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terça-feira, 7 de abril de 2015

Cosmos

"O meu pai morreu nos meus braços, vinte minutos antes do início da noite do Advento, de pé, como um carvalho fulminado ("foudroyé") que, golpeado pelo destino, tivesse-o aceite, mas recusasse-se a cair. Tomei-o nos meus braços, desenraizado da terra que acabava de abandonar, levado como Eneias levou seu pai ao deixar Troia. Então, sentei-o ao longo de um muro, depois, quando ficou claro que não voltaria, deitei-o ao comprido no chão, como para acamá-lo no nada a que ele parecia haver-se juntado sem dar-se conta."

Primeira frase do livro "Cosmos" de Michel Onfray

P.S.: Início de leitura.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Universidade Popular

Surpreendente trabalho.

https://www.youtube.com/watch?v=38ebm30VTrU

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cosmos

Life is a too short poem for evolutions.
23-Jun-2014

Cromeleque dos Almendres
Esta é uma nota de rodapé cósmica ao Solstício de Verão de 2014 no Cromeleque dos Almendres*, o meu 47º. 

Em 47 ciclos da terra a matéria se compôs e se recompôs em mim na mais perfeita ordem e naturalidade; no Cosmos NADA se modificou...
Neste total e plúmbeo silêncio, simultaneamente decepcionante e  reconfortante, somos únicos. Num céu vazio somos nossa propriedade exclusiva.
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Nos tempos pré-históricos éramos demasiado semelhantes ao que somos hoje. Outro xamã se sentou neste lugar há 7000 anos e teve as mesmas certezas que eu: a circularidade do tempo, a fragilidade da vida, a continuidade desta desde a erva mais humilde ao animal homem, a estabilidade do Cosmos e o silêncio dos céus.

Somos matéria pensante mas não somos a única matéria pensante, o Cromeleque dos Almendres aponta numa direção cósmica em que algures outro xamã, no seu "Cromeleque" nas vizinhanças da Aldebarã,  se senta olhando na direção da estrela a que nós chamamos sol e me pensa tal como eu o penso a ele.
Cromeleque dos Almendres
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Uma concepção adulta e saudável do Cosmos faz a economia do cristianismo, fraquíssimo cosmologicamente em que um Deus faz-tudo é o capataz e encarregado do que há, sem fluxos, sem interdependências, sem vida. O Cosmos é um lugar morto para os cristãos. Para mim é um lugar de permanente fluxo de matéria e energia. Denso, amoral, sem nenhum Ente que lhe garanta a ordem mas profundamente ordenado e estável.
Estrutura do Cromeleque dos Almendres





A modernidade é uma mentira persistente e  patética. Não há nem nunca houve evolução alguma, porque o corpo, a grande verdade nietzschiana, não evoluiu nunca. Nas maternidades desta Lisboa de hoje nascem bebés pré-históricos, 100% iguais aos que nasciam nas cavernar vizinhas a Almendres há 7000 anos...



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(*) Estive e não estive neste solstício nos Almendres.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Não acrescentes negatividade à negatividade que já existe

Uma história, comum a quem foi encornado, mostra como Montaigne agia: ver, ouvir, não dizer nada, certamente, mas - método supremo... - mostrar que se sabe, depois não dizer nada.
Quando o seu irmão morre num acidente de jogo de péla , procuram por todo o lado a sua corrente de ouro para as partilhas da herança. Sem a encontrarem.
Como irmão mais velho, Montaigne preside à partilha. Pede que se procure no cofre da sua própria mulher.
De facto a jóia está lá!
Antoinette, mãe do filósofo, salva a honra da nora assumindo que foi ela que arrumou a jóia aí. Montaigne aceita a explicação, mas faz essa versão dos acontecimentos ser registada por um notário, tendo os 3 irmãos como testemunhas...
Nos Ensaios (...) Montaigne teoriza sobre a condição de corno, esclarecendo que toda a gente já foi, é ou será encornado. Ou então toda a gente encornou, encorna ou encornará. Não há por que se melindrar por tão pouco!
Em primeiro lugar a honestidade não é a coisa mais bem distribuída do mundo; em seguida, uma mulher é virtuosa enquanto não tem uma boa oportunidade de deixar de o ser. O mesmo vale para os homens.
O essencial, acrescenta o sábio bem informado - por ter sido encornado e por ter ele próprio encornado! - é a discrição. Não acrescentar mais negatividade à negatividade que já existe.

Tradução livre a partir da biografia de Montaine em:
 "Contra-história da filosofia", Vol II, de Michel Onfray

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Outro sábio, escutem-o:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tornar a razão popular

Estamos rodeados de mitos, intuições mal formadas e superstições diversas. Fazem-se as afirmações mais extraordinárias e fornecem-se provas aristotélicas débeis, indícios diáfanos, sinais ambíguos...
"Deus é bom", porque os antigos disseram. "Há fantasmas" porque ouvi barulhos em casa... e por ai fora.
Todos esquecem que afirmações extraordinárias exigem provas igualmente extraordinárias!
A razão é a única arma que temos, nada mais. Essa estranha ferramenta que se contradiz logo que se afirma é o único salva-vidas à nossa disposição, poucos o apanham e quase sempre sem admitirem preferir morrer afogados.







Pag 9 - A ignorância prende e o saber liberta
     13 - A universidade francesa de hoje continua cousiniana
     37 - A filosofia como substituto actual dos grandes discursos totalizantes (psicanálise, marxismo, cristianismo)
     38 - A Bíblia e O Capital empalidecem enquanto o Corão brilha.
     39 - A crescente demanda de filosofia.
     57 - "Aquilo que tem o seu preço tem pouco valor." Nietzsche
     68 - A desmonetização da palavra, um sinal da barbárie dosa nossos tempos.
     72 - A prova do filósofo é a sua vida filosófica.
     75-76 - O povo "horroroso"
     91 - Epicuro: A amizade é a conjugação de duas forças para melhor alcançar o projecto de uma vida bem sucedida.
    95 - Fazer a revolução sem tomar o poder.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Demócrito de Abdera - o grande riso

Democritus, por Hendrick ter Brugghen, 1628
"... uma ética hedonista, essa ética reside na declaração da alegria (euthymía) como finalidade da moral, ao que Demócrito de Abdera acrescenta a utilidade como critério de bem."

"... uma franca e clara metafísica da esterilidade, Demócrito convida a não procriar: é impossível educar com sucesso. É uma tarefa que está acima das possibilidade de qualquer um. Ninguém consegue cumprir correctamente com ela. E uma educação frustrada, sobretudo quando se trata dos próprios filhos, é uma verdadeira fonte de chatices! (...) Para aqueles que sentem de forma mais aguda os pruridos familiares, o filosofo aconselha a adopção de um filho de outrem..."

"Não temer nada nem ninguém, nem aos deuses nem aos senhores, não empreender nenhuma tarefa que esteja acima das suas forças e dos seus meios; conhecer os seus limites e apontar ao realizável; não perder a alma em prazeres cuja satisfação leva seguramente a insatisfação; desejar o prazer da comunidade feliz consigo mesmo; não procriar nem conceber; não se comprometer nunca com os assuntos da política; não se deixar dominar pelas paixões e pulsões que desequilibram; não desejar mais do que se tem, nem afundar-se em desejos impossíveis de satisfazer; aceder às alegrias que oferece a existência na medida em que aumentem a adesão ao próprio ser; definir o útil e o prejudicial mediante a satisfação e o mal estar; esforçar-se por expulsar de si os sofrimentos rebeldes; tender à alegria..., eis aqui as regras práticas de um hedonismo que propõe um prazer delicado, subtil, elegante: o prazer supremo da autonomia, no sentido etimológico do termo. Então pode fazer a sua aparição o riso. O grande riso libertador (...) essa capacidade de rir-se do mundo tal como ele é. Só riem os que levam o mundo a sério, precisamente porque o levam a sério. Tenhamos cuidado como da peste com os filósofos incapazes de rir..."
in, As sabedorias da antiguidade, Contra-história da filosofia, tomo I,  de Michel Onfray

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Contra-história da filosofia - O cristianismo hedonista ( vol II )

Página

PRIMEIROS TEMPOS
9O golpe de estado cristão (ano 321 DC)
10Papiro - depois pergaminho - depois papel, ocasiões para deturpar ou eliminar
19O confuso início do cristianismo
20A filosofia obedece às leis de Darwin (sem seguidores uma ideia morre)
21O nihilismo do Sec I DC
23O ataque às heresias salva as heresias
25Simão o mago, moscardo de Paulo de tarso.
26Gnósticos encráticos (ascéticos) e gnósticos licenciosos
29O amor ao próximo sob a forma de uma fogueira.
30A seita autoriza um último uso da razão (abdicar dela)
36Os gnósticos não são platónicos porque não detestam o corpo
37O cristianismo é uma gnose que deu certo
39Jesus é concebido como contemporâneo de Tibério
40O mundo (mau) foi feito por Deus
61Os cristãos paulinos apreciam a propriedade
65O reino na Terra?
72O fim pela espada de Constantino
75Como um mal nunca vem só, surge o Islão!

IDADE MÉDIA
79Jesus resgatou o pecado, de todos e para sempre.
88A única realidade que importa?
A Terra, aqui e agora.
90O outro como refém a fim de ganharmos o paraíso
91Amar o próximo tem limites
92A fogueira é a versão medieval do amor ao próximo
95Queimar até os ossos do herege é a versão medieval do amor ao próximo
102Os católicos não gostam de Walter de Holanda
110As beguinas: iletrados carentes convivem com viuvas ou ricos tentados pela vida de pobreza voluntária...
113Se a necessidade triunfa por toda a parte como imaginar que alguém seja culpado por aquilo que faz?
114Sec XII, a invenção do purgatório
122Lutero e o livre espírito
129O reino de Iavhé existiu por mais de 1000 anos
133Saduceus epicurianos atacados pelos fariseus...
134Carmina burana: epicurismo
144Lorenzo Valla, o corajoso
156O soberano bem estóico: a virtude
O prazer deve ser o guia das virtudes
164Bastam alguns arranjos para que os platónicos sejam considerados cristãos
171Erasmo: Cristo contra a Igreja
175Franciscanos não têm mulher, não têm dinheiro, não têm vontade de poder a não ser sobre si mesmos
186O corpo existe como companheiro da alma
189Epicuro - epíkouros - é aquele que salva

MONTAIGNE
191Montaigne não se ama
192Montaigne quer ser amado por si mesmo
Montaigne não se poupa
193De uma aberração a um milagre
Seis assaltos, impotência, carícias.
194A arte do minete?
195Consequências de uma educação "moderna"
198"Plano de estudos", Erasmo
201Escrever, escrever e ainda escrever...
206Montaigne quer conhecer homens inteligentes, mulheres belas e honestas.
207"Os ensaios", uma imensa gargalhada
208Que sei eu? A busca de si mesmo
210Cego sim,surdo sim, mas nunca mudo!
211Montaigne nunca suprime
213Pilhar as flores dos antigos para fazer o seu mel
216Vida depois da morte?
217Platão não podia ser um amigo
Sócrates: amado
218Sócrates: duvidar muito mas não de tudo
221Epicteto: no que devemos consentir
A morte voluntária é boa
222Epicuro: moral austera, vida exemplar e virtuosa
Montaigne não pode ser epicurista porque é cristão
228Montaigne: contra a virgindade, pelo suicídio, pelo divórcio e contra a dor salvífica
229O paraíso dos cristãos? Risível tal como o dos muçulmanos
234
A impostura das religiões
235Não existe essência
236A verdade das verdades é o tempo que passa.
O poder da palavra
237O uso do mundo
239"Do exercício", Cap. VI do Livro II, o acidente de cavalo de Montaigne
242Médicos são seres inúteis e poderosos. Cirurgiões são pessoas sérias.
244A alma...
245Elogio da esterilidade
247A diversão é útil para evitar as doenças da alma
251Filosofar é aprender a morrer
252Durante e depois da morte a consciência já não está presente para dar á dor a sua espessura
254Se o problema [os homens morrem] não mudou porque haveriam de mudar as soluções?
255As religiões, essas ficções, acrescentam misérias às misérias que pretendiam curar.
259O prazer é o bem supremo
260Porque vamos morrer, desfrutemos
264Montaigne, um corno sábio
268Para dizer o quê? O elogio dos simples
Amizade, mulheres e livros
272A arte do minete?
274Feminismo de Montaigne
275Casal ataráxico
277A construção de uma ética
A morte é o grande problema
292Marie de Gournay
3031676, entrada no INDEX

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A ordem libertária, A vida filosófica de Albert Camus

L'Ordre Libertaire de Michel Onfray
Página
14 "... como nos podemos conduzir quando não se acredita nem em Deus nem na razão."
17 Ultrapassar o nihilismo pela fidelidade à Terra, pela memória da infância, por uma inscrição na ancestralidade e uma filosofia positiva.
24 "Para ele [o filósofo] o verbo faz-se carne, acto, acção, senão não serve para nada.
25 "A lenda de Camus é negativa: ela diz mal de um homem bom- como a de Freud é positiva, diz bem de um homem mau."
27 Camus: "Há assim uma vontade de viver sem recusar nada da vida que é a virtude que honro mais neste mundo."
30
A assinatura existencial de Camus é a intolerância a toda a forma de injustiça.
33 "Não é fácil tornar-mo-nos o que somos."
35 Pena de morte: "Os homens denominam esta vingança , a justiça" ( 6 lts de sangue)
36 "... indivíduos inumanos que reprovam ao condenado a sua falta de humanidade."
40 Carregar a alma do pai.
Entrevista a Albert Camus
41 Lucien Camus: Cemitério de Saint-Brieuc, morto na batalha do Marne.
42 Louis Germain, o professor que descobre e "salva" Camus da sua condição
51 Pobre, privado de férias, Camus trabalhava enquanto os camaradas de escola se banhavam.
57 Camus escreve com o sangue.
63 Dandy, "... ele sabe que a sua vida será curta."
64 "Atrás dos belos corpos (...) encontra-se a matéria negra do mundo."
67 "O mundo é belo, e fora dele, não há salvação."
72 Nietzsche: "Nós temos a arte para não morrer da verdade."
73 Camus casa com Simone Hié
80 Camus dirá "sim" somente ao que aumenta a vida. Quanto ao resto: revolta-se.
83 Sofrer é amadurecer.
87 "A filosofia foi, durante séculos, uma arte de viver, de viver bem, de viver melhor."
88 Estoicismos de Nietzsche e de Camus.
90 "Camus pode bem persistir em negar a origem autobiográfica de toda a escrita"
91 "Ter medo de morrer seria ter medo da vida."
91 " ... a doença é o que fazemos dela."
92 "Inventar novas possibilidades de existência. E vivê-las."
94
95
O filósofo artista. A arte.
96 O grande "sim" deve ser um sim à vida.
97  Filosofia francesa.
101 A injustiça maior? A pobreza sem o sol.
109 "Não há vergonha em ser feliz. Mas hoje o imbecil é rei, e chamo imbecil àquele que tem medo de desfrutar.
109 "... monoteísmo que opõe Deus à natureza e portanto opõe Deus aos homens."
110 "... o ofício de homem (...) ser feliz."
112 Definição de pecado: "perder esta vida".
115 O dionisismo argelino é a solução para o nihilismo europeu.
120 Jean Grenier (...) "não se coibindo de saber pelos outros aquilo que não se sabe por si mesmo..."
133 Escrever para pensar e depois rasgar.
151 A esquerda dionisíaca diz "sim", (...) a esquerda do ressentimento diz "não".
152 Nietzsche prevê a deriva totalitária do comunismo.
153 Camus é um homem de fidelidade e não de ressentimento
155 Marx
157 A amizade: "amar a todos é não amar ninguém" (o cristianismo)
160 Espanha
164 O artista é o antídoto da história.
166 Ver Weber: a ética de convicção e a ética de responsabilidade.
167 Camus viveu30 anos sem cometer erros políticos e naqueles tempos houve tantas ocasiões para falhar.
171 O teatro é o lugar da verdade, ainda mais do que o mundo.
183 Camus é duas vezes condenado à morte: a sociedade não o quer nem como professor nem como soldado.
187 "As ideias são o contrário do pensamento.".
191 O super-homem é a antítese do nazi.
191 Nietzsche é anti-antissemita.
193 O soberano bem: a sabedoria
194 "Conhecer o Mundo, querer o Mundo, amar o Mundo, contentar-se com ele, nunca recriminar contra ele, desejá-lo tal como é, e, consequência destas práticas teóricas e existenciais, desfrutar do Mundo, encontrar-se nele como peixe na água, sem jamais se questionar das suas relações com o Mundo, eis por palavras toda a sabedoria." (Para outra versão de sabedoria clicar aqui)
209 Cala-te pulmão. O desejo de morrer (para deixar de sofrer de tuberculose)  em Camus.
210 As verdadeiras questões da vida. "Desde logo, que vale a vida? Deve-mos vivê-la? E se sim, porque razões? O suicídio é a ..."

211 "Nós não saimos do absurdo, façamos o que fizermos."
212 "...querer o querer que nos quer."   
212 Só há um dever, o dever de amar, eis toda a moral para Camus.
214 A Europa do terror.
224 Sartre e os judeus peludos.
235 O poder contido por uma ética define a ordem libertária.
239 "Não se pode ser feliz sem os outros ou contra eles".
240 "A peste" começou para o seu autor (Camus) uma carreira de solidão". R. Barthes
247 Darwinismo de direita (esquerda) tem origem na pulsão de morte (vida) e define os liberais (libertários).
250 A peste: o bacilo é ontológico e as razias são políticas.
258 Cristo foi crucificado lutando contra o "Vaticano".
259 O resistente
277 Camus não esconde os seus enganos para não alimentar a lenda.
281 Porque sou anarquista
282 Trotsky e a moral revolucionária (cinismo vulgar)
283 Marx vs Camus
285 A "imparcialidade" de Pio XII, o papa nazi."Mein Kampf" nunca foi colocado no Index, todas as obras de Sartre e Beauvoir o foram; nenhum nazi foi excomungado, todos os comunistas o foram...
286 "Todo o poder vem de Deus" (S. Paulo)
Menos o poder comunista na URSS ou noutro lugar, claro!
288 "O dinheiro tem deveres", o colaboracionismo dos ricos.
292 Avião para os reportados de honra.
295 No fim da 2ª guerra mundial Camus vacila como abolacionista.
298 A "rosetta", "não a mereci".
301 O  perdão.
305 O bem e o mal: o perdão de Camus
305 Brasillach
307 Rebatet
308 "... provocam a minha cólera: o nacionalismo, o colonialismo, a injustiça social e o absurdo do estado moderno,..."
312 A fidelidade à Terra e à paixão pelo que é.
314 Camus demorou apenas 23 meses para passar da visceralidade à razão depois do fim da barbárie nazi.
319 Camus quer uma utopia relativa, deseja que ela defina o ainda não realizado mas que seja, apesar de tudo, realizável, e não um projecto messiânico fabricado segundo o princípio das religiões que prometem o paraíso sobre a Terra para AMANHÃ.
354 O Marx dos manuscritos de 1844
375 Marx não gostava da comuna de Paris por esta não ser suficientemente marxista.
386 "Eu recuso energicamente ser considerado como um guia da classe trabalhadora."
388 Pensamento do meio dia: "... um gosto pela vida."
393 Camus "petit blanc" colonialista!!!
394 Os métodos de argumentação da guerra fria.
417 O jornalismo é o melhor ou o pior trabalho do mundo.
420 O agradecimento, em 2009, de Sylvie Gomez, a Camus, na sua tese de doutoramento.
437 "É preciso matar: abater um europeu", Sartre 
458 Ao saber-se do prémio Nobel a imprensa cobre Camus de insultos.
460 "Eu prefiro a minha mãe à justiça": Esta frase iria matar Camus mas ele ainda não o sabia.
462 Camus paga pela sua rectidão, a sua verticalidade, a justeza dos seus combates, ele paga pela sua honestidade, a sua paixão pela verdade, ele paga por ter sido resistente na hora em que muitos resistem tão pouco, ele paga pelos seus sucessos, as suas formidáveis vendas de livros, ele paga pelo seu talento, ele paga pelo seu Nobel, claro, ele paga por não ser corruptível. Ele paga por não ter necessidade de mentir traçando o seu caminho recto, ele paga pela sua juventude, beleza, o seu sucesso com as mulheres, ele paga porque a sua vida filosófica é um reparo à existência de tantos falsários,  ele paga pela sua fidelidade à sua infância, ao meio dos homens pequenos de onde veio, ele paga por não ter traído nem vendido nada, ele paga por ser um filho de pobre e ter entrado no mundo dos bem nascidos, ele paga por ter escolhido a justiça, a liberdade e o povo num universo de intelectuais fascinados pela violência, a brutalidade e as ideias, ele paga por ter sido um autodidacta com sucesso, ele paga porque sendo o filho de uma mulher analfabeta, nunca deveria ter escrito os livros reservados aos eleitos bem nascidos (...)"
467
468
A tirania da libido.
472 Charme é "uma maneira de ouvir a resposta SIM sem ter colocado uma questão clara."
474 "Porque seria preciso amar poucas vezes para amar muito".
Simone Hié
475 Francine Camus foi esposa de um homem que gostava das mulheres - incluindo a sua.
477
478
A culpa
483 Camus vaidoso: "Na modéstia sou imbatível."
485 A falta (pagã), o egoísmo...
489 Num mundo sem Deus a falta fica sem perdão.
497 A pena de morte apoia-se no erro ontológico do livre arbítrio.
497 " A pessoa humana está acima do estado."
500 100 milhões de mortos devido ao comunismo.
501 Germaine Tillion
505 Nobel para a republica espanhola.
505 Fé revolucionária.
506 A ordem anarquista é a desordem dos bem pensantes.   
510 Vitória anarquista na Catalunya
521 Peço "para ser lido com atenção".
528 Um estado anarquista.  
529 Eleições anarquistas.
529 Capitalismo anarquista.
530 O homem bom não surgirá da abolição da propriedade privada.
535 Optimista, pelo homem.
536
537
Sartre, o canalha.
(arrasador para Sartre)
540 Camus nietzschiano de esquerda
541 O pós anarquismo


   

    
     

sexta-feira, 9 de março de 2012

Camus, a ordem libertária

"Não há vergonha em ser feliz. Mas hoje o imbecil é rei, e chamo imbecil àquele que tem medo de gozar."












Fieis a si mesmos, quase todos filhos da alta burguesia, falsos, geniais, ridículos, hei-los actores em 1944...;
"Nesta foto célebre de Brassaï Camus está no atelier de Picasso do crème de la crème do momento: Sartre sentado, um olho em direcção ao fotógrafo, Lacan desfocado (nele era fatal como o destino!), Picasso de braços cruzados fixando a objectiva, Beauvoir com um sorriso malicioso, segurando um livro como um missal antes da missa, Leiris sentado de terno, e alguns outros.
Camus está de cócoras, entre Sartre e Leiris; Não olha o fotógrafo, acaricia um cão sentado no tapete diante dele. (...) No seu diário Camus escreve:
"Trabalhadores franceses - os únicos ao lado dos quais eu me sinto bem, tenho vontade de conhecer e de viver. Eles são como eu."
in L´Ordre Libertaire, Michel Onfray, Flammarion, 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sabedoria

François Boscher: Você prepara igualmente um livro mais íntimo.

Michel Onfray: Um projecto que poderá mesmo apagar a totalidade dos meus livros precedentes, saído de meditações e reflexões, do meu luto depois da morte do meu pai, ou seja, dois anos. Eu não sou cristão nem sequer crente, não tenho o sentido da transcendência... mas ao mesmo tempo isso mudou as coisas. Esse livro, que se chamará provavelmente Cosmos, será um convite a ir para além dos livros, dizendo que é talvez tempo de ler o céu, as plantas, a Natureza, o mundo. Se não entendemos que não somos nada no cosmos, se continuamos a acreditar que somos tudo, completamente ego-centrados... não saberemos viver bem, nem morrer bem. O meu pai entendeu-o, é a lição que ele me transmitiu pelo exemplo. A sua serenidade, a sua rectidão, tudo coisas que me fazem dizer que não é mau viver-se assim... Certas passagens reportar-se-ão à morte, como a preparar - penso aqui em mim próprio - porque, claro há uma cinquentena de livros...

François Boscher: ... mas também 53 anos. Você chega a uma certa forma de sabedoria?

Michel Onfray: De uma certa maneira, sim. Há os livros, mas se depois de uma certa idade não aprendemos nada da vida, é porque porque desperdiçámos uma vida. Este livro, alimento-o todos os dias... Eu tomo o meu tempo, mesmo que saiba que os meus dias estão contados.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A sabedoria das abelhas. Primeira lição de Demócrito

La Sagesse des abeilles (A sabedoria das abelhas) começa sobre o túmulo de um pai morto e termina nos astros, passando por um trajecto em direcção à estrela polar, um nascimento num quarteirão de bois decompostos, uma reencarnação de homens doces, a alma de um morto como condição de possibilidade da eloquência de um filho, uma meditação sobre o cosmos e as figuras do destino, uma anti-fábula das abelhas, uma cerimónia orgíaca destinada a iniciados, libações em honra dos solstícios, uma celebração das republicas das moscas do mel, uma genealogia do mal, uma lição dada por um  enxame…
Em modo lírico e poético, este texto, destinado a ser levado à cena por Jean-Lambert-wild na Comédie de Caen, toma lugar, depois  de Le Recours aux forêts, como a premiera lição de um Demócrito que começou a examinar o ceu  para aí encontrar as lições dadas pelo cosmos aos homens. Esta sabedoria dada pelas abelhas convida ao super-homem - que é simplesmente  o conhecimento do papel arquitetónico da vontade de potência, amor por  esse conhecimento, e por isso, obtenção dum júbilo que salva do nihilismo.
Michel Onfray
Editeur : Galilée
Format : 12 x 21,5 cm
Nombre de pages : 112
Prix : 14 €
Date de parution : 2012
ISBN : 978-2-7186-0858-7

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Camus



"No inconsciente colectivo francês,  há uma espécie de paixão por este homem que era humilde, simples, impecável, vertical, que encarnava verdadeiramente o que amamos mais na França, a justiça, a verdade, os valores, a virtude, enfim esse género de coisas. O contrário de Sartre."

Entrevista a partir do minuto 11 .

sábado, 7 de janeiro de 2012

Albert Camus

Novo livro de Onfray.
Clicar sobre o primeiro desenho para ver uma entrevista de François Busnel a Michel Onfray.





domingo, 6 de novembro de 2011

8 milhas de largura



Um momento de liberdade.
Um texto e um vídeo subversivos, a beleza de um corpo com órgãos (a actriz e o cavalo urinam simultaneamente no prado).
Do outro lado os abortos conceptuais, a princesa e príncipe encantado:
Comem, defecam, urinam?
Não, que horror, claro que não! E isso trai a sua verdadeira natureza, mais uma das reencarnações recorrentes de Jesus e a virgem... estamos entendidos?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Encontro com Michel Onfray

domingo, 23 de outubro de 2011

The Ethical Slut

"A puta ética está apaixonada, mas ela vive de relações múltiplas. Para evitar o inevitável sofrimento do seu parceiro, ela põe em prática uma prudência que evita tanto a transparência sartreana como o silêncio pequeno-burguês. Ela segue uma pragmática concreta, por exemplo, uma vida de casal, mas em apartamentos separados.

Este texto propõe-se reabilitar o prazer sexual que fez ondas mesmo, e sobretudo, entre as feministas onde algumas são púdicas, comungando no ódio aos homens pensados como agressores sexuais por princípio, desprezando os jogos amorosos entre iguais de corpos sexuados, lúdicos e felizes, etc.

As putas éticas não condenam a pornografia em si mesma, mas sim o seu uso brutal, violento, que reproduz o esquema dominante da nossa sociedade pratiarcal, capitalista e liberal. Uma de entre elas, Annie Sprinkle, diz justamente : « A resposta ao mau porno, não é interditar o porno, é fazer bom porno»."    M. Onfray

Slut(puta) é "uma pessoa (qualquer que seja o seu sexo) que tem a coragem de viver a sua vida segundo o princípio radical de que o sexo e o prazer são coisas boas", e mais geralmente alguém que aceita o facto de gostar de sexo e de intimidade, e que escolhe praticá-los de uma maneira ética e aberta em vez de enganar o seu parceiro.

"... SlutWalk has given me a huge boost in gaining the confidence to be proud of being a Slut and confidence in trying to show people that women should be and are allowed to have sex with multiple people, in and out of partner relationships, and choosing to express sexuality is not bad and not an invitation to violence."


Ler também "A outra resposta à violação".

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vida filosófica

"... é imperiosa a necessidade de elaborar uma teoria à altura da prática quando não se pode praticar a teoria professada."
"Antístenes assombra-se de que se reprove escolher, só para um momento, a uma companheira que já pareça ter servido muito. Replica que não está mal visto tomar um barco que já tenha permitido muitas travessias pelo mar Mediterrâneo. A primeira libertina que chega faz negócio com quem aceite a sua proposta: um contracto no qual pouco importa a sua beleza, a sua inteligência, a sua posição social ou a sua virgindade, essas insignificâncias tirânicas. Pode ser completamente feia, burra, pobre e prostituta. Só é importante a relação contractual na qual o desejo que ameaça aglomerar-se e transbordar encontra uma ocasião para derramar-se numa relação duplamente desejada. Espalhar-se, eis aqui o projecto. Não é preciso, portanto, envolver essa necessidade em arrulhos, declarações, posturas ridículas e promessas impossíveis de cumprir."
Este gesto de Antístenes derruba as mitologias sociais alimentadas pela monogamia, a fidelidade e a escolha do amor, seguidas pelo seu cortejo de enganos, hipocrisias e ciumes.
Michel Onfray in "A teoria do corpo amoroso"

Primeira parte (de 5)

Segunda parte (de 5)

Terceira parte (de 5)

sábado, 10 de setembro de 2011

M.O. no meio da alcateia

Nous vous proposons de découvrir un entretien de Basile de Koch avec Michel Onfray, publié dans Nos meilleurs ennemis, la nouvelle rubrique du magazine  "Causeur" , N° 39, (le 07.09.2011).

"Nous continuerons à dialoguer avec nos adversaires - quand ils le voudront bien. Pas seulement parce que cela rend la vie amusante, mais parce que les idées qui ne souffrent pas l’épreuve de la contradiction ne sont que des lieux communs.[...] Dans les mois qui viennent, nous donnerons donc régulièrement la parole à « nos meilleurs ennemis ». Nous inaugurons cette « série noire » avec Michel Onfray qui se bat pour que ceux qui ne partagent pas ses idées puissent les défendre."
  [Elisabeth Lévy, directrice de la rédaction]




Basile de Koch : 
J’ai lu que vous étiez « l’hédoniste du XXIe siècle ». Vous êtes si seul que ça ?
 
Michel Onfray : Je ne sais pas où vous avez lu ça, mais il ne me viendrait pas à l’idée de faire de moi « l’hédoniste di XXIe siècle » ! D’abord parce que qu’il y a quelque arrogance à se croire unique sur ce terrain-là, ensuite parc que le XXIe siècle commence à peine. On en reparlera dans quatre-vingt-neuf ans si vous le voulez bien… Ceci étant dit, dans la petite corporation du moment, un philosophe hédoniste et libertaire n’est pas une denrée très commune.
 
B. K. : L’hédonisme est une morale - que vous définissez en citant Chamfort : « Jouis et fais jouir, sans faire de mal ni à toi, ni à personne. » Mais pas question, apparemment, de « faire le bien » autour de soi, à force de dépassement et de sacrifice. Pourquoi ? Ça fait déjà partie de la « culture de mort » ?
 

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Desbaptizar-se

para os interessados segue-se o texto de M. Onfray, estou com ele:

"J’ai été baptisé, comme des millions de français, et cela ne m’empêche pas de dormir. L’eau bénite a été gâchée et l’huile d’olive aurait mieux servi si elle avait agrémenté un filet de poisson servi au presbytère par la bonne moustachue du curé, le tout accompagné d’un vin blanc qui, rappelons-le à nos lecteurs, n’est pas plus sang du christ que l’eau baptismale un liquide magique.

Enfant de chœur, je me goinfrais d’hosties avant l’heure du petit déjeuner, j’en mettais dans mon bonnet et les plongeais dans le café au lait de la pension, je buvais au goulot le vin blanc doux tiède de la sacristie, mais ça n’a pas fait avancer le nécessaire combat antichrétien. Tant qu’on perd son énergie à créditer un rite qu’on veut discréditer, on oublie de porter le fer là où il doit être porté. Car le christianisme fait plus de mal dans le formatage contemporain des corps que dans sa capacité à laisser des « traces spirituelles indélébiles » ! Cessons avec la superstition, toutes les superstitions, y compris les superstitions anticléricales."
Michel Onfray

terça-feira, 19 de maio de 2009

A morte de Deus


estou a ler "Tratado de Ateologia" de Michel Onfray.
as aulas de Michel Onfray na Université populaire de Caen podem ser ouvidas na France Culture em http://sites.radiofrance.fr/chaines/france-culture2/emissions_ete/caen ou no blog http://michel-onfray.over-blog.com, em francês.

pouca gente lê, ou leu, este autor (como é costume Portugal é um país de escritores semi-analfabetos, escrevem como loucos mas ler isso é que era bom, dá trabalho!):

o mundo nunca será predominante ateu, "a fraqueza, o medo, a angústia diante da morte, que são as fontes de todas as crenças religiosas, nunca abandonarão os homens. Por outro lado, é preciso que alguns espíritos fortes, para usar uma expressão do século XVII, defendam as ideias justas. A questão é converter novos espíritos fortes. Só isso já seria muita coisa."

por trás do discurso pacifista e amoroso, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo pregam na verdade a destruição de tudo o que represente liberdade e prazer: “Odeiam o corpo, os desejos, a sexualidade, as mulheres, a inteligência e todos os livros, excepto um”. Essas religiões, afirma o filósofo, exaltam a submissão, a castidade, a fé cega e conformista em nome de um paraíso fictício depois da morte.
Onfray propõe o que chama de “projeto hedonista ético”, em que defende o direito do ser humano ao prazer.

"Só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana. Deus pressupõe a existência de uma providência divina, o que nega a possibilidade de escolher o próprio destino e inventar a própria existência. Se Deus existe, eu não sou livre; por outro lado, se Deus não existe, posso libertar-me. A liberdade nunca é dada. Ela constrói-se no dia-a-dia. Ora, o princípio fundamental do Deus do cristianismo, do judaísmo e do Islão é um entrave e um inibidor da autonomia do homem."

"É preciso mostrar que o rei está nu, deixar claro que o mecanismo das religiões é o de uma ilusão. É como um brinquedo cujo mistério tentamos decifrar quebrando-o. O encanto e a magia da religião desaparecem quando se vêem as engrenagens, a mecânica e as razões materiais por trás das crenças."

"O famoso sexto mandamento da Torá ensina: “Não matarás”. Linhas abaixo, uma lei autoriza a matar quem fere ou amaldiçoa os pais (Exodo 21:15 e adiante). Nos Evangelhos, lê-se em Mateus (10:34) a seguinte frase de Jesus: “Não vim trazer a paz, e sim a espada”. O mesmo evangelista afirma a todo instante que Jesus traz a doçura, o perdão e a paz. O Corão afirma que “quem matar uma pessoa sem que ela tenha cometido homicídio será considerado como se tivesse assassinado toda a humanidade” (quinta sura, versículo 32). Mas ao mesmo tempo o texto transborda de incitações ao crime contra os infiéis (”Matai-os onde quer que os encontreis”, segunda sura, versículo 191), os judeus (”Que Deus os combata”, nona sura, versículo 30), os ateus (”Deus amaldiçoou os descrentes”, 33ª sura, versículo 64) e os politeístas (”Matai os idólatras, onde quer que os acheis”, nona sura, versículo 5)."

"O recurso a Deus e à transcendência é um sinal de impotência. A razão não pode tudo. Deve ser consciente de suas possibilidades. Quando ela não consegue provar alguma coisa, é preciso reconhecer essas limitações e não fazer concessões à fábula, ao pensamento mitológico ou mágico. A ideia da criação divina é uma espécie de doença infantil do pensamento reflexivo."



"A morte de Deus supõe a domesticação do nada. Estamos a anos -luz de tal progresso ontológico..."

mas ele há deuses e deuses e:

"Os três monoteísmos, animados pela mesma pulsão de morte genealógica, partilham uma série de desprezos idênticos: ódio à razão e à inteligência; ódio à liberdade; ódio a todos os livros em nome de um só; ódio à vida; ódio à sexualidade, às mulheres, ao prazer; ódio ao feminino; ódio aos corpos, aos desejos, às pulsões. Em vez de tudo isso, o judaísmo, o cristianismo e o islão defendem: a fé e a crença, a obediência e a submissão, o gosto pela morte e a paixão do além, o anjo assexuado e a castidade, a virgindade e a fidelidade monogâmica, a esposa e a mãe, a alma e o espírito. O mesmo é dizer, a vida crucificada e a celebração do nada..."

as aulas de Michel Onfray na Université populaire de Caen podem ser ouvidas naFrance Culture em http://sites.radiofrance.fr/chaines/france-culture2/emissions_ete/caen.
"No que me diz respeito, ensino uma contra-história da filosofia - ateia, materialista, sensualista, hedonista, anarquista."