quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Short Saia

Short já é um nojo estético - reduz a classe de qualquer mulher à de uma ciclista búlgara do tempo soviético. - e para piorar está na moda uma coisa que é minissaia pela frente e short por trás. É como se a mulher dissesse, quando se aproxima, "come-me já" e desse uma risada de escárnio, pelo nosso entusiasmo, ao se afastar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Albert Camus - Uma tragédia da felicidade

"A lucidez é a ferida mais próxima do sol"

- A estrada era direita, seca, deserta.
- Deserta, seca, direita. É o destino.
- É o destino.



Albert Camus: 1913-1960. Una Tragedia de la Felicidad from A Parte Rei on Vimeo.

domingo, 14 de dezembro de 2014

11 - Não procrirás!

Fazer um filho é sinal da nossa falta de bom senso. Uma evidência da nossa incapacidade de julgar e tomar decisões acertadas na vida.
É errado e desnecessário fazer pessoas que vão ter de lutar por sobreviver, trabalhar toda a vida, ter doenças e dores intensas para finalmente definharem e morrerem sofrendo física e psiquicamente.
A maternidade e a paternidade são crimes que merecem um castigo justo: prisão perpétua.
As mães e pais que não se sacrificarem como escravos pelos seus filhos devem ser chicoteados em praça pública como se fazia antigamente aos cativos fugidos..

Os filhos nada devem aos pais pelos seus cuidados, porque nada se deve a um criminoso que cumpre escrupulosamente a sua pena. 

Como cidadão, o bom filho é aquele que faz os pais pagarem duramente pelo seu crime para que sirva de exemplo a toda a sociedade, desencorajando assim que se continue a cometer esse crime.



"...Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

P.S.: Falo apenas da escolha racional de procriar, um gesto moral. Se é um gesto instintivo e automático, pura potencia de existir, como aquela que anima uma coelha ou uma capivara, eu aceito: a potência de existir é amoral, todo o julgamento moral sobre ela é ridículo e uma estultícia.