quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A sabedoria das abelhas. Primeira lição de Demócrito

La Sagesse des abeilles (A sabedoria das abelhas) começa sobre o túmulo de um pai morto e termina nos astros, passando por um trajecto em direcção à estrela polar, um nascimento num quarteirão de bois decompostos, uma reencarnação de homens doces, a alma de um morto como condição de possibilidade da eloquência de um filho, uma meditação sobre o cosmos e as figuras do destino, uma anti-fábula das abelhas, uma cerimónia orgíaca destinada a iniciados, libações em honra dos solstícios, uma celebração das republicas das moscas do mel, uma genealogia do mal, uma lição dada por um  enxame…
Em modo lírico e poético, este texto, destinado a ser levado à cena por Jean-Lambert-wild na Comédie de Caen, toma lugar, depois  de Le Recours aux forêts, como a premiera lição de um Demócrito que começou a examinar o ceu  para aí encontrar as lições dadas pelo cosmos aos homens. Esta sabedoria dada pelas abelhas convida ao super-homem - que é simplesmente  o conhecimento do papel arquitetónico da vontade de potência, amor por  esse conhecimento, e por isso, obtenção dum júbilo que salva do nihilismo.
Michel Onfray
Editeur : Galilée
Format : 12 x 21,5 cm
Nombre de pages : 112
Prix : 14 €
Date de parution : 2012
ISBN : 978-2-7186-0858-7

sábado, 21 de janeiro de 2012

“E abertamente entreguei o meu coração à terra grave e sofredora, e muitas vezes, na noite sagrada, prometi amá-la fielmente até à morte, sem medo, com a sua pesada carga de fatalidade, sem desprezar nenhum dos seus enigmas. Dessa forma, liguei-me a ela por um elo mortal.”

Hölderlin
A morte de empédocles

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Putas graças a Deus (2)

Regresso ao tema e à sensação que tenho que as mulheres nasceram naturalmente putas e isso em nada me incomoda, é a ordem natural das coisas, aceito-a e gosto.
Aliás, acho que quem não percebe isso dá razão ao fulano do segundo vídeo:
Quem não percebe isso tem um problema sério na cabeça!

Vejam o vídeo e perguntem-se com que percentagem de mulheres é que este truque não resultaria:







Ver http://carmencarmina.blogspot.com/2011/03/putas-gracas-deus.html .

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

As mulheres de Camus


Yannick Delneste: O seu entusiasmo sobre Camus é total. Não há nenhuma "nuance" a fazer em relação ao escritor e filósofo?
Michel Onfray: Efetivamente, ele foi um homem, um pensador, um filósofo impecável. E quando se o é, nós somo-lo em tudo. Da mesma forma que quando somos uma pessoa detestável, o somos em tudo. Quando trabalhei sobre Freud, cada vez que puxava um fio, era para descobrir uma mentira, uma mistificação, una lenda. Com Camus, é o contrário: assim que puxamos um fio, nós descobrimos um belo gesto, uma grandeza mantida secreta, um belo envolvimento escondido.


Camus and his Women

When Olivier Todd once asked Jean-Paul Sartre, Albert Camus' old Saint Germain des Pres intellectual sparring partner, which of Camus' books he liked best he said: 'The Fall, because Camus has hidden himself in it.'
With the publication of his massive biography, Albert Camus: A life, Todd does some serious unveiling of the Algiers slum kid who, at 43, became the second youngest Nobel Prize winner in history. Letters never before published reveal him as an obsessive womaniser.
The Fall (1956) is the confession of a celebrated Parisian lawyer brought to crisis when he fails to come to the aid of a drowning woman. The 'drowning woman' was Camus' second wife, Francine, who had a mental breakdown. As mother of his two children, Camus decided it would be more appropriate if her relationship with him was that of 'a sister', allowing him erotic freedom. For years she appeared to go along with this but then she cracked. Todd says that Francine said to her husband: 'You owed me that book,' and Camus had agreed.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Camus



"No inconsciente colectivo francês,  há uma espécie de paixão por este homem que era humilde, simples, impecável, vertical, que encarnava verdadeiramente o que amamos mais na França, a justiça, a verdade, os valores, a virtude, enfim esse género de coisas. O contrário de Sartre."

Entrevista a partir do minuto 11 .

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Obrigado Albert

Com uns dias de atraso sobre os 52 anos da morte do amigo Albert (04-Jan-1962), um encontro de amigos falam de um amigo. Obrigado Albert.

BIBLIOTHEQUE MEDICIS,Albert Camus por publicsenat

« Amo esta vida com sinceridade e quero falar com liberdade; ela me dá o orgulho da minha condição de homem. Contudo, já me disseram várias vezes, não há porque ficar muito orgulhoso. Sim, há de quê: este sol, este mar, o meu coração palpitante de juventude, o meu corpo com gosto de sal e o imenso cenário onde a ternura e o génio se encontram no amarelo e no azul. É para conquistar isto que tenho de aplicar toda a minha força e meus recursos. Tudo aqui me deixa intacto, não abandono nada de mim mesmo, não me cubro de nenhuma máscara: basta-me aprende pacientemente a difícil ciência de viver que vale bem todos os "saber-viver".»

«… porque negaria eu a alegria de viver, se  sei  não encerrar tudo na simples alegria de viver? Não há vergonha em ser feliz. Mas hoje o imbecil é rei, e eu chamo imbecil a todo aquele que tem medo de desfrutar.»

«Caminhamos ao encontro do amor e do desejo. Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens, tudo o mais nos parece fútil. Quando a mim, não procuro estar sozinho nesse lugar. Muitas vezes estive aqui com aqueles que amava, e discernia em seus traços o claro sorriso que neles tomava a face do amor. Deixo a outros a ordem e a medida. Domina-me por completo a grande libertinagem da natureza e do mar. »

«Aqui, compreendo o que se denomina glória:
o direito de amar sem medida. Existe apenas um único amor neste mundo. Estreitar um corpo de mulher e também reter de encontro a si essa alegria estranha que desce do céu para o mar. Daqui a pouco, quando me atirar no meio dos absintos, a fim de que seu perfume penetre meu corpo, terei consciência, contra todos os preconceitos, de estar realizando uma verdade que é a do sol e que será também a de minha morte. Em certo sentido, é justamente a minha vida que estou representando aqui, uma vida com sabor de pedra quente, repleta de suspiros do mar e de cigarras, que agora começam a cantar. A brisa é fresca e o céu, azul. Gosto imensamente desta vida e desejo falar sobre ela com liberdade: dá-me o orgulho de minha condição de homem. »

«Sobre o mar, o silêncio enorme do meio-dia. Todo ser belo tem o orgulho natural de sua beleza, e o mundo, hoje, deixa seu orgulho destilar por todos os poros. Diante dele, por que haveria de negar a alegria de viver, se conheço a maneira de não encerrar tudo nessa mesma alegria de viver?»

«Há um tempo para viver e um tempo para testemunhar a vida.Os deuses resplandecentes do dia retornarão à sua morte quotidiana. Mas outros deuses virão. E então, para serem mais sombrias, suas faces devastadas nascerão no coração da terra.»

«Penso agora em flores, sorrisos, desejo de mulher, e compreendo que todo o meu horror de morrer está contido no meu ciúme da vida. Sinto ciúme daqueles que virão e para os quais as flores e o desejo de mulher terão todo o seu sentido de carne e de sangue. Sou invejoso porque amo demais a vida para não ser egoísta... Quero suportar a minha lucidez até o fim e contemplar a minha morte com toda a exuberância do meu ciúme e do meu horror.»
Núpcias, Albert Camus

sábado, 7 de janeiro de 2012

Albert Camus

Novo livro de Onfray.
Clicar sobre o primeiro desenho para ver uma entrevista de François Busnel a Michel Onfray.