quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ausente

Sinto já saudades de mim
de ausência em ausência
preparo firme no coração
a grande ausência da alma.

O mundo não se molda
toca-se com suavidade
olha-se com respeito e
segue-se os seus ritmos.

Nas presenças que não se desejam
a (minha) ausência que não se chora.
Para cada partida há uma paz
que se ganha e se merece em vão.

Vive-se de mentira em mentira
cultivando o auto-engano
para justificar a cama
abandonada inerte e vazia cada dia.

Um dia devemos retirar-nos cansados de nós mesmos.
Deixa-se no mundo um letreiro a preto e branco,
suspenso numa pedra do caminho:
"Ausente".

Lisboa, 18 de Maio de 2011

Oração da manhã


segunda-feira, 16 de maio de 2011

A velhice é uma merda...!!!

Um casal passa a lua de mel nma linda cidade. Numa casa de espectáculos porno o letreiro anuncia: 'HOJE, O FABULOSO PAULINHO'.
Entram e o show começa com PAULINHO, 39 anos, numa cama com um louraça, uma morenaça e uma ruivaça, que ele come uma a uma...... e depois repete.
As três mulheres, exaustas, deixam o palco, enquanto PAULINHO agradece ao público, que aplaude efusivamente, de pé.
Sob o rufar de tambores, uma mesinha com 3 nozes é colocada bem no centro do cenário.
PAULINHO quebra as 3 nozes com o pénis, com pancadas precisas.
O público vai à loucura e ele é ovacionado por vários minutos!

Passados 25 anos, para recordar os velhos tempos, o casal decide comemoras as bodas de prata na mesma cidade.
Passeiam pelos mesmos lugares e, diante da mesma casa vêem, surpresos, o cartaz: 'HOJE, O FABULOSO PAULINHO'.
Entram e, no palco, quem está lá?
O PAULINHO, agora com 64 anos, enrugadinho, cabelos brancos, comendo 3 mulheraças com a mesma energia.
Não dá prá acreditar!
Quando os tambores começam a rufar, é colocada no centro do palco a mesma mesinha, agora com 3 cocos, e ele quebra-os com o pénis com a mesma precisão.
Boquiaberto, o casal vai ao camarim para cumprimentar pessoalmente o fabuloso PAULINHO e, curiosos, lhe perguntam o motivo da mudança das nozes para cocos.
Meio sem graça, ele responde:
- A VELHICE É UMA MERDA! A VISTA ESTÁ FRACA E JÁ NÃO CONSIGO ACERTAR NAS
NOZES.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Último terço

"Aos dois terços da vida se não sabemos o que contém o último é porque não aprendemos nada, portanto nunca aprenderemos, portanto não aprenderemos mais."
M. Onfray, "Le recours aux forêts"

Desces as pálpebras de cansaço
como se fosse a última vez que as desces.
E ainda esperas à porta
pela forasteira que não virá?

Pegam-te na mão com posse
Deixa-la ficar presa sem desejo.

Morre-se com as pálpebras abertas
quando se viveu d’olhos fechados.

Sonha pequeno anjo
que o tempo corre contigo
como um rio bom
e a correnteza te leva sem dor
ao encontro do teu canto de terra
ao encontros dos sonhos.

Não, não me dêem passagem
que não tenho pressa em chegar.
Ainda me corre o sangue
nas carnes cravadas de espinhas.

Sei o que me vem nesse terço
frio e húmido de chuvas.

Sem ilusões ainda rio e caminho
desenhando cornucópias vazias.
Ponho no lugar do siso
a doce tremura do desejo.
Mas acerca-se, o anjo caído
e o tempo de esperar, esperar apenas.

Lisboa, 12 de Maio de 2011

Espantoso

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como lidar com uma mulher que se julga extremamente atraente

Algumas redes sociais de cariz mais erótico estão cheias de mulheres que se julgam muito atraentes e a desproporção de homens activos por mulher activa, nessas redes, só piora as coisas fazendo com que mulheres interessantes e cheias de dúvidas sobre a sua atractividade sejam inundadas de mensagens e comentários e se convertam em delinquentes relacionais.

Retirado de um blog de machos a sério, transcrevo aqui algumas dicas para lidar com essas cretinas.

"A maioria dos Homens pensa que para conquistar mulheres atraentes ou bonitas têm que as bajular com dinheiro, presentes, status*... embora isto possa resultar para que atinja os seus "objectivos como predador", a mulher não se interessará realmente por si, mas pelo seu dinheiro. E se aparecer alguém com mais dinheiro?
Sendo também provável, que este género de mulheres, se lancem nas suas próprias aventuras pessoais, quando para isso possuírem oportunidades.
Como lidar então com este género de mulheres? Como as conquistar?

1. Não lhe dê elogios sobre a beleza dela.

Ela já sabe disso, e está a ouvi-lo constantemente. Elogios funcionam na maioria das pessoas uma vez que estas não estão habituadas a recebe-los regularmente. Mulheres que se acham atraentes, não são como a maioria das pessoas; eles recebem elogios por qualquer coisa que fazem, mesmo que nada de mais.
Estas mulheres não são estúpidas, ao contrário do que muitos Homens possam pensar, embora muitas vezes se deixem passar por estúpidas ou 'naives'.
Se você lhe fizer algum elogio ela irá pensar que é como os restantes. Acredite, não irá resultar. Fazer-lhe elogios só irá servir para que ela ainda se ache mais atraente. *Se você for "bonzinho" para mulheres deste género, tenha a certeza de que elas nunca mais se irão lembrar de si. *

2. Pense duas vezes antes de lhe fazer qualquer elogio.

Eu não estou a dizer para nunca a elogiar... talvez ela tenha passado três horas a limpar o seu carro. Se sim, faça-lhe um sincero elogio. No entanto, uma vez que este género de mulheres são geralmente centradas em si mesmo, tenha cuidado com o género de elogios que lhe faz.
Não pense que pode contornar o problema de não lhe poder dizer que é bonita, dizendo que ela é divertida, esperta, inteligente... Ela já recebe este género de elogios, muitos homens sabem que não lhe podem dizer que ela é bonita (só não sabem que também não lhe podem dizer que ela é inteligente, divertida...).
Ela vai interpretar este género de elogio da seguinte forma: "*Sim eu sou esperta... e bonita também! às como os outros... junta-te ao clube da fans.*"

3. Considere seriamente em a criticar devido a alguma coisa.

Ela não está habituada a receber qualquer coisa que se pareça sequer com uma reprimenda, sendo assim fazer-lhe uma critica pode fazê-la descer à terra. Ela pode até tentar ganhar a sua aprovação de alguma forma.
Ela está habituada a ser elogiada não criticada, ela pode então, tentar fazer com que você volte para o controlo dela, dizendo-lhe que ela é bonita e maravilhosa, sendo agradável para consigo. Se ela tentar captar as suas boas graças desta forma, lembre-se que ela só o está a fazer para alimentar o ego dela.

4. Não lhe ature as manias.

Uma mulher que se julga extremamente atraente, está habituada a fazer o que bem lhe apetece. Ela pode ser petulante, difícil, uma 'prima donna' - claro, ela é bonita - mas ela quer que você pense que é melhor não a enfrentar, se ela lhe fizer passar um mau bocado. Não jogue o jogo, pelas regras dela. A maioria dos Homens ajoelha-se aos pés deste género de mulher a pedir desculpas, etc... ela irá vê-los como algo menor. Um Zé ninguém.
Ela é a princesa, e eles são os servos. Se você não lhe fizer as vontades, ela não irá pensar que você é como os restantes. Ela pode inclusive respeita-lo.

5. Não se sinta mal se ela não quiser mais nada consigo.

Você quer mesmo uma vida ao lado de alguém, que o maior amor, é ela mesmo? Se você só vê beleza à frente, aqui fica um vislumbre do que a sua vida irá ser daqui a 20 anos: "Após ter perdido centenas de notas verdes em objectos de utilidade duvidosa, a sua esposa agora não tão bonita começa a mostrar a idade dela, no entanto a sua jovem secretária é extremamente tentadora. Você divorcia-se da sua mulher, ou ela de si. Só perdeu metade da sua vida."
A maioria destas mulheres prefere dinheiro servido numa bandeja de prata. Mas aqui é consigo, você é que se sabe no que se quer meter.

6. Faça o seu melhor para transmitir estes princípios aos outros Homens.

Quem alimenta este síndroma nas mulheres, são os Homens... o mundo era um local tão melhor sem este género de mulheres."

sábado, 7 de maio de 2011

Portugal & Finland

Começa com uma curiosidade e acaba com outra:




E a resposta finlandesa:



terça-feira, 3 de maio de 2011

Sexo com explicação gráfica

A anedota mais racista

Segue-se a anedota mais racista que li nos últimos anos.
As anedotas racista fazem rir os racistas pelo ridículo das personagens. Esta fez-me rir pelo rídiculo do ridículo e pela capacidade de usar três níveis de racismo [o orgulho dos muçulmanos, a ganância dos judeus e a pouca inteligência dos negros].


Um turco pediu dinheiro emprestado a um judeu.
Acontece que o turco gabava-se de nunca ter pago uma dívida sequer.
Por outro lado, o judeu nunca havia perdido nenhum centavo em negócio nenhum.
Passa o tempo e o turco enrolando e fugindo do judeu e este na captura do turco.
Até que um dia eles cruzaram-se no bar de um africano e começaram uma discussão.
O turco encurralado não encontrou outra saída, pegou num revólver encostou à própria cabeça e disse:
- Eu posso ir para o inferno, mas não pago esta dívida!
E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
- O Judeu não quis deixar por menos, pegou o revólver do chão, encostou em sua própria cabeça e disse:
- Eu vou receber esta dívida, nem que seja no inferno!
E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
- O preto, que observava tudo, pegou o revólver do chão, encostou-o à sua cabeça e disse:
- Ah ah ah !....
Isto vai dar merda!...
Tenho de ir ver!

domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio de 2011

Para os que acham que nada mudou, que a História se repete, etc. & tal e outras banalidades bacorinas que de tão repetidas adquirem foros de verdade; recorde-se Catarina Eufémia na wikipedia:
1. Factos
No dia 19 de Maio de 1954, em plena época da ceifa do trigo, Catarina e mais treze outras ceifeiras foram reclamar com o feitor da propriedade onde trabalhavam para obter um aumento de dois escudos pela jorna. Os homens da ceifa foram, em princípio, contrários à constituição do grupo das peticionárias, mas acabaram por não hostilizar a acção destas. As catorze mulheres foram suficientes para atemorizar o feitor que foi a Beja chamar o proprietário e a guarda.
Catarina fora escolhida pelas suas colegas para apresentar as suas reivindicações. A uma pergunta do tenente da guarda, Catarina terá respondido que só queriam "trabalho e pão". Como resposta teve uma bofetada que a enviou ao chão. Ao levantar-se, terá dito: "Já agora mate-me." O tenente da guarda disparou três balas que lhe estilhaçaram as vértebras. Catarina não terá morrido instantaneamente, mas poucos minutos depois nos braços do seu próprio patrão (entretanto chegado), que a levantou da poça de sangue onde se encontrava, e terá dito: Oh senhor tenente, então já matou uma mulher, o que é que está a fazer?. O patrão, Francisco Nunes, que é geralmente descrito como uma pessoa acessível, foi caracterizado por Manuel de Melo Garrido em "A morte de Catarina Eufémia —A grande dúvida de um grande drama" como "o jovem lavrador da região que menos discutia os salários a atribuir aos rurais e que, nas épocas de desemprego, os ajudava com larga generosidade". O menino de colo, que Catarina tinha nos braços ficou ferido na queda. Uma outra camponesa teria ficado ferida também.
De acordo com a autópsia, Catarina foi atingida por "três balas, à queima-roupa, pelas costas, actuando da esquerda para a direita, de baixo para cima e ligeiramente de trás para a frente, com o cano da arma encostada ao corpo da vítima. O agressor deveria estar atrás e à esquerda em relação à vítima". Ainda segundo o relatório da autópsia, Catarina Eufémia era "de estatura mediana (1,65 m), de cor branco-marmórea, de cabelos pretos, olhos castanhos, de sistema muscular pouco desenvolvido".
Após a autópsia, temendo a reacção da população, as autoridades resolveram realizar o funeral às escondidas, antecipando-o de uma hora em relação àquela que tinham feito constar. Quando se preparavam para iniciar a sua saída às escondidas, o povo correu para o caixão com gritos de protesto, e as forças policiais reprimiram violentamente a populaça, espancando não só os familiares da falecida, outros rurais de Baleizão, como gente simples de Beja que pretendia associar-se ao funeral. O caixão acabou por ser levado à pressa, sob escolta da polícia, não para o cemitério de Baleizão, mas para Quintos (a terra do seu marido cantoneiro António Joaquim do Carmo, o Carmona, como lhe chamavam) a cerca de dez quilómetros de Baleizão. Vinte anos depois, em 1974, os seus restos mortais foram finalmente transladados para Baleizão.
Na sequência dos distúrbios do funeral, nove camponeses foram acusados de desrespeito à autoridade; a maioria destes foi condenada a dois anos de prisão com pena suspensa. O tenente Carrajola foi transferido para Aljustrel mas nunca veio a ser sequer julgado em tribunal. Faleceu em 1964.
Apesar de tudo, Catarina Eufémia, não foi escolhida pelas suas colegas para apresentar as suas reivindicações mas sim por pessoas do PCP, pois estava grávida e era a primeira da fila.
2.Lenda
Ao torná-la numa lenda da resistência anti-fascista, o PCP teria adulterado alguns pormenores da vida e morte de Catarina Eufémia. Designadamente, fez-se crer que Catarina era militante do Partido Comunista no comité local de Baleizão, desde 1953, o que é, possivelmente, falso. A escolha de Catarina para porta-voz das ceifeiras terá sido mesmo influenciada pelo facto de não existirem as mínimas suspeitas de ser comunista. Aliás, Mariana Janeiro, uma militante comunista várias vezes presa pela PIDE, sempre rejeitou a hipótese de que Catarina estivesse ao serviço do partido. Por seu lado, António Gervásio, antigo dirigente do PCP no Alentejo, afirma que Catarina era de facto membro do comité local de Baleizão do PCP desde 1953. Também a União Democrática Popular reivindicou a militância de Catarina, tendo, mesmo, erigido um pequeno monumento em sua memória, que foi destruído por apoiantes do PCP em 23 de Maio de 1976.
Afirmou-se também que Catarina Eufémia estaria grávida de alguns meses no momento em que foi assassinada. Aparentemente, essa informação teria vindo de outras ceifeiras, a quem Catarina alguns dias antes de ser assassinada teria revelado o seu estado amenorreico. Durante a autópsia, o povo de Baleizão juntou-se no largo da Sé de Beja, a poucos metros do Hospital da Misericórdia, clamando em desespero e revolta: "Não foi uma, foram duas mortes!". No entanto, o médico legista que a autopsiou, Henriques Pinheiro, afirmou repetidamente, inclusive depois da revolução de 1974, que as referências a uma gravidez eram falsas.

Na imprensa da época:
Anteontem, numa questão entre trabalhadores rurais, ocorrida numa propriedade agrícola próximo de Baleizão, e para a qual foi pedida a intervenção da G.N.R. de Beja, foi atingida a tiro Catarina Efigénia Sabino, de 28 anos, casada com António do Carmo, cantoneiro em Quintos. Conduzida ao hospital de Beja, chegou ali já cadáver. A morte foi provocada pela pistola-metralhadora do sr. Tenente Carrajola, que comandava a força da G.N.R. No momento em que foi atingida, a infeliz mulher tinha ao colo um filhinho, que ficou ferido, em resultado da queda. A Catarina Efigénia tinha mais dois filhos de tenra idade e estava em vésperas de ser novamente mãe. O funeral realizou-se ontem, saindo do hospital de Beja para o cemitério de Quintos. Centenas de pessoas vieram de Baleizão para acompanharem o préstito, verificando-se impressionantes cenas de dor e de desespero. Segundo nos consta, o oficial causador da tragédia foi mandado apresentar em Évora.

— Diário do Alentejo, 21 de Maio de 1954