quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Respeitem o caralho!


Julien Blanc foi expulso da Austrália, não terá visto para vir ao Brasil e no Japão não deverá ter melhor sorte. 
É razão para dizer:
- Já não há respeito nenhum pelo caralho!


Vejam este filme, de onde retirei um pedaço, belíssimo: Magnólia (1999)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sobre o amor

"...uma mulher é virtuosa enquanto não tem uma boa oportunidade de deixar de o ser."
 Montaigne 


Este post é integralmente pro domo sua e a universalidade um disfarce retórico. Quase sempre é assim mesmo que finjamos não o ser. Toda a filosofia provém de um corpo: é a carne que filosofa.
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Sou um homem que gosta muito de mulheres e a maioria das mulheres não suporta homens que gostem de mulheres. Uma mulher gosta de um homem que goste dela (diferente de gostar de mulheres) mas vai detestá-lo quando descobrir que ele gosta também da moça da padaria, da colega de trabalho dela - que ela detesta -, da irmã dela, da prima e da avó!
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Se olharmos uma criança de leite retiramos os "ensinamentos" essenciais sobre o amor que temos. O amor da cria pela mãe é simples, egoísta, possessivo, exclusivista, chantagista, IMORAL e cruel até à náusea. É espantoso como possam ver beleza nesse amar. Se pudesse, ela apertaria o botão atómico e destruiria tudo à volta deles para defender seu amor. Que lindo, não é?
E o bebé aperta o botão, os seus meios é que são limitados! Perder a mãe deixa-o em pânico e os outros que disputam a atenção dela são esquartejados sem piedade na vontade e na fantasia, felizmente, quase impotente.
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Vos dais conta do ridículo do nosso amar?
É que para a criança de leite esse amar infantil faz sentido, se perdesse a mãe MORRIA. Mas nós em adultos não evoluímos: amamos como crianças. O nosso amor adulto segue o modelo infantil do amor pela nossa mãe. Já não morremos se perdermos o/a amado/a mas nos comportamos como se ainda assim fosse! Ridículos e infantis...
Mesmo que esse amar infantil fosse a única forma de amar que a maioria das pessoas é capaz, isso não o faria menos animal, instintivo e IMORAL. A natureza não é moral, nós é que o podemos decidir sê-lo.
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Essa imoralidade não precisa ser ensinada, o que tem de ser ensinado é o amar como adultos. Não o é. A pintura, a literatura, o cinema, TUDO e todos fazem a apologia do amor infantil. As personagens dos mitos e da arte todas amam como crianças.
Por favor cresçam e façam-se adultos.
Responsáveis.
Responsáveis pela vossa felicidade se forem felizes e pela vossa infelicidade se forem infelizes.
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Quanto a mim sei que todos podemos ser poliamorosos. Só há, simultaneamente, respeito por nós mesmos e pelos outros no poliamor. Como é costume, Jeová pode esperar, porque ainda estamos vivos.

“Se me pressionarem para dizer por que o amava, sinto que isso só pode
 ser expresso respondendo: ‘Porque era ele; porque sou eu’”
Montaigne