sábado, 28 de fevereiro de 2015

Panfleto filosófico

Uma vida filosófica é possível. A filosofia existe! 

Procurei filósofos entre os docentes do DFIL/CCHLA. Não há nenhum. 


Filosofia: 
 “… nascemos filósofos e somente alguns o continuam a ser. (…) há uma grande razão nas crianças que perguntam ‘por quê’. Que querem saber. ‘Por que é que a noite é negra’; ‘por que a água molha’, ‘por que o avô morreu’; ‘por que o pequeno gato se tornou um gato velho’; ‘por que’, etc. Enfim.
As crianças colocam questões que são grandes questões de ontologia, de metafísica, de filosofia.
 Depois os pais renunciam a responder porque não têm, forçosamente sempre, os meios intelectuais, ou o tempo. 
Por vezes dizemos: não sei mas vamos encontrar numa biblioteca, vamos procurar num livro. Depois, há um momento, em que as pessoas acabam por renunciar a responder às questões. E desde que entra na escola, pedem-lhe que você responda a questões que você nunca colocou. E dizem-lhe:
 - Agora, se você quer ser um bom aluno, diga qual é o PNB de Portugal! 
 Naturalmente ninguém é levado a se colocar essa questão. Não de imediato... (…) eu digo que aprendemos na escola, coisas totalmente inúteis. Dizem-lhe: 
 - As questões que te colocaste cessa de as colocar, em troca aprende as respostas a questões que não te colocas. 
 Efetivamente isso desespera um certo número de indivíduos e alguns resistem a isso. Esses que resistem a isso, dizendo-se: 
 - Eu persisto com as minhas questões, eu quero as minhas respostas. Vou procurá-las. 
 Bem, esses são os naturais filosóficos. Em seguida podem tornar-se filósofos de profissão porque terão aprendido na Universidade quem pensou o quê, quando, como, de que forma. Depois disso, um dia talvez, escrever livros de filosofia, ser convidado do programa de François Busnel (La Grande Librairie).
Et voilá! Partimos de um questionamento de criança e acabamos um dia com um estatuto de filósofo mas o filósofo não é necessariamente, é mesmo, raramente, alguém que escreve livros de filosofia.”(1)
 Michel Onfray 

“Só existe um problema filosófico realmente sério: é o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, aparece em seguida. São jogos. É preciso, antes de tudo, responder. E se é verdade, como pretende Nietzsche, que um filósofo, para ser confiável, deve pregar com o exemplo, percebe-se a importância dessa resposta, já que ela vai preceder o gesto definitivo. Estão aí as evidências que são sensíveis para o coração, mas que é preciso aprofundar para torná-las claras à inteligência.” 
O mito de Sísifo, Albert Camus 

 Há alguma semelhança entre o pensamento destes filósofos e o “linguajar” dos professores da DFIL?

 Sabem porquê?

 Não se resignem. Resistam. Busquem uma resposta. 

Uma vida filosófica é possível. 

1 - Como levar uma vida filosófica - Michel Onfray - (legendado),  https://www.youtube.com/watch?v=M24XuRMhMxA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Coma

He stays still
He stays down
Unholy, unholy
He stays still
Stay unto me
Makes me feel unholy

Nothing (Nothing)
Now that I have nothing
(Now that I have nothing)
I resolve to be nothing
(I resolve to be nothing)
Nothing to harm me, nothing to gain
(Nothing to harm me, nothing to gain)
I resolve to be nothing

Nothing (Nothing) Now that I have nothing
(Now that I have nothing)
I resolve to be nothing
(I resolve to be nothing)
Nothing to harm me, nothing to gain
(Nothing to harm me, nothing to gain)
I resolve to be nothing

Nothing (Nothing)
Nothing (Nothing)
He stays still
Stay unto me
Makes me feel unholy
Makes me feel unholy


We stay, no cause, stay
We stay, no cause, stay
We stay (Makes me feel unholy)
No cause, stay
We stay (Makes me feel unholy)
No cause, stay
We stay (Makes me feel unholy)
No cause, stay
(Unholy), No!

Azam Ali 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Vergonha alheia.

Quando a tugalha fala grosso


Portugal é historicamente devedor e cronicamente de imigração para pagar a dívida que, nos poucos momentos da sua história que é credor ou que acolhe imigrantes, se comporta como um canalha arrogante. Não é uma enorme estupidez maltratar quem no futuro nos vai emprestar dinheiro ou casa?
A Tugalândia compra histórica e sistematicamente mais do que vende ao mundo porque a tugalha vive em terra pobre e gosta de consumir o que não produz, nada demais, há muitos outros povos assim, mas isso se paga SEMPRE. E para pagar a diferença do que consome sem produzir, que é que a tugalha tem para vender que o mundo queira comprar?
CARNE HUMANA!
Sim, os tugas especializaram-se em vender carne humana tal como os suíços se especializaram em vender relógios ou os suecos em vender madeira...
Eu sei que soa horrível e é horrivel. Uma vergonha nacional de que não se fala em Portugal e que "outros" ainda não falam.
Vamos aos meus dados, imperfeitos e pejados de erros históricos:
De 1430 - 1530 a tugalha vendeu os seus próprios filhos...
De 1530 a 1889 a tugalha comprava/catava pretos em África e revendia a bom preço nas Américas (enquanto continuava a vender alguns filhos)...
A partir de 1889 já ninguém comprava pretos e recomeçaram as vendas de filhos em larga escala, quem nunca leu "A selva" pode ver o filme: eloquente...
 .
Destinos de "imigração":
De 1850 a 1900 vendeu a carne dos filhos para o Brasil;
De 1900 a 1930 vendeu a carne dos filhos para os EUA;
De 1950 a 1970 vendeu a carne dos filhos para a França e Alemanha enquanto "emprestava" filhos a Angola e Moçambique - mais tarde seriam devolvidos, penso que foi a única devolução histórica;
De 1975 a 1985 vendeu a carne dos filhos para a Suíça;
De 2005 a 2015 a festa é grande e os compradores são mais que muitos, Angola, Brasil, Península Arábica, Moçambique, Brasil, Suíça e Inglaterra.
Os próximos compradores em grosso serão Canadá e Alemanha...
As vendas atuais têm de ser em grande escala porque os filhos que saem mandam muito menos dinheiro para casa (comprar casa na Madalena ou uma bicicleta em Lisboa é enviar dinheiro para casa).
---
Quereis fazer o favor de acordar ou estais bem assim?
---
P.S.: Diz a wikipedia que "Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um superavit na balança, e quando as importações são maiores que as exportações registra-se um déficit. Normalmente, uma balança comercial deficitária implica uma balança corrente também ela deficitária, pois balança comercial é comumente a componente com maior peso na balança corrente. Contudo, o déficit comercial pode ser compensado com os superávits das restantes balanças correntes. Tal foi o caso de Portugal durante grande parte da segunda metade do século XX com as remessas dos emigrantes, que são contabilizadas na balança de transferências correntes."