mais precisa de fazer para procurar algo que lhe falte, nem de procurar qualquer outra coisa para completar o bem-estar da alma e do corpo. Pois só sentimos a falta de prazer quando sentimos dor com a sua ausência; mas quando não sentimos dor já não precisamos de prazer. Por esta razão, dizemos que o prazer é o princípio e o fim da vida bem-aventurada. Reconhecemos o prazer como o bem primeiro e natural; partindo do prazer, aceitamos ou rejeitamos; e regressamos a isto ao ajuizar toda a coisa boa, usando este sentimento de prazer como o nosso guia.
Precisamente porque o prazer é o bem principal e natural, não escolhemos todo o prazer, mas por vezes abstemo-nos de prazeres se estes forem cancelados pelas privações que se seguem; e consideramos muitas dores melhores do que prazeres quando um maior prazer virá até nós depois de termos sofrido dores demoradas. Todo o prazer é um bem dado ter uma natureza congénere da nossa; contudo, nem todo o prazer deve ser escolhido. De igual modo, toda a dor é um mal, contudo nem toda a dor é de natureza a ser evitada em todas as ocasiões. Pesando e olhando para as vantagens e desvantagens, é apropriado decidir todas estas coisas; pois em certas circunstâncias tratamos o bem como mal e, igualmente, o mal como bem.
Encaramos a auto-suficiência como um grande bem, não para que possamos desfrutar apenas de poucas coisas, mas para que, se não tivermos muitas, nos possamos satisfazer com as poucas, estando firmemente persuadidos de que quem retira o maior prazer do luxo é quem o encara como menos preciso, e que tudo o que é natural se obtém facilmente, ao passo que os prazeres vãos são difíceis de obter. Na verdade, temperos simples dão um prazer igual ao dos banquetes pródigos quando a dor devida à necessidade for removida; e pão e água dão o máximo prazer quando uma pessoa necessitada os consome. Estar acostumado à vida simples e básica conduz à saúde e faz um homem ficar pronto a enfrentar as tarefas necessárias da vida. Prepara-nos também melhor para usufruir o luxo se por vezes tivermos a sorte de o encontrar, e faz-nos intrépidos face à fortuna.
Quando dizemos que o prazer é o fim, não queremos dizer o prazer do extravagante ou o que depende da satisfação física — como pensam algumas pessoas que não compreendem os nossos ensinamentos, discordam deles ou os interpretam malevolamente — mas por prazer queremos dizer o estado em que o corpo se libertou da dor e a mente da ansiedade. Nem beber e dançar continuamente, nem o amor sexual, nem a fruição de peixe ou seja o que for que a mesa luxuosa oferece gera a vida agradável; ao invés, esta é produzida pela razão que é sóbria, que examina o motivo de toda a escolha e rejeição, e que afasta todas aquelas opiniões através das quais a mente fica dominada pelo maior tumulto.
De tudo isto o bem inicial e principal é a prudência. Por esta razão, a prudência é mais preciosa do que a própria filosofia. Todas as outras virtudes nascem dela. Ensina-nos que não é possível viver agradavelmente sem ao mesmo tempo viver prudentemente, nobremente e justamente, nem viver prudentemente, nobremente e justamente sem viver agradavelmente; pois as virtudes cresceram em união íntima com a vida agradável, e a vida agradável não pode ser separada das virtudes.
Quem pensas então que é superior ao homem prudente, que tem opiniões reverentes sobre os deuses, que não tem qualquer medo da morte, que descobriu qual é o maior bem da vida e que compreende que o mais alto bem é fácil de alcançar e manter e que o extremo do mal tem limites no tempo ou no sofrimento, e que se ri do que algumas pessoas inventaram como a regente de todas as coisas, a Necessidade? Ele pensa que o poder de decisão principal nos cabe a nós, apesar de algumas coisas surgirem por necessidade, algumas por acaso e algumas pelas nossas próprias vontades; pois ele vê que a necessidade é irresponsável e o acaso incerto, mas que as nossas acções não estão sujeitas a qualquer poder. É por esta razão que as nossas acções merecem louvor ou censura. Seria melhor aceitar o mito sobre os deuses do que ser um escravo do determinismo dos físicos; pois o mito sugere uma esperança de graça através das honras concedidas aos deuses, mas a necessidade do determinismo é inescapável. Visto que o homem prudente não encara, como muitos, o acaso como um deus (pois os deuses nada fazem de maneira desordenada) ou como uma causa instável de todas as coisas, acredita que o acaso não dá ao homem o bem e o mal para fazer a sua vida feliz ou miserável, mas que fornece oportunidades para grandes bens ou males. Finalmente, ele pensa que é melhor encontrar o infortúnio quando se age com razão do que calhar a ter boa fortuna ao agir insensatamente; pois é melhor não ocorrer o que foi bem planeado nas nossas acções do que ser bem-sucedido por acaso o que foi mal planeado.
Medita nestes preceitos e noutros como estes, de dia e de noite, sozinho ou com um amigo da mesma opinião. Então nunca terás receio, de dia ou de noite; mas viverás como um deus entre os homens; pois a vida no seio de bem-aventuranças imortais não é de modo algum como a vida de um mero mortal.
Epicuro
Tradução de Desidério Murcho

Nota do tradutor
Esta é uma tradução da tradução inglesa anónima disponível no site da Universidade da Colúmbia. Esta tradução supera claramente a tradução de Brad Inwood e L. P. Gerson (Hackett) e a mais antiga de Robert Drew Hicks, iluminando algumas partes do texto que até agora eram algo incongruentes.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Não entre tão depressa nessa noite escura (Do Not Go Gentle Into That Good Night)

Não entre tão depressa nessa noite escura;
A velhice queima e estressa ao fim do dia:
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

Entanto sábios ao final sancionem a tarde madura
Porque suas palavras não lavraram luz, eles
Não entram tão depressa nessa noite escura.

Boa gente, ao último aceno, clama o quanto dura
A chama de seus feitos vãos valsando na angra verde,
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

Rufiões que colhem e cantam o sol que perfura,
E aprendem, demais tarde, que o molestam em sua senda,
Não entram tão depressa nessa noite escura.

Homens graves, à morte, que vêem às escuras
Olhos cegos a chamejar meteoros e ser felizes,
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.

E tu, meu pai, lá nas tristes alturas,
Maldiz-me, bendiz-me com teu duro pranto, peço.
Não entre tão depressa nessa noite escura.
Ira, ira de encontro ao fenecer da alvura.


Tradução: Ruy Vasconcelos

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mulheres do mundo

Exposição de Titouan Lamazou em Argentan
(Um artista feminista)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Coral

Os poetas são desperdícios dos deuses
poeira de coral e velhas estrelas
junções improváveis e desnecessárias
(o desejo afoga em agonia os sois de ontem).

Ecos de luz distante "comme si elle
étais aussi poussière d’étoiles"
e pudesse sera outra
ao cerrar dos olhos cansados.

"Elle aussi" na última paragem
antes dos dias solitários que virão.
É preciso saber dizer o indizível
o que não se pode nem pensar.

Lisboa, 26 de Novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

O punho cerrado

Gare de Sta. Apolónia, acabava de chegar de Coimbra. Um dos mendigos, dos muitos que passam por ali a noite, aproximou-se de mim com aquela cara miserável que convém a alguém que vive daquilo que se julga sem direito: o meu dinheiro. Teria uns cinquenta anos, camisa desabotoada, calças às riscas, casaco castanho às nódoas; arrastava uma perna retorcida. Pediu-me 100 paus, dei-lhos e como estava nos meus dias comecei com filosofias, e lares, e Seguranças Sociais e reabilitações. De repente agitou-se, abriu a camisa apontou-me o lado esquerdo para o peito e disse naquela voz entaramelada pela manhã dum bêbado:
— Vês este punho fechado, com dois elos inteiros e um partido?
Acenei com a cabeça.
— Vi-o pela primeira vez há mais de 20 anos numa viagem por aí, pelo mundo. Olhe, dessa vez voltava da Suiça, da fruta. Umas horas antes um qualquer desgraçado tinha-me roubado a mochila na praia de Torremolinos, tinha ficado sem nada, nem umas cuecas tinha, foi com uma toalha à volta do cu que fui ao comissariado da Guardia Civil. “ Las hermanitas de los pobres” vestiram e deram-me de comer (dinheiro é que não, não fosse eu gastá-lo em droga ou vinho). Sabe o que fiz quando percebi que estava sem dinheiro, sem passaporte, sem roupa? Ri, fartei-me de rir! Só parei de rir quando uns dias depois, em Lisboa, pedi dinheiro emprestado ao meu irmão.
— Onde é que viu o desenho, o punho?
— Era um daqueles desenhos que estão em álbuns nas lojas onde fazem tatuagens. Acho que a loja se chama “O império del tatoo” e fica no centro de Torremolinos, ao pé da praça.
— Fez a tatuagem?
— Não, dessa vez não tinha dinheiro. Mas voltei lá, nunca mais esqueci o desenho. Voltei até várias vezes mas nunca o fazia; ou porque a casa estava fechada ou por causa do sol e do mar nunca fiz a tatuagem. Finalmente numa Primavera, uns 10 anos depois, fiz aqui o boneco que você viu. Fi-lo com a promessa de acrescentar um elo à cadeia a cada compromisso que aceitasse da vida. Um casamento, um filho, uma casa, sei lá uma prisão qualquer, pumba, mais um elo, até que não houvesse corpo para tatuar elos!
— Mas... tem poucos elos, disse eu, titubeante, perante a sofreguidão verbal do homem.
- ...Nos primeiros dias do Verão desse ano.
As lágrimas afloraram-lhe aos olhos, os desgraçados também choram.
— Nos primeiros dias do Verão desse ano, num acidente de carro, desfiz o meu corpo e a minha vida d’homem livre. A promessa de poucas semanas antes já não fazia sentido. Era agora eu que corria atrás dos compromissos, é que sabe, a liberdade não ajuda a viver e menos ainda ajuda a um desgraçado, tinha-me tornado um peso para a Segurança Social. E não pense que já sabe o resto porque a vida é para homens e não p'ra meninos!
— Eu, eu não penso nada.
— É melhor que continue assim. E por acaso não tem aí mais uma moedinha?
Não, não tinha mas acabei por dar-lhe uma nota de 500. No fundo devia ser pelo dinheiro que contava a história da tatuagem.
A conversa em Sta. Apolónia haveria um dia de me deixar maldisposto, só que naquela altura não tinha forma do saber; afastei-me por isso, satisfeito e com a sensação de dever cumprido: ouvira um pobre coitado e sustentara um vício. Tocavam já as trompetas no paraíso anunciando a minha chegada.
Enquanto me afastava pareceu-me ouvir entremeado por um riso meio demente meio jocoso:
— Pois é “menino”, o punho, esse continua com dois elos e meio. Se estivese no teu peito tinhas elos até ao cu.
O Professor

sábado, 19 de novembro de 2011

O casamento é perigoso

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A crise em 17-Nov-2011: Médicos a mais


Este post nasce a propósito de uma notícia do público: Ministro da Saúde diz que hospitais têm mil médicos a mais .
Há médicos a mais para o nosso nível de PIB, é claro que há, é um escândalo até sermos dos paises da OCDE com mais médicos, vejam os dados  da OCDE , temos 40% mais médicos que nos EUA ou na Inglaterra, 60% mais que no Canadá. Por curiosidade vejam quem tem 140% de médicos a mais que o Canadá.
Neste momento este governo está a fazer experiências num doente em estado terminal porque as terapias contrastadas não existem.
Sou anarquista e não me sinto com credibilidade para criticar estas medidas.

Desde os anos 80 que tem aumentado o diferencial de rendimentos* DO TRABALHO entre os 20% mais bem pagos e os 20% pior pagos (uma das consequências dos cortes salariais pode bem ser uma "melhoria" deste rácio de desigualdade- S80/S20 - mas isso não é claro porque a elite laboral tem meios para se defender; médicos, gestores , advogados, alguns funcionário públicos, sempre encontram forma de explorar os outros trabalhadores: os dominados dos dominados).
O aumento da desigualdade poderia ter sido combatido pelas próprias vítimas da desigualdade, pelo voto, ou pela sociedade como um todo mas não, a desigualdade aumentou mas a paz social também aumentou (um paradoxo aparente!!!), os anos 90 e 00 assistiram a uma diminuição severa da criminalidade na Tugalândia.
O milagre Tuga?
Nem por isso... assistimos, isso sim, à barbaridade de se conceder rios de crédito a gente de alto risco de "impago" enquanto as transferências para os mais pobres também aumentavam - RMI, Complemento Solidário para Idosos, etc. e tal... - sem o necessário aumento dos impostos. O melhor dos mundos: mais transferências sem um ajuste fiscal suficiente e crédito aos pobres em vez de dignos rendimentos do trabalho que, repito, foi sendo cada vez pior pago em termos relativos porque o S80/S20 continuou a aumentar, era de 3,9 em 1985 e de 4,8 em 2008*.

EU, e mais meio mundo estivemos tranquilamente instalados no poleirinho S20 sem nada fazermos, nada, nadinha, nicles, nem um reles postezito indignado pelo absurdo de ganharmos mais de 80% dos portugueses fazendo um trabalho meritório, sim, mas apenas tão útil como o das senhoras que limpam as escadas da escola onde dou aulas. Agora, alguns de nós escrevem posts no facebook a precisar de correcção urgente quando 25% dos portugueses ganha menos de 550 euros **.
Não temos dinheiro para pagar ao mesmo tempo: a educação que temos, a saúde que temos e O SILÊNCIO DOS POBRES que fizemos. Agora temos de escolher e este governo já escolheu.

* Ver slide 21 do estudo http://ffms.pt/upload/docs/a7bda47e-13e3-4432-9f88-e0055934d934.pdf .

** Ver slide 9 do mesmo estudo.

P.S.: Em último recurso antes de pensar, seja o que for, ler o estudo TODO em http://www.ffms.pt/upload/docs/e7256dbe-1ee6-4e94-a834-fda6ed9d9bf5.pdf .

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Daltónico o caralho!

Noite alta, no Aeroporto de Lisboa, um senhor bem vestido, acabado de chegar de viagem, apanha um táxi e pede ao taxista para o levar para a morada da sua casa. No caminho, vê uma senhora, também com muito bom aspecto, com um vestido vermelho, a entrar numa discoteca. De repente reconhece que se trata da sua própria mulher!
O senhor fica desvairado e pede ao taxista que volte até à porta da discoteca. Chegado lá, tira do bolso um maço de notas e diz para o taxista:
- Aqui estão mil euros. São seus se você tirar de dentro desta discoteca uma mulher vestida de vermelho. Mas, enquanto a arrasta cá para fora, vá-lhe dando uma valente carga de porrada, sem problemas, porque essa desgraçada é a minha esposa!
O taxista, que vivia com grandes dificuldades financeiras, aceita sem pensar duas vezes. Cinco minutos depois o taxista surge a sair pela porta da discoteca,arrastando pelos cabelos uma mulher, com o rosto a sangrar, toda rasgada e desgrenhada, e a gritar todas as asneiras que se possa imaginar. O senhor bem vestido, que tinha ficado no táxi, vê a cena e percebe, horrorizado, que a mulher está vestida de verde!
Sai do táxi a correr e grita para alertar o taxista do terrível erro.
- Pare! Pare! O senhor enganou-se. Não é essa senhora! Como é que você confundiu vermelho com verde ? O senhor é daltónico?
Ao que o taxista responde:
- Daltónico o caralho! Esta de verde é a minha... Já volto lá dentro para trazer a sua!

domingo, 13 de novembro de 2011

Sombra


Se a noite escura demora
Cativa dentro do meu peito
Pressinto quando me deito
A voz de alguém, que hoje não vem
E mora em mim a toda hora

Falando grave e escondido
Por entre as coisas reais
Suspende a força da vida
E não é ninguém, ah e não é ninguém
Somente sombra e nada mais

Porém a voz que se ouvia
Morre com a noite no cais
E o sol agora me alumia

Antonio Chainho - Sombra (Fado Nocturno) com Teresa Salgueiro

domingo, 6 de novembro de 2011

Fogo lá em casa

8 milhas de largura



Um momento de liberdade.
Um texto e um vídeo subversivos, a beleza de um corpo com órgãos (a actriz e o cavalo urinam simultaneamente no prado).
Do outro lado os abortos conceptuais, a princesa e príncipe encantado:
Comem, defecam, urinam?
Não, que horror, claro que não! E isso trai a sua verdadeira natureza, mais uma das reencarnações recorrentes de Jesus e a virgem... estamos entendidos?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Filho da puta

Uma mocinha vai-se confessar.

Mocinha : Padre, o Luciano é um Filho da Puta!
Padre : Não fale assim, minha filha. Todos nós somos filhos de Deus, todos somos irmãos.

Mocinha : Mas o senhor não sabe o que ele fez...
Padre : E o que ele fez?

Mocinha : Ele me deu beijo !!!
Padre : Olhe, eu também te dou um beijo e não sou Filho da Puta.

Mocinha : Ele tirou minha blusa !!!
Padre : Eu também estou tirando sua blusa e não sou Filho da Puta.

Mocinha : Ele tirou meu soutien !!!
Padre : Eu também estou tirando seu soutien e não sou Filho da Puta.

Mocinha : Ele tirou minha calcinha!!!!
Padre : Eu também estou tirando sua calcinha e não sou Filho da Puta.

Mocinha : Ele me comeu!!!!!
Padre : Eu também estou te comendo e não sou Filho da Puta.

Mocinha : Mas depois...
Padre : Diga, diga, diga...

Mocinha : Ele me disse que tinha SIDA...

Padre : FILHOOOOOO DA PUTAAAAA !!!

-------------------------

640- Padres

Na prova final formaram uma fila,totalmente despidos, enquanto uma linda bailarina, boazona e exótica, totalmente nua, realizaria na frente de cada um deles, uma excitante dança oriental.
No "pirilau"de cada candidato, foi amarrado um sininho e, foi alertado que, quem fizesse o sino soar, não seria ordenado padre e estaria reprovado. Esse facto demonstraria que ainda não tinha alcançado o estado de pureza espiritual que a função requer.
A bela dançarina inicia a sua excitante dança na frente do primeiro candidato. Ele suportou galhardamente e não teve nenhum tipo de reacção. A mesma coisa aconteceu com o segundo, o terceiro, o quarto...
O Bispo estava maravilhado.
Quando a dançarina chegou ao último candidato, o sininho começou a badalar que nem um alucinado, a ponto de se soltar do "pirilau" e cair no chão. O candidato a padre, totalmente envergonhado inclinou-se para pegar o sininho e.....

Todos os outros sininhos começaram a tocar!!!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nihil

Reduzidos a um ponto
deslizando cansados
numa trajectória caótica
de noite em noite.

Na alma cindida do corpo
só um nada nos acompanha
outro ponto sobre a toalha
onde fingimos mais um banquete.

E somos conduzidos, lentamente,
de nada em nada, ao nada.





 
Lisboa, 01-Nov-2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Piadolas













Uma séria, outra nem tanto!



sábado, 29 de outubro de 2011

Já vou

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lição de vida

Um mendigo entra num bar e pede a um homem que lhe pague um café.
Com pena, o homem oferece-lhe uma cerveja. O mendigo diz:
- Não, obrigado. Não bebo. Só quero o café.
Então o homem oferece-lhe a compra de um bilhete de Lotaria.
- Não, obrigado. Não jogo. Só quero o café.
Com muita insistência o homem oferece-lhe um cigarro.
- Não fumo. Só quero o cafezinho - recusa o mendigo.
O homem insiste novamente e diz que paga uma noitada com uma prostituta.
- Não, obrigado. Eu não traio a minha mulher. Só quero um café.
Então o homem leva o mendigo para a casa e diz à mulher para lhe preparar um café.
Curiosa, ela pergunta ao marido:
- Por que é que me trouxeste para casa um mendigo sujo e malcheiroso só para tomar um café?
- Para te mostrar como fica um homem que não bebe, não joga, não fuma e não dá uma queca por fora de vez em quando...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Encontro com Michel Onfray

domingo, 23 de outubro de 2011

The Ethical Slut

"A puta ética está apaixonada, mas ela vive de relações múltiplas. Para evitar o inevitável sofrimento do seu parceiro, ela põe em prática uma prudência que evita tanto a transparência sartreana como o silêncio pequeno-burguês. Ela segue uma pragmática concreta, por exemplo, uma vida de casal, mas em apartamentos separados.

Este texto propõe-se reabilitar o prazer sexual que fez ondas mesmo, e sobretudo, entre as feministas onde algumas são púdicas, comungando no ódio aos homens pensados como agressores sexuais por princípio, desprezando os jogos amorosos entre iguais de corpos sexuados, lúdicos e felizes, etc.

As putas éticas não condenam a pornografia em si mesma, mas sim o seu uso brutal, violento, que reproduz o esquema dominante da nossa sociedade pratiarcal, capitalista e liberal. Uma de entre elas, Annie Sprinkle, diz justamente : « A resposta ao mau porno, não é interditar o porno, é fazer bom porno»."    M. Onfray

Slut(puta) é "uma pessoa (qualquer que seja o seu sexo) que tem a coragem de viver a sua vida segundo o princípio radical de que o sexo e o prazer são coisas boas", e mais geralmente alguém que aceita o facto de gostar de sexo e de intimidade, e que escolhe praticá-los de uma maneira ética e aberta em vez de enganar o seu parceiro.

"... SlutWalk has given me a huge boost in gaining the confidence to be proud of being a Slut and confidence in trying to show people that women should be and are allowed to have sex with multiple people, in and out of partner relationships, and choosing to express sexuality is not bad and not an invitation to violence."


Ler também "A outra resposta à violação".

sábado, 22 de outubro de 2011

Sofia

à minha avó Sofia
Senhora, obrigado pelo resgate das águas,
pelas tardes de Verão à sombra das mimosas;
pelos cuidados e o sorriso fácil
pelo menino adoptado à vida.

Senhora, obrigado por seres
sem razão para ser,
a correcção possível do Mundo
quando se espera apenas um inferno.

Senhora, obrigado por teres sido a outra
mãe, eterna enquanto houver dias e noites,
e os meus olhos que viste, virem
não serás esquecida, vives em mim.

Lisboa, 08 de Maio de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Família de professores

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sabedoria pura


Segundo vídeo:



Primeiro vídeo:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vida filosófica

"... é imperiosa a necessidade de elaborar uma teoria à altura da prática quando não se pode praticar a teoria professada."
"Antístenes assombra-se de que se reprove escolher, só para um momento, a uma companheira que já pareça ter servido muito. Replica que não está mal visto tomar um barco que já tenha permitido muitas travessias pelo mar Mediterrâneo. A primeira libertina que chega faz negócio com quem aceite a sua proposta: um contracto no qual pouco importa a sua beleza, a sua inteligência, a sua posição social ou a sua virgindade, essas insignificâncias tirânicas. Pode ser completamente feia, burra, pobre e prostituta. Só é importante a relação contractual na qual o desejo que ameaça aglomerar-se e transbordar encontra uma ocasião para derramar-se numa relação duplamente desejada. Espalhar-se, eis aqui o projecto. Não é preciso, portanto, envolver essa necessidade em arrulhos, declarações, posturas ridículas e promessas impossíveis de cumprir."
Este gesto de Antístenes derruba as mitologias sociais alimentadas pela monogamia, a fidelidade e a escolha do amor, seguidas pelo seu cortejo de enganos, hipocrisias e ciumes.
Michel Onfray in "A teoria do corpo amoroso"

Primeira parte (de 5)

Segunda parte (de 5)

Terceira parte (de 5)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Farmacêutico

Um rapaz vai a uma farmácia e pede ao farmacêutico:
- Senhor, dê-me um preservativo, a minha namorada convidou-me para ir jantar esta noite lá a casa, já saímos há três meses, a pobre começa a estar muito quente e parece-me que me vai pedir para lhe pôr o termómetro.
O farmacêutico dá-lhe o preservativo e o jovem sai da farmácia. De imediato volta a entrar, dizendo:
- Senhor é melhor dar-me outro, porque a irmã da minha namorada é uma boazona de primeira, passa a vida a cruzar as pernas à minha frente, que às vezes até lhe vejo as entranhas. Acho que também quer algo, e como vou jantar lá a casa...
O farmacêutico dá-lhe outro preservativo e o jovem sai da farmácia. de imediato, volta a entrar dizendo:
- Senhor, é melhor dar-me outro porque a mãe da minha namorada também é boa como o milho. A velha quando a filha não está ao pé passa a vida a insinuar-se dum modo que me deixa atrapalhado, e como vou
jantar lá a casa...
Chega a hora da comida e o rapaz tá sentado à mesa com a namorada ao lado, a mãe e a irmã à frente! Nesse instante entra o pai da namorada e senta-se também à mesa.
O rapaz baixa imediatamente a cabeça, une as mãos e começa a rezar:
- Senhor abençoa estes alimentos, bzzz bzzz... damos-te graças por estes alimentos...
Passa um minuto, e o rapaz continua de cabeça baixa rezando... Obrigado senhor...passam cinco minutos...abençoa senhor este pão...
Passam dez e todos se entre-olham surpreendidos e a namorada diz-lhe ao ouvido:
- Meu amor, não sabia que eras tão crente!!!
- E eu não sabia que o teu pai era farmacêutico!!!

O Significado das expressões femininas

ÓTIMO: Depois de você ter feito um pequeno discurso sobre porque você deve fazer algo que ela não queria que ela fizesse, ela simplesmente diz ÓTIMO. Não se iluda. Seu poder de barganha não é bom. ÓTIMO é apenas um código feminino que significa: “Quer saber de uma coisa? Pode fazer. Depois você sofrerá as maiores consequências que um relacionamento pode trazer para um homem.”. A escolha é sua.
NÃO É NADA: Quando você percebe uma mudança de humor na sua namorada/esposa, e ela simplesmente diz que NÃO É NADA, é tudo. Você fez alguma merda, deixou de fazer fazer alguma merda ou está fazendo alguma merda que ela não gostou. Simplesmente saia de perto até ela se acalmar. Uma cervejinha gelada é sua melhor amiga agora.
VÁ EM FRENTE: O que ela quer dizer é: “Vá em frente! Só não olhe mas na minha cara depois”. Você tem duas opções aqui: se você ainda quer continuar comendo a mulher, não vá em frente, finja que se importa com os sentimentos dela e aja como se você a respeitasse. Se você já não ve graça na vadia, vá em frente e ainda convide a irmã dela pra ir junto. Isso vai colocá-la no lugar dela.
TANTO FAZ: Na verdade, ela quis dizer: “Isso importa, e MUITO!”. Independentemente da merda que você fez ou está prestes a fazer, uma mulher dizer TANTO FAZ é um sinal pra você pensar bastante. Assim como na situação anterior, você tem duas opções. Minha dica, entretando, é: tem tanta vadia por aí, e, a não ser que a sua namorada seja do nível da Megan Fox, não tem porque deixar de fazer qualquer coisa porque ela não vai gostar. Mulheres criaram opiniões e sentimentos, elas que lidem com isso agora.
TÁ TUDO BEM: É apenas uma sentença que ela expressa quando está arquitetando o plano de QUANDO e COMO você vai pagar pela merda que você fez. Dica do ano? Mande a vadia lavar uma louça e parar de ficar falando besteira. A unica coisa que você está preocupado é QUANDO ela vai começar o boquete e COMO ela vai segurar a cerveja enquanto isso.
ME DESCULPE: Na verdade ela não está se desculpando, ela só quer amolecer seu coração e fazer você assumir a culpa por qualquer merda que aconteceu e fazer você se desculpar mais ainda, compensando com alguma coisa, tipo restaurantes, ou presentes. Você, como leitor fiel do Testosterona, sabe o que fazer. No momento que ela disser ME DESCULPE, você simplesmente fala: “Acho bom mesmo. Poderia começar essa desculpa pegando um pacote de cerveja no mercado”.


domingo, 18 de setembro de 2011

A crise não curou a doença no centro

É raro ver tanta lucidez de esquerda, à mistura com tão mau feitio numa mulher que já foi uma matemática portuguesa - a sangria da imigração.
Uma aula a não perder sobre a crise actual. O ponto de vista da periferia:
"A crise (financeira de 2008) não curou a doença (civilizacional)  no centro (EUA e Europa)".

sábado, 17 de setembro de 2011

O futuro é uma merda. Divertamo-nos.

Neste vídeo, sobre o aquecimento global, diz ela ao canalizador:
-A onda de calor de 2003 matou mais de 20.000 pessoas. E as coisas só vão piorar.
Fodemos?


domingo, 11 de setembro de 2011

O meu ídolo

Meet Britain's least romantic man - but wife Adria still loves him

He's taken her out for ONE meal..at a roadside truck stop The only present Brian has ever bought Adria is a fork - so that SHE can dig the garden
Adria and Brian Fareham (pic: Jeremy Durkin)
Some women are treated like royalty on Valentine's Day - romanced with a posh dinner, a luxury holiday or even a teary wedding proposal.
Others have to make do with ropey flowers from a petrol station or a bottle of overpowering perfume.
But they are the lucky ones. Poor Adria Fareham has been married for 40 years to the bloke who proudly claims to be the most unromantic man in Britain.
Miserly Brian has never bought his wife a card. Or a present - unless you count the gardening fork he splashed out on so she could tend the flowers while he watched TV.
The only time that long-suffering Adria put her foot down and demanded a romantic meal out, stingy Brian took her to a roadside truckers' cafe for chips - on a plastic plate. The couple courted in Brian's front room so he didn't miss the footie. Then they married in a town hall ceremony costing £15, with £3 going on Adria's frock.
He refused to pay for a photographer or a disposable camera. And they honeymooned in a SUPERMARKET - shopping for tinned food and soap powder so she could carry on doing his washing.
Not surprisingly, Brian isn't planning anything special on February 14.
SHOCK
Adria says: "Brian has never done a single romantic thing for me.
"It used to bother me and I'd think 'oh, wouldn't it be nice to be sent flowers'. But in the end I've got used to it. Now if he bought me flowers I think I would die of shock.
"Besides, he's always told me that if a man buys flowers for his wife it means he's hiding something and probably having an affair, so I think I'd rather not get any.
"This Valentine's Day will be no different from any other day. Brian will have his ham salad at 6pm and fall asleep on his chair after his beer while I wash the dishes. I won't be getting cards or chocolates - hell would have to freeze over first." But she insists: "He's been a good father and husband who worked hard for 12 hours a day for his family so I can't complain.
"He might be Britain's least romantic man but that's my Brian and I love him. I'm lucky to have him and he's lucky to have me."
The couple, both 60, met at a friend's wedding in 1969 when Brian offered to buy Adria a drink - then came back with a glass of free wine swiped from a table.
She says: "I thought it was a joke, especially as I'd asked for a gin and tonic. But I didn't say anything because I thought he might be short of cash."
Every couple remembers their first date and it would be difficult for Adria to forget her "special day" with Brian - even though she's probably tried.
He invited her round to his house and she got dolled up in her best dress, thinking he might be cooking a romantic meal. But when she arrived, Brian was glued to the TV.
She says: "His team were playing and he didn't want to miss it so we stayed and watched the match. It was boring but Brian made me laugh."
The steel worker's cheeky sense of humour led to more dates - all in his front room next to the television.
"It wasn't the most exciting courtship but he was honest and reliable," remembers Adria. "Some of my friends were getting stood up and messed about but Brian never did anything like that to me."
Adria had always dreamed of a big white wedding and was thrilled when Brian casually told her they would get married. But he insisted on a no-frills bash at Barnsley Town Hall in their hometown.
Adria recalls: "He didn't propose or anything. He just assumed I'd marry him. That was Brian all over. We only had two guests and they were his work mates.
"He didn't want to waste money on a photographer either or even splash out on a camera so we don't have a single picture of our wedding."
HONEYMOON
A few hours after they got home Brian suggested they headed out for the afternoon - shopping. She says: "I never expected to spend my honeymoon buying washing powder and baked beans but that was just like Brian to be practical."
And an unrepentant Brian quips: "The shopping needed to be done. You could say it was nice of me to help her do it."
The couple have three children, Dawn, now 42, Mark, 38 and Stephanie, 29 - but Adria never received any flowers or presents from her husband after giving birth. "He'd come to the hospital, not to see the baby but to ask if I'd be home in time to make his tea," she says cheerily.
The family had an annual week's holiday to Skegness or Cleethorpes but there were still no meals out. Adria made a stand a few years ago and Brian swept her away to a cafe on a dual carriageway.
He says: "I knew pie and chips was one of her favourites. You could also park right outside."
When their children realised how unromantic Brian was, they spent pocket money to buy their mum a card or chocolates on Valentine's Day and pretend it was from Dad.
"I knew it wasn't," says Adria, "but I still thought it was very sweet of them."
Brian isn't afraid to admit that he thinks shopping is for girls and buying cards and flowers is just plain "soft", which is why Adria has given up hoping for a surprise from her stubborn hubby on Valentine's Day - or any other day for that matter.
Now retired, Brian spends most of his time glued to the TV or playing with his five grandchildren while Adria cooks, cleans and gardens.
Doting Adria says: "He'll call me in to turn the TV up if he's forgotten to pick up the control. But I just chuckle because that's my Brian. I even cut his toe nails, and that's real love for you.
"It might sound old-fashioned but it's worked for us all these years and I wouldn't have it any other way.
"He hasn't got a romantic bone in his body but he's a loyal man. We've been together through thick and thin and that's something money can't buy."

sábado, 10 de setembro de 2011

M.O. no meio da alcateia

Nous vous proposons de découvrir un entretien de Basile de Koch avec Michel Onfray, publié dans Nos meilleurs ennemis, la nouvelle rubrique du magazine  "Causeur" , N° 39, (le 07.09.2011).

"Nous continuerons à dialoguer avec nos adversaires - quand ils le voudront bien. Pas seulement parce que cela rend la vie amusante, mais parce que les idées qui ne souffrent pas l’épreuve de la contradiction ne sont que des lieux communs.[...] Dans les mois qui viennent, nous donnerons donc régulièrement la parole à « nos meilleurs ennemis ». Nous inaugurons cette « série noire » avec Michel Onfray qui se bat pour que ceux qui ne partagent pas ses idées puissent les défendre."
  [Elisabeth Lévy, directrice de la rédaction]




Basile de Koch : 
J’ai lu que vous étiez « l’hédoniste du XXIe siècle ». Vous êtes si seul que ça ?
 
Michel Onfray : Je ne sais pas où vous avez lu ça, mais il ne me viendrait pas à l’idée de faire de moi « l’hédoniste di XXIe siècle » ! D’abord parce que qu’il y a quelque arrogance à se croire unique sur ce terrain-là, ensuite parc que le XXIe siècle commence à peine. On en reparlera dans quatre-vingt-neuf ans si vous le voulez bien… Ceci étant dit, dans la petite corporation du moment, un philosophe hédoniste et libertaire n’est pas une denrée très commune.
 
B. K. : L’hédonisme est une morale - que vous définissez en citant Chamfort : « Jouis et fais jouir, sans faire de mal ni à toi, ni à personne. » Mais pas question, apparemment, de « faire le bien » autour de soi, à force de dépassement et de sacrifice. Pourquoi ? Ça fait déjà partie de la « culture de mort » ?
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Jantar republicano

Fui ao jantar republicano e ao debate que se seguiu.
Interessantes os caminhos da França...




Bilhete postal: Mont Saint-Michel

Sem nenhum orgulho às vezes faz-se de turista...

O monte Saint-Michel vale pelas fotos, seguem-se algumas mais.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sexo Sem Baunilha

Documentário português que estreia dia 21 de Agosto, às 0h15 na SIC Radical

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Portinho da Arrábida


Lugares que tenho saudades.

Fonte Flickr, autor Pedro Vidigal

Sardinhas


Hoje voltará a haver sardinhas gratis.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Costa Brava

As águas estão mais quentes que o habitual.
Teremos tempestades este ano?

domingo, 24 de julho de 2011

Who killed Mr. Moonlight

Somos criaturas históricas e na adolescência temos de escolher as nossas causas e os nossos hinos.
O tempo vai passando e ainda oiço estes senhores. A minha banda de eleição naqueles tempo.
Bauhaus, Burning From The Inside, 1983


Quem Matou o Senhor Luar?

Leva em conta os lagos verdes
E a idiotice dos relógios
Alguém roubou a nostalgia da escuridão
Alguém roubou a nossa inocência

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Via sacra

I'm a poor lonesome cowboy...


José Sócrates é derrotado e abandona a política.

O especialista sou eu




O milagre da recuperação

A mente humana arquiva informação e recupera informação. Até há pouco tempo admitia-se que estes processos cognitivos funcionavam separadamente: arquiva-se a informação na memória e vai-se buscá-la depois. No entanto, alguns estudos recentes da psicologia cognitiva sublinharam que o processo de retenção da informação não é distinto do processo da sua recuperação e que este último reforça o primeiro. Sendo assim, a atividade de teste torna-se um processo de aprendizagem, pois a recuperação de conhecimentos vai consolidar a sua assimilação.

Pisa 2009 (I)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O segredo das mulheres


PETIT PRECIS DE MASTURBATION FÉMININE por latelelibre

Bancarrota ou democracia?

Não será surpresa, para os participantes numa conferência a que assisti recentemente, que o pacote de resgate para a Grécia, aprovado há um ano, não tenha solucionado os problemas da dúvida do país. Organizado pela sociedade civil grega, aquele evento lançou um apelo a que a Grécia, e agora a Irlanda, abram uma discussão pública sobre a dívida e sobre a verdadeira equidade e legitimidade desta. Activistas do Brasil, Peru, Filipinas, Marrocos e Argentina disseram aos ativistas gregos para se manterem firmes e não embarcarem numa devastadora recessão de 30 anos, por imposição de instituições internacionais como o Fundo Monetário Internacional. O crescente movimento europeu de oposição aos pagamentos da divida e à austeridade está a estabelecer ligações concretas com grupos do Sul, a nível mundial, e denota uma confiança e uma racionalidade que estão a quilómetros de distância das demonstradas pelos governos da Grécia e da Irlanda, que, para poderem pagar aos banqueiros irresponsáveis, adoptaram políticas que estão a castigar a população em geral.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pisa 2009

Resultados do PISA 2009

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os 3 tipos de mulher

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Canto Tuva

domingo, 3 de julho de 2011

Vamos pinar?

Os seres humanos insistem em defender as suas fantasias evitando  contrastá-las com a realidade. Uma das fantasias femininas é a de que gostam de homens sinceros. Nada mais errado, as mulheres ensinam os homens a mentir e exigem que os homens mintam. Até hoje não encontrei uma mulher que não desejasse ser enganada!

sábado, 2 de julho de 2011

O chato mais improvável



Outros títulos:
O rola mais entesoado do planeta!*
Na hora do aperto até o predador serve!**

(*)(**) Sim, porque aquilo é ritual de acasalamento.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Álcool

segunda-feira, 27 de junho de 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Se não te portas com juizo não mamas!


sexta-feira, 24 de junho de 2011

A solução


 Nach dem Aufstand des 17. Juni
Ließ der Sekretär des
Schriftstellerverbands]
In der Stalinallee Flugblätter verteilen
Auf denen zu lesen war, daß das Volk
Das Vertrauen der Regierung verscherzt habe
Und es nur durch verdoppelte Arbeit
Zurückerobern könne. Wäre es da
Nicht doch einfacher, die Regierung
Löste das Volk auf und
Wählte ein anderes ?


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Após a insurreição de 17 de Junho
O secretário da União dos Escritores
Fez distribuir panfletos na Alameda
Estaline]
Em que se lia que, por culpa sua,
O povo perdeu a confiança do governo
E só à custa de esforços redobrados
Poderá recuperá-la. Mas não seria
Mais simples para o governo
Dissolver o povo
E eleger outro?

Bertolt Brecht


Nota: Nunca me deixarei de surpreender com as insanidades dos burgueses verdadeiramente de esquerda.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Conjuntivite

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Primatas

Um casal está no zoológico e passa pela jaula do gorila macho.
- Marcos, diz a mulher, sabes que os gorilas são os animais mais parecidos com o ser humano relativamente ao seu comportamento?
Observa como lhe vou mostrar uma mama, aproveitando que não há muita gente, e aposto que se vai excitar tal e qual um homem.
Maria mostra uma mama e o gorila começa a ficar excitado e a mover as barras da jaula.
- Vês?, diz a mulher, agora dou conta por que és assim, os homens não podem controlar os seus instintos animais tal como o gorila.
E Marcos diz-lhe:
- Agora mostra-lhe as duas, para ver o que se passa.
A mulher levanta a camisola e mostra-lhe as duas mamas e o gorila ainda fica mais excitado e desesperado por sair.
Marcos diz-lhe:
- É incrível como reage o gorila, agora desce as calças e mostra-lhe o rabo só para ver o que se passa!
A mulher mostra-lhe o traseiro, e o gorila, completamente excitado,abre as barras da jaula e sai. Agarra a mulher e começa a despi-la.
- Marcos, que faço? Ajuda-me!
E Marcos diz-lhe:
- Agora, explica ao gorila transtornado:
Que não tens vontade…
Que te dói a cabeça…
Que estás cansada…
Que estás com dor de garganta…
Que hoje tiveste muuuuitoo trabalho…
Que tão depressa nãooooo…
Que te entenda como mulher…
Que estás deprimida…
Que estás nos teus dias difíceis…
Que estás na tua semana complicada…
Que só queres que te abrace…
Que estás muito tensa…
Que tens que levantar-te muito cedo…
Que hoje te levantaste muito cedo…
Que hoje caminhaste imenso e que te doem os pés…
Que hoje estás super carente e só queres muitos carinhos…
Que estás muito tensa e só queres massagens de relaxamento…
Que estás com vontade de ver TV…
Que não queres perder a novela…
Que hoje foste ao cabeleireiro e que não te podes mexer…
Agora quero ver se ele entende as tuas desculpas!!!