quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Querido fiz xixi na cama! Ou as minhas vergonhosas aventuras no mundo da sexualidade feminina

Altas horas da madrugada peguei na tese de mestrado "Para além da dor: fantasias de prazer, poder e entrega" da Ana Mota (1), que há meses jaz na minha mesa. Achei curioso que o Freire diga no livro Fantasias eróticas. Segredos das mulheres portuguesas, Lisboa, A Esfera dos Livros que o Albuquerque diz que "Alguns estudos nesta área apontam para uma prevalência da submissão nos homens (à razão de vinte submissos para um dominador), enquanto, nas mulheres, os números revelam o contrário (há mais dominadoras do que submissas)". Fui pesquisar e caí neste post pavoroso. E lembrei-me de que nunca me disseram:
- Querido fiz xixi na cama!
Mas podiam ter dito...
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Faço a minha declaração de interesses:
Sempre fui fraquinho na cama e não tem havido melhorias. Assemelho-me aliás ao meu pequeno mestre, Montaigne que tinha um "sexo curto, também não muito grosso (...) pequeno que logo se torna inoperante"(2). Mas Montaigne torna-se especialista no minete e "... ele confidencia seu talento para fazer da necessidade uma virtude, passando noites mais a acariciar de que a cavalgar à maneira soldadesca"(2), eu não, até há uns 10 anos atrás nem sabia a localização exacta do clítoris, hoje sei onde fica mas desconheço o essencial do que fazer com ele, às vezes tão esquivo outras tão assoberbado.
Não é pois de espantar que, ao contrário da quase totalidade dos homens que conheço, virtuais especialistas em "surras de pau" desde a adolescência, fartíssimos de mudar lençóis molhados, elas a mim nunca me tenham molhado a cama. Até que, recém entrado nos 30, no Jamaica, convenci uma moça de uns 38 anos a servir-me. Pela manhã, leva-me para casa, abre a cama pega num atoalhado turco, estende-o no lençol e deita-se em cima dele e abre as pernas. Pensei várias coisas: é fetichista, esta é a toalha da queca, vai-se cagar/mijar, ou eu sei lá bem o que se vai passar aqui e agora! Mas como a cona dada não se olha os pentelhos, lá me instalei, meio receoso, entre as pernas da cidadã. Veio-se rapidamente, grande mancha de molhado na toalha, terminámos a função com simpatia e a vida seguiu. Pensei:
- Coitada, tão nova e já incontinente, se calhar alguma consequência de um parto.
Passados uns 5 anos um golpe de sorte, levo para casa uma enfezada simpática, e trás, pás, pim, pam, pum, 5 manchas no meu rico edredão azul aos quadrados!
Puta que a pariu, ela foi dormir a casa e eu ia ter de dormir no molhado. Estranho, as manchas desapareceram mais rápido do que previsto, não tinham cheiro algum, e recordava que o líquido era transparente. Uma pesquisa rápida no google e lá veio a trilogia:
Ponto G, Glândulas de Skene e idade acima dos 30 anos - diminuição do espessamento da parede vaginal com consequente facilitação de estimulação do ponto G.
Et voilà, afinal tudo pelo melhor no melhor dos mundos e nada de xixi na cama, querida!
Nos últimos anos, provavelmente fruto da crise dos 40, já me molharam a cama mais algumas cidadãs, um par delas abaixo dos 25 e descobri até um truque para IMPEDIR que me molhem a cama. Como o segredo é a alma do negócio, só ensino o truque aos felizes contemplados com uma ejaculadora abundante que me enviarem uma mensagem com o assunto, "Ó grande guru da cama molhada, ilumina-me", de contrário, nada feito, continuem a mudar os lençóis ou a ter sexo sentados num banco, na cozinha, que depois é só passar a esfregona.


(1) As minhas desculpas à autora mas não há cu que aguente aquela introdução....
(2) Contra-história da filosofia - 2: o cristianismo hedonista, de Michel Onfray, Editora Martins Fontes, São Paulo, Brasil

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Patti Smith - Os reis magos



A ouvir em repeat.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nada de novo para (me) dizer ao mundo

Ando sem nada de novo para me dizer.