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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Villa dei Papiri

Epicuro sobrevive sob o vulcão, http://en.wikipedia.org/wiki/Villa_of_the_Papyri

VILLA DEI  PAPIRI
Herculano:





A Getty Villa nos EUA:

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Carta a Meneceu

Preciosidade, em 11 páginas a receita para ser feliz:

Carta Sobre a Felicidade
ou a conduta humana para a saúde da alma


Sinopse
Esta carta é uma decidida exortação à prática da filosofia, onde se promove esta disciplina como tendo uma única meta: tornar feliz o Homem que a pratica durante o percurso da sua existência, desde a mais tenra juventude até à idade mais avançada. 
No texto a morte é-nos apresentada como o maior e o mais aterrador dos males. Como é necessário vencer esse medo da morte; ninguém deve temê-la, dado que não temos vantagem nenhuma em viver eternamente; o que nos importa não é a duração mas a qualidade da vida. 
Também são abordadas as diversas formas do desejo, acompanhadas por uma necessidade imperiosa de controlá-lo, tendo por objectivo a saúde do corpo, quanto a tranquilidade da alma, o que não deixa também de ser uma boa definição do próprio prazer, tal como Epicuro o concebe. 
Por fim, aborda-se o homem sábio, e para Epicuro este nunca deverá acreditar no destino e na sorte, como se estes fossem fatalidades inabaláveis e sem esperança, deixando despontar aqui a crença do autor, sobretudo na vontade e na liberdade do Homem.


P.S.: Uma tradução da carta pode ser lida aqui, http://carmencarmina.blogspot.pt/2011/12/morte-nao-nos-diz-respeito-carta.html

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A natureza das coisas

Um livro oferecido. Um livro a ler, lentamente.
A Natureza Das Coisas, de Lucrécio

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Tetrapharmakon

[...] a sociedade do tempo de Epicuro era uma sociedade doente. Os homens acreditavam que era preciso muito dinheiro, luxúria e fama para alguém poder ser feliz. O medo da morte e do sofrimento estava plantado em seus corações. Toda a miséria humana era causada pelas falsas crenças e pelos desejos sem limites, que nelas eram fundados. Epicuro partia da pressuposição de que a sociedade humana era corrompida e era sua influência que corrompia os homens e os fazia miseráveis.
As crenças que mais faziam os homens infelizes eram o medo dos deuses, o medo do sofrimento e o medo da morte. Para curá-los dessas crenças, o filósofo dispunha de um tetrapharmakon, ou seja, de um quádruplo remédio: não há nada a temer quanto aos deuses, não há nada a temer quanto à morte, a dor é suportável e a felicidade está ao alcance de todos.

1. Não se deve temer os deuses, porque eles não se ocupam nem se preocupam com os homens, como imagina o povo, nem são os artífices do mundo como pensam os filósofos. Eles existem porque a natureza imprimiu suas pré-noções e imagens em nossas almas, mas eles não são como nós os representamos ou imaginamos. Por isso, não se deve temê-los e muito menos temer seus castigos.

2. Não se deve temer a morte, porque nada mais absurdo do que o medo da morte, uma vez que ela não é outra coisa senão uma instantânea dissolução dos átomos que constituem nosso ser e isto é inteiramente insensível. O que amedronta os mortais é imaginar a passagem da vida para a morte, mas essa passagem não tem sentido, pois não existe um além-da-morte. Esta acontece num instante, e, nesse instante, a vida termina e nada mais se pode sentir. Inútil, pois, a preocupação com a morte: “enquanto somos, ela não existe, e quando ela chegar, nós nada mais seremos”.

3. A dor pode ser suportada. O grande mal que ameaça a existência dos mortais é indiscutivelmente a dor, pois a aponia (ausência de dor) é o segredo da felicidade. Mas Epicuro acredita que se pode facilmente desprezar esta ameaça, porque os sofrimentos mais intensos têm breve duração e, se persistem por muito tempo, causam a morte. Ora, como já foi dito, da morte nada há que se temer. Quanto aos pequenos sofrimentos, esses são facilmente suportáveis.

4. Pode-se alcançar a felicidade, porque o prazer quando buscado corretamente está à disposição de todos.