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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Decadência - Asia Ramazan Antar

Asia Ramazan Antar foi abatida mostrando as suas tranças loiras ao vento. Quando as mulheres aceitam viver e morrer como cães nos campos de batalha não é preciso lutas feministas pela igualdade, a igualdade É. O que É é e o que É tem muita força.
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Mas quase todas as mulheres e a maioria dos homens preferem a retaguarda, a paz a qualquer preço, a veadagem de não lutar pelo território e pela liberdade (a par da cobardia de deixar que outros lutem e morram, às vezes exigir mesmo que outros o façam por eles).
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Sabes o que acontecia historicamente aos homens que decidiam não lutar?
Eram botim dos vencedores, eles, as suas mulheres e filhos eram reduzidos à servidão ou à escravatura por aqueles que pegavam em armas e aceitavam o enorme risco de serem abatidos... sempre foi assim e depois deste curto e belo intervalo de tempo de parte do século XX e XXI, assim voltará a ser. As mulheres voltarão a ser o que foram: servas dos homens.
Foi esse destino de serva que Asia Ramazan Antar não escolheu e se tivesse sobrevivido à guerra haveria de ter escravos e escravas do ISIS ao seu serviço.
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O machismo e a servidão são a contrapartida pela preservação da vida. O feminismo é um paradoxo histórico, um sinal claro de sociedades opulentas, decadentes, desvirilizadas, vivendo em paz e aguardando os bárbaros que as virão reduzir a cinzas e escravizar os seus gordos. É um paradoxo por quê?
É um paradoxo porque essa opulência e paz das sociedades do Ocidente se faz exportando a miséria e a guerra para os subúrbios e para as sociedades africanas, asiáticas e latino-americanas que os sustentam.
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É claro que preferia escrever outra coisa, sou feminista, acho a igualdade entre homens e mulheres uma maravilha e uma extraordinária conquista. Mas entre os meus desejos e a verdade eu escolho a verdade. 7.000.000.000 de primatas consumistas num planeta exangue, devastado, vivendo em paz de forma duradoura? Aahahahahahah!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Short Saia

Short já é um nojo estético - reduz a classe de qualquer mulher à de uma ciclista búlgara do tempo soviético. - e para piorar está na moda uma coisa que é minissaia pela frente e short por trás. É como se a mulher dissesse, quando se aproxima, "come-me já" e desse uma risada de escárnio, pelo nosso entusiasmo, ao se afastar.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Masoquismo



O masoquismo atua na autoestima. O masoquista encara o medo, a dor, ou a humilhação e não só sobrevive a eles como atinge o orgasmo.

Regina Navarro Lins

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A mulher

Na literatura persa antiga, nos tempos da velha Babilónia, surgiu a literatura escrita em tabuinhas de argila.
Além da história de Jó e de Noé (Gilgamesch) há uma história de uma Eva:
Depois de fazer o homem e o colocar no paraíso Deus logo percebe que ele está entediado, triste e solitário. Chama-o e diz: 
- Para suavizar o seu tédio vou criar para ti um ser que será em tudo o contrário de ti, diante do qual jamais sentirá tédio.
Cria a mulher e a dá ao homem. Esse primeiro homem haveria de descobrir o que é o inferno e o paraíso ao mesmo tempo.
Depois de três dias ele volta com a mulher e diz a Deus:
- Olha senhor, vim devolver este ser insuportável! É totalmente irracional e emocional. Fala demais. Reclama de tudo. E quando fala não utiliza a razão.
- Tudo bem, diz o senhor, como quiser.
O homem vai embora sozinho. Mas volta três dias depois e diz:
- Olha senhor, não posso ficar sem ela. Tem num jeito de falar certas coisas. Um jeito de olhar quando vira o rosto. E... outras coisitas mais.
E o homem a levou de volta. Três dias depois voltou e diz ao senhor:
- Olha senhor! Não posso mais! Não tem mesmo jeito! Não tenho mais paz!
Disse-lhe o senhor:
- Leve-a. Não pode mais viver com ela, e nem sem ela.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Leis masculinas sobre relacionamento

Todos os items estão numerados como o número 1, pois são todos de mesma importância.


1. Peitos foram feitos para serem olhados e é isso que nós iremos fazer. Não tente mudar isso.

1. Aprenda a usar a tampa do vaso. Você é uma menina crescida. Se ela está levantada, abaixe-a. Vocês precisam dela abaixada, nós precisamos dela levantada. Você não nos vê reclamando por que você deixou ela abaixada.

1. Domingo = Esportes. É a mesma relação que a lua cheia tem com as mudanças na maré. Deixe estar.

1. Comprar NÃO é um esporte. E não, nunca vamos pensar nisso dessa forma.

1. Chorar é chantagem.

1. Pergunte o que você quer. Vamos ser claros nisso: Dicas sutis não funcionam! Dicas claras não funcionam! Dicas óbvias não funcionam! Apenas diga logo o que você quer.

1. Sim e Não são respostas perfeitas para praticamente todas as questões existentes.

1. Venha falar conosco a respeito de um problema somente se você quiser ajuda para resolvê-lo. Isso é o que a gente faz. Simpatia é trabalho das suas amigas.

1. Uma dor de cabeça que dura 17 meses é um problema. Procure um médico.

1. Qualquer coisa que dissemos 6 meses atrás é inadmissível em um argumento. Na verdade, todos comentários tornam-se nulos e vetados após 7 dias.

1. Se você pensa que está gorda, provavelmente você esteja. Não pergunte para nós.

1. Se algo que nós dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma delas faz você ficar irritada e triste, nós queríamos usar a outra forma.

1. Sempre que possível, fale tudo o que você tem a falar durante os comerciais.

1. Cristóvão Colombo não precisou parar para pedir informações, e nem nós.

1. TODOS homens enxergam em apenas 16 cores, assim como as definições básicas do Windows. Pêssego, por exemplo, é uma fruta, não uma cor. Salmão é um peixe. Não fazemos idéia do que é âmbar.

1. Se algo coça, será coçado. Nós fazemos isso.

1. Se perguntarmos a você se há algo de errado e você responde ‘nada‘, nós agiremos como se nada tivesse errado. Nós sabemos que você está mentindo, mas não vale a pena a discussão.

1. Se você fizer uma pergunta para a qual você não quer uma resposta, espere uma resposta que você não queria ouvir.

1. Quando precisamos sair, absolutamente tudo que você usar está bom. Sério.

1. Não pergunte o que estamos pensando, a não ser que você esteja preparada para discutir sobre Sexo, Esportes ou Carros.

1. Você possui roupas suficientes.

1. Você possui sapatos demais.

1. Obrigado por ler isso; Sim, eu sei, eu terei que ir dormir na sala hoje, mas saiba você que os homens não se importam com isso, é como acampar.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

A pílula, esse desastre


A partir de leituras e da experiência já me tinha apercebido que a pílula anti-concepcional era um desastre para as mulheres de líbido débil porque lhes mantém a líbido em níveis baixos durante todo o ciclo menstrual. Na prática é como se estivessem sempre hormonalmente grávidas.
Hoje o público traz um artigo brutal sobre o assunto, atente-se na conclusão:
"... a contracepção hormonal diminui o desejo sexual das mulheres: “a frequência com que estas mulheres têm relações sexuais diminui de 12 para oito vezes por mês”. Além disso, parece haver “relações directas” entre a contracepção hormonal, a perturbação do desejo, a aversão sexual e as experiências sexuais indesejadas. Ou seja, “93% das participantes vítimas de violação apresentam disfunção sexual e aquelas que usam contraceptivo hormonal têm uma probabilidade 2,6 vezes superior de vir a sofrer de diminuição do desejo sexual, quando comparadas às que recorrem a outro método contraceptivo”".

Há uns tempos o Paulo Ribeiro Claro, publicava na SPQ, "A Química do amor".
Cito-o:
"Até recentemente assumia-se que na espécie humana o processo de selecção de parceiros era baseado essencialmente em estímulos visuais. No entanto, hoje já é mais ou menos consensual na comunidade científica que a espécie humana também tem a capacidade de distinguir o genes do parceiros através do cheiro e que a visão pode ter um papel mais secundário (A. Comfort, Likelihood of human pheromones, Nature 230 (1971) 432; A. Weller, Human pheromones – Communication through body odour, Nature 392 (1998) 126-127; K. Stern, M.K. McClintock, Regulation of ovulation by human pheromones, Nature 392 (1998) 177-179 ; A. Motluk, New Scientist, 7 (2000).
Pelo menos esta é a conclusão do teste das camisolas suadas, realizado em 1995 (C. Wedekind, T. Seebeck, F. Bettens, et al. MHC-Dependent mate preferences in humans, Proceedings of the Royal Society of London Series B-Biological Sciences 260 (1995) 245-249). Nesta experiência, um grupo de mulheres foi convidada a cheirar camisolas usadas por diferentes homens durante dois dias, manifestando depois a sua preferência. A preferência foi sempre pelos homens com perfis MCH bastante distintos dos próprios, ou seja, pelos parceiros mais adequados geneticamente.
Um resultado algo perturbador neste estudo foi o facto de as mulheres que tomavam a pílula no momento do estudo terem demonstrado preferência por odores correspondentes a perfis genéticos idênticos aos seus. É sabido que as fêmeas de rato, após engravidarem, voltam a preferir a acompanhia de indivíduos geneticamente próximos (irmãos, pais, primos... o que faz sentido em termos de protecção dos genes da família).
Embora o paralelismo deva ser feito com reservas, é possível que a pílula – ao simular na mulher alguns efeitos da gravidez – induza a mulher a preferir a companhia de indivíduos geneticamente próximos. Ou seja, dada a importância do contacto social na escolha de parceiros, a pílula pode induzir a mulher a escolher parceiros “errados”..."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

As mulheres matam e matam muito

Eliane matou os dois filhos

As mulheres matam e matam muito. As primeiras vítimas de violência em Portugal são os idosos, li algures que 30% dos idosos apanham, o agressor é muitas vezes uma mulher; as segundas vítimas são as crianças, 20%?, o agressor é normalmente uma mulher - é lendária a agressão edipiana entre mães e filhas; só depois aparece a pseudo-violência de género, cerca de 10% das mulheres apanham do companheiro/marido, 2% dos homens apanham da companheira/esposa, nos casais gays a violência é superior, logo não há violência de género e sim violência doméstica.
Senhoras: Acabem com a hipocrisia. 
A violência combate-se como um todo e não privilegiando umas vítimas (as mulheres), colocando aí o foco mediático, em detrimento de outras (idosos, crianças e homens).

P.S.: A propósito da notícia "Polícia foi chamada três vezes à casa de mãe que matou os filhos"

P.P.S.: Eliane é nome de brasileira, se o é seria a 3ª brasileira a matar os filhos nos últimos meses em Portugal, das anteriores uma suicidou-se a outra não, as 3 sofriam depressões severas. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A casa das belas adormecidas

Uma história curiosa que gira à volta do Inverno do desejo de um homem velho.
Quando a impotência se avizinha e um homem não aprendeu a viver...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Querido fiz xixi na cama! Ou as minhas vergonhosas aventuras no mundo da sexualidade feminina

Altas horas da madrugada peguei na tese de mestrado "Para além da dor: fantasias de prazer, poder e entrega" da Ana Mota (1), que há meses jaz na minha mesa. Achei curioso que o Freire diga no livro Fantasias eróticas. Segredos das mulheres portuguesas, Lisboa, A Esfera dos Livros que o Albuquerque diz que "Alguns estudos nesta área apontam para uma prevalência da submissão nos homens (à razão de vinte submissos para um dominador), enquanto, nas mulheres, os números revelam o contrário (há mais dominadoras do que submissas)". Fui pesquisar e caí neste post pavoroso. E lembrei-me de que nunca me disseram:
- Querido fiz xixi na cama!
Mas podiam ter dito...
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Faço a minha declaração de interesses:
Sempre fui fraquinho na cama e não tem havido melhorias. Assemelho-me aliás ao meu pequeno mestre, Montaigne que tinha um "sexo curto, também não muito grosso (...) pequeno que logo se torna inoperante"(2). Mas Montaigne torna-se especialista no minete e "... ele confidencia seu talento para fazer da necessidade uma virtude, passando noites mais a acariciar de que a cavalgar à maneira soldadesca"(2), eu não, até há uns 10 anos atrás nem sabia a localização exacta do clítoris, hoje sei onde fica mas desconheço o essencial do que fazer com ele, às vezes tão esquivo outras tão assoberbado.
Não é pois de espantar que, ao contrário da quase totalidade dos homens que conheço, virtuais especialistas em "surras de pau" desde a adolescência, fartíssimos de mudar lençóis molhados, elas a mim nunca me tenham molhado a cama. Até que, recém entrado nos 30, no Jamaica, convenci uma moça de uns 38 anos a servir-me. Pela manhã, leva-me para casa, abre a cama pega num atoalhado turco, estende-o no lençol e deita-se em cima dele e abre as pernas. Pensei várias coisas: é fetichista, esta é a toalha da queca, vai-se cagar/mijar, ou eu sei lá bem o que se vai passar aqui e agora! Mas como a cona dada não se olha os pentelhos, lá me instalei, meio receoso, entre as pernas da cidadã. Veio-se rapidamente, grande mancha de molhado na toalha, terminámos a função com simpatia e a vida seguiu. Pensei:
- Coitada, tão nova e já incontinente, se calhar alguma consequência de um parto.
Passados uns 5 anos um golpe de sorte, levo para casa uma enfezada simpática, e trás, pás, pim, pam, pum, 5 manchas no meu rico edredão azul aos quadrados!
Puta que a pariu, ela foi dormir a casa e eu ia ter de dormir no molhado. Estranho, as manchas desapareceram mais rápido do que previsto, não tinham cheiro algum, e recordava que o líquido era transparente. Uma pesquisa rápida no google e lá veio a trilogia:
Ponto G, Glândulas de Skene e idade acima dos 30 anos - diminuição do espessamento da parede vaginal com consequente facilitação de estimulação do ponto G.
Et voilà, afinal tudo pelo melhor no melhor dos mundos e nada de xixi na cama, querida!
Nos últimos anos, provavelmente fruto da crise dos 40, já me molharam a cama mais algumas cidadãs, um par delas abaixo dos 25 e descobri até um truque para IMPEDIR que me molhem a cama. Como o segredo é a alma do negócio, só ensino o truque aos felizes contemplados com uma ejaculadora abundante que me enviarem uma mensagem com o assunto, "Ó grande guru da cama molhada, ilumina-me", de contrário, nada feito, continuem a mudar os lençóis ou a ter sexo sentados num banco, na cozinha, que depois é só passar a esfregona.


(1) As minhas desculpas à autora mas não há cu que aguente aquela introdução....
(2) Contra-história da filosofia - 2: o cristianismo hedonista, de Michel Onfray, Editora Martins Fontes, São Paulo, Brasil

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A arte do chamulho

À propensão das mulheres para se prostituirem, de forma não identificável como tal*, respondem os homens com o engano; fazem-se passar por mais saudaveis, mais generosos, mais poderosos ou mais ricos do que são.
Somos escravos da necessidade, sei-o bem. A reprodução reina no tempo da juventude, a busca do melhor macho reprodutor não se limita à floresta, veio até à cidade e quem não tem os atributos certos não tem de aceitar essa condição passivamente. Não deposito portanto nenhum juízo moral sobre estas duas faces da mesma moeda, a prostituição socialmente aceite e a manha dos homens...
A nobre arte de enganar mulheres que prometem copular em troca de algo mais do que a simples cópula tem nome em Buenos Aires, chama-se "El arte del chamuyo", uma velha palavra de origem castelhana: chamullo, "Palabrería que tiene el propósito de impresionar o convencer". Buenos Aires? Sim, pensem no que é o tango, o seu ritual, o seu propósito. E imaginem uma cultura de homens ensinados desde tenra idade que las minas têm de ser enganadas e levadas ao castigo com manha. Ao pé de um porteño todos somos uns amadores.
Uma busca rápida no google e logo nos primeiros dois resultados me saíram duas pérolas de sabedoria, aqui e aqui. Os porteños são o nec plus ultra de sedução planetária. E as mulheres, mesmo fingindo-se ofendidas, adoram-nos. Em Buenos aires até Agnes Gonxha Bojaxhiu teria perdido os 3, poupando-nos ao triste espetáculo da sua paixão triste pela renúncia ao próprio corpo, esse bem supremo e nossa única propriedade..




(*) A prostituição tem muitas formas e feitios e uma mulher saudável prostituiu-se alguma vez, prostitui-se ou vai prostituir-se. A mais velha profissão do mundo não é a prostituição porque a prostituição é mais velha do que o mundo, um chimpanzé do topo da hierarquia, se captura uma iguaria tem sempre duas escolhas: comê-la ou dá-la a uma fêmea em troca de sexo. As fêmeas primatas usam o sexo para fazer alianças de proteção, para conseguir alimento, para conseguir poder, etc... . Como dizia o meu velho pai, quem tem uma cona tem uma quinta, quem tem uma picha não tem um caralho.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

As mulheres de Camus ( II )

Quando no futuro se falar em D. Juan vai-se falar em Albert Camus. Principalmente pela vida que viveu mas também pelo capítulo que dedica ao Burlador de Sevilha em O mito de Sísifo.
Camus não é um sedutor qualquer, ele é o que é perdoado facilmente pelas suas conquistas: o grande sedutor. As mulheres perdoam aos grandes sedutores e apenas se sentem usadas pelos medíocres.
Para quem não gosta de sedutores deixo o link do artigo do Guardian, aqui . Acho-o mal escrito e cheio de incorreções mas vai acalmar os corações das senhoras e senhores que acham que o amor é lindo se for um homem e uma mulher, somente.
Fica de seguida uma recente entrevista da filha, Catherine Camus, a um jornal catalão, Las mujeres de Camus e um texto sobre a biografia de Oliver Todd, “Camus and his Women”.

As mulheres de Camus

texto original de  Héctor Aguilar Camín

"Nos últimos dias de Dezembro de 1959 o escritor Albert Camus, que havia ganho o prémio Nobel dois anos antes, escreveu 4 cartas de urgência amorosa.
Preparava o seu regreso a Paris depois de umas férias com a sua esposa e os seus filhos na casa da família em Lourmarin, onde se havia refugiado para começar a escrita de um projecto tão ambicioso como Guerra e paz, de Tolstoi.
Em 29 de Dezembro escreveu: “Esta terrível separação fez-nos pelo menos sentir como nunca a constante necessidade que temos um do outro”.
Em 30 de Dezembro escreveu: “Só para dizer-te que chego Terça-Feira de carro. Faz-me tão feliz a ideia de ver-te outra vez que me rio enquanto escrevo”.
Em 31 de Dezembro escreveu: “Vejo-te na Terça-Feira, meu amor, e já te beijo antecipadamente e te bendigo desde o fundo do meu coração”.
Uma carta mais estabelecia as datas de um encontro prometido em Nova York.
O notável destas cartas de fervor extraconjugal é que estavam dirigidas não a uma mas sim a quatro mulheres diferentes.
A primeira, uma jovem pintora dinamarquesa, chamada Mi, a quem Camus havia seduzido no Café de Fiore. A segunda, uma actriz e directora de teatro de vanguarda, Catherine Sellers, cujo marido faria mais tarde para a BBC o papel masculino da adaptação cinematográfica de A queda [autor: Albert Camus]. A terceira, María Casares, a actriz espanhola consagrada em França, com quem Camus mantinha uma relação amorosa há já dezasseis anos.
A viagem planeada a Nova York era para encontrar Patricia Blake, uma editora da revista Vogue que Camus tinha conhecido e conquistado numa viajem aos Estados Unidos em 1946.
Camus não foi a nenhum destes encontros. No dia 2 de Janeiro de 1960 dirigia-se a eles rumo a París, a bordo do potente carro Facel Vega do seu amigo Michel Gallimard, que conduzia com Camus ao lado, e a sua esposa, sua filha e cão no banco traseiro.
Depois de jantar e dormir em Sens, no dia seguinte, no quilómetro 25 de estrada de Paris, o Facel Vega derrapou, saiu da estrada, bateu numa árvore, depois bateu noutra e terminou a sua deriva. As mulheres saíram ilesas, Michel ficou mortalmente ferido, Camus morreu imediatamente. O cão desapareceu.
Quando morreu, Camus tenía 46 anos, estava na plenitude do seu talento literário e da sua expansão vital, a vida entrava e saía em grandes avenidas por ele, quando o rostro do absurdo, ao que havia olhado sem titubear toda a sua vida, o surpreendeu no caminho."

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os homens são violadores

Que monstruosidade! Em que mundo vive quem pensa assim?
   Foto de mau gosto...
Azar, o blog é meu!
Esta frase foi-me repetida esta noite numa conversa de café por um convicto holandês acompanhado da sua loira mulher ou namorada. Rebati a tese com o pouco que sei sobre este assunto.

Não dou para o peditório dos relativismos, mesmo se muitas vezes concedo nas tautologias discursivas do "a maioria", ou do "em geral", só para não ter de aturar essa gente que se julga superior a mim porque me chama à atenção para que "não se pode generalizar" como se eu fosse um ignorante - sou, mas não tanto - quando digo que os cágados nascem com 4 patas, certamente devo ignorar que alguns nascem só com 3 patas e outros com 5; ou quando digo que os seres humanos têm 46 cromossomas devo ignorar que uma percentagem importante dos seres humanos têm trissomia 21 e por isso têm 47 cromossomas. Em geral o não-podes-generalizador refuta assim a afirmação do interlocutor e afivela no rosto uma expressão triunfal, qual matador na arena diante do touro ensanguentado a seus pés, pronto a cortar uma orelha da besta atávica sob o aplauso geral. É lindo!

Deixando de lado esses relativismos de pacotilha, a pergunta que importa fazer é se este preconceito dos "homens violadores" tem, ou não tem, pernas para andar. Durante muito tempo achei que sim, hoje acho que não. E a chave está na incompreensão das fantasias sexuais na economia de Onã.
Será que sou eu que estou errado e grande parte dos homens são,  violadores de facto, ou sê-lo-ião se a oportunidade se apresentasse - violadores de conveniência?

A sorte de Onã é que Deus é bondoso e, por isso,
apenas o condenou eternamente ao fogo do Inferno
por ejacular fora da cunhada.
in The Book of Genesis Illustrated
Para rebater a tese do interlocutor comparei duas realidades que conheço mal: em Portugal há poucas violações, como Deus manda violar* uma mulher; na Índia há muitas violações como deve de ser*. Não me ocorreu nada melhor perante o horror de tal afirmação que vejo como típica da misandria feminista - apoiadas no Freud que lhes convém.

O que sei é que a maioria dos homens - não tenho dados... - têm fantasias como violador e que cerca de 50% das mulheres tem fantasias de ser forçada a ter sexo. Em linha com a dinâmica das fantasias masturbatórias em que as mulheres tendem a imaginar que lhes fazem coisas e os homens a imaginar que fazem coisas.
Mas isso quer dizer que boa parte dos homens são violadores e metade das  mulheres querem ser violadas?
Acaso ainda não sabemos o papel da fantasia na nossa economia onanista?

É claro que a literatura está cheia de violações e os filmes também!
Não é por acaso que chamamos aos romances e guiões de filmes "punhetas mentais" de escritores e cineastas...
E de fantasias ficamos entendidos se dissermos que a maioria de nós já fantasiou voar, ser sobre-humano, matar alguém, ser príncipe ou princesa; e não é por isso verdade que somos megalómanos, assassinos, super-heróis ou pássaros!

Conheci poucos violadores como Deus manda*, e apenas não posso dizer que não conheci nenhum porque no quartel, onde fui sargento durante muitos anos, havia vários criminosos da guerra em África.
Tenho por hábito perguntar às minhas amantes ou amigas (se puder chegar a esse nível de confiança) o seu passado de abuso sexual. Das centenas de conversas registo duas violadas, basicamente com o mesmo padrão - discrição, agressão, ameaça com arma, cópula desajeitada e resolução - e muitas dezenas (a maioria dos relatos) de abusos sexuais por pessoas próximas - quase sempre um dos primeiros namorados. Violações como Deus manda*, apenas duas, menos de 1%.
Arriscaria que na nossa sociedade há menos de 10% de mulheres violadas e como os violadores tendem a ser seriais deve haver menos de 5% de homens que alguma vez tenham violado uma mulher.
Se são violadores as convenções sociais inibem-nos, falta-lhes coragem?
Ou seja, somos violadores mas apenas 1 em 20, ou ainda menos, violámos uma mulher?
Abano a cabeça, não faz sentido!
Seria o mesmo que dizer que os ciganos são ladrões e apenas 5% dos ciganos alguma vez roubou na vida.
Ou que os homens gostam de assassinar pessoas e apenas 5% alguma vez o fez. E por aí fora...
A realidade não colabora com o meu freudismo primário e quando a realidade não colabora com os seus preconceitos o filósofo muda de preconceitos...
Talvez os homens afinal não sejam violadores e apenas os homens sociopatas o possam ser.

(*) O violador como Deus manda, ou violador como deve de ser - violador comme il faut, em francês que é mais fino! - age isoladamente, procura ser discreto e usa alguma arma para coagir a vítima.
Só quem nunca violou ninguém pode imaginar que um homem de mãos nuas consegue imobilizar uma mulher adulta e ao mesmo tempo penetrá-la em condições - há uma cena no final do filme "Robin Hood" de 1991 em que o mau - Sheriff George of Nottingham - nem sequer consegue concentrar-se para copular com a boazinha - Marian Dubois - com quem acabou de casar, por causa do barulho das pancadas - not again! - na porta (ver aqui)!

domingo, 19 de agosto de 2012

Porque é que o sexo faz as mulheres apaixonarem-se?


Porque é que o sexo faz as mulheres apaixonarem-se?

O sexo é uma das nossas maiores preocupações – causa emoções, sofrimento e confusão generalizada. Até há pouco tempo, saber exatamente o que acontece no cérebro durante o sexo, era algo misterioso para os cientistas. Recentemente, investigadores americanos descobriram o que se passa na cabeça de uma mulher durante um orgasmo.

Cientistas da Universidade de Rutgers, Nova Jersey, utilizaram scaners para monitorizar o cérebro das mulheres durante o orgasmo e descobriram que partes diferentes do cérebro são ativadas quando as várias partes do corpo são estimuladas. Descobriram que mais de 30 áreas do cérebro são ativadas, incluindo as áreas responsáveis pela emoção, toque, alegria, satisfação e memória. Os cientistas descobriram que dois minutos antes do orgasmo são ativados os centros de recompensa do cérebro. Estas são as áreas geralmente ativadas quando comemos ou bebemos. Imediatamente antes de atingirem o pico do orgasmo, outras áreas do cérebro são afetadas, como o córtex sensorial, que recebe mensagens das diferentes partes do corpo. A última zona do cérebro a ser ativada é o hipotálamo, zona que controla e regula a temperatura, fome, sede e cansaço. Os cientistas também descobriram que excitação sexual entorpece o sistema nervoso feminino de tal forma que uma mulher fica mais insensível à dor, e só sente prazer.

A equipe espera agora mapear o que acontece no cérebro de um homem durante o orgasmo.

Quisemos saber o que se passa nas nossas cabeças quando nos enfiamos debaixo dos lençóis e pedimos aos especialistas para nos revelarem como o sexo altera os nossos cérebros.

Por que é que o amor dói

Uma hormona muito importante libertada durante o sexo é a ocitocina, também conhecida como o "hormona do aconchego ou do abraço", que faz baixar as nossas defesas e faz com que confiemos nos outros, diz o Dr. Arun Ghosh, um GP especializado em saúde sexual do Hospital de Liverpool Spire. Esta hormona é a responsável pelo aumento dos níveis de empatia, e embora não sejam conhecidas as razões, o facto é que as mulheres produzem mais esta hormona durante o sexo, e isto significa que elas são mais propensas a baixar as defesas e se apaixonarem pelo homem depois do sexo. No entanto, o problema é que o corpo não consegue distinguir se a pessoa com quem estamos é uma queca casual ou um possível relacionamento e a ocitocina é libertada da mesma forma. Enquanto ela pode ajudar a ligar-se com o amor da sua vida, é também a razão pela qual que você pode sentir-se tão infeliz quando termina uma relação.

Os Homens, por outro lado, em vez de obterem um aumento da hormona da empatia, recebem uma onda de prazer simples. "O problema é que, quando um homem tem um orgasmo, a principal hormona libertada é a dopamina (a hormona do prazer). E este aumento pode ser viciante," diz Ghosh. É por isso que muitos mais homens tendem a sofrer de dependência de sexo.

Livrarmo-nos da demência

todos nós temos a consciência de que nossas células cerebrais diminuem com a idade. A boa notícia, é que fazer sexo regularmente pode ajudar a crescer novas células cerebrais, de acordo com cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. E segundo parece, quando mais sexo se tem, mais células fazemos crescer. Estudos com animais, publicados na revista PloS ONE, demonstram que o sexo estimula o crescimento de células cerebrais no hipocampo, parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem. Factores como o stress e a depressão, diminuem o hipocampo, o exercício e o sexo neutralizam este efeito. Além disso, o sexo protege as nossas células cerebrais do declinio. "há indícios de que pessoas mais velhas que são sexualmente ativas são menos propensos a ter demência e isso pode acontecer por uma variedade de razões complexas" diz Ghosh. O sexo causa aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro, o que melhora os níveis de oxigênio. "Exames de ressonância magnética mostraram que, durante o orgasmo, os neurônios no cérebro são mais ativos e usam mais oxigênio," explica Barry Komisaruk, professor de psicologia na Universidade de Rutgers e das maiores autoridades sobre sexo e neurociência. "Quanto mais ativos forem os neurónios, mais oxigénio eles retiram do sangue, e mais sangue oxigenado é enviado para a região, entregando assim um reforço de frescos nutrientes." Ao mesmo tempo que estimula as células do cérebro, sexo também pode aguçar a mente de uma mulher, diz Ghosh. Isso é devido ao aumento das hormonas sexuais, principalmente a testosterona, que pode ajudar a melhorar a concentração e tempos de reação.

Beijar significa melhor sexo

Os lábios estão repletos de terminações nervosas, 100 vezes mais do que as pontas dos dedos. É por isso que beijar faz disparar múltiplos mecanismos no cérebro, que libertam substâncias químicas que fazem baixar o stress e aumentar o humor. "Você vai ter muito melhor sexo se beijar antes da relação sexual", diz Ghosh. Ele aumenta os níveis de hormonas de prazer e você ficará muito mais receptivo ao que acontecer a seguir. "É por isso que o sexo amoroso pode ser mais gratificante do que uma rapidinha – e essa dose de endorfina e dopamina é especialmente importante para as mulheres."

Um analgésico natural

O Orgasmo (mais do que o sexo) pode bloquear os sinais de dor, diz Komisaruk. Na verdade, diz ele, pode elevar o limiar de dor, tanto como o equivalente na morfina que é três vezes a dose de analgésicos usuais.

Poder da mente

Muitas das pesquisas sobre saúde sexual concentram-se no que acontece fisicamente. Mas especialistas dizem que, para muitas pessoas (principalmente mulheres) a mente desempenha um papel fundamental para atingirem o orgasmo. Enquanto os cérebros masculinos tendem a focar a estimulação física envolvida no contato sexual, a chave para a excitação feminina parece ser um relaxamento profundo e ausência de ansiedade. Os scaners mostram que, durante o sexo, as partes do cérebro responsáveis pelo processamento do medo, ansiedade e emoção feminina começam a relaxar mais e mais, atingindo um pico no orgasmo, quando a ansiedade e emoção estão efetivamente desligados no cérebro feminino.

sábado, 18 de agosto de 2012

Violência no Jardim ( II )

Continua a minha eterna surpresa perante a alma feminina...

Os resultados de 20 estudos publicados na revista Psychology Today mostram que entre 31% a 57% das mulheres fantasiam com serem forçadas a ter sexo. “Mulheres a sonharem com cenas de violação é um terreno onde se cruza desconfortavelmente o eros com a política”, diz Daniel Bergner, que está a trabalhar num livro sobre desejo feminino que vai ser publicado no próximo ano. “É um terreno onde a realidade não coincide com aquilo que dizemos.”

Os investigadores e psicólogos com quem falou para escrever o artigo O que querem as mulheres , que o New York Times publicou em 2009, pareceram-lhe relutantes em usar a expressão “fantasia de violação”. E, em ensaios académicos, a ideia deixa até nervosas e a desculparem-se as mulheres que a relatam.

Por definição, “fantasias” são algo que não se controla. Mas parecem estar a dizer-nos alguma coisa sobre as mulheres que todas preferiam esconder. Uma das fontes de Bergner preferiu chamar-lhes “fantasias da submissão”; outro disse “é o querer estar para além da vontade, para além do raciocínio”.

As feministas ficam perplexas com o nosso contínuo investimento nestas fantasias na esfera do romance, neste desejo residual de se ser controlada ou dominada. Têm vindo publicamente denunciar a quantidade de mulheres poderosas, bem sucedidas e independentes que se deixam enredar em fantasias (e realidade, claro, mas isso é outra história) de submissão. Estas mulheres “foram educadas a acreditar que sexo e dominação são sinónimos”, escreve Gloria Steinem, e que, de uma vez por todas, temos de “separar o que é sexo do que é agressão”. Mas talvez sexo e agressão não possam ou, melhor, não devam ser separados.

Também não têm sido poucas as opinadoras de esquerda que perguntam: “Foi para isto que lutámos?” Mas é claro que estas lutas sempre foram irrelevantes para a vida íntima. Quando perguntaram à brilhante pensadora feminista Simone de Beauvoir se a sua subjugação a Jean-Paul Sartre na sua vida pessoal contrariava as teorias feministas que professava, respondeu: “Bem, estou-me nas tintas. Lamento desapontar todas as feministas, mas posso dizer que é pena que muitas delas vivam só da teoria em vez da vida real.”
Também Daphne Merkin, jornalista da New Yorker, na sua controversa e reveladora meditação sobre a sua própria obsessão com o espancamento, especulou sobre a tensão entre a sua identidade como “mulher poderosa” e os seus desejos por punições sexuais infantilizadas. “Igualdade entre homens e mulheres, ou tão-somente o seu pretexto, dá imenso trabalho e pode nem ser o caminho mais seguro para a excitação sexual.”

Será talvez inconveniente para o feminismo que a imaginação erótica não se submeta à política, (...)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Os homens são as novas mulheres


Original no blog "Nada Importa"
 
"Não entendo nada.
Não sei se saben - e se não, aquí estou eu para recordá-lo - mas giro um - muito prescindível - Formspring donde tinem respostas a perguntas vitais: banalidades sobre mulheres, vinhos, cabelos, restaurantes e problemas. Problemas com mulheres, claro.
Pois bem, estas últimas semanas ando aterrorizado. Com cada nova pergunta sobre como pentear a uma dama - aham - um escalafrío percorre a minha espinha. Vejo-os: “- Eu (outra vez) disse-lhe que ficássemos alguma vez sem estarmos bêbados… que realmente tinha interesse em ver se podíamos ter algo mais. Quando lhe mandei um sms para que confirmássemos o dia para nos encontrarmos não me respondeu. Estou muito triste”.

Que caralho se está a passar?
Sinto-me um pouco como (continuar a ler)."
Original no blog "Nada Importa"

E se os homens e a as mulheres trocassem de papel?

terça-feira, 17 de abril de 2012

Violência no jardim (I)

Não entendo as mulheres submissas, a sua alma é-me estranha. A sensação de alteridade de um homem em relação a uma mulher é-me com elas agravada.
Não entendo que raio de alma e que raio de corpo podem desfrutar da dor, da obediência, da humilhação ou da violência física e verbal. É-me incompreensível para mim
 que privo, há muitos anos numa relação 24/7, com uma dor crónica e me revolto a cada segundo: como podem desejar ser espancadas...
Visceralmente reactivo à violência, seja cometida contra mim seja contra outrém; absolutamente incapaz de aceitar o exercício da autoridade, imposta sem justificação válida, ao ponto da minha revolta anarquista me pôr por vezes a sobrevivência em risco; confronto-me quotidianamente com este outro (altĕru): as mulheres que desfrutam da submissão sadomasoquista: (...)
Navegando pela rede encontrei este magnífico e  estranho texto que, como perceberão no final - se tiverem a paciência e a amabilidade de o ler todo -, é sobretudo uma declaração política de amor, de uma submissa sadomasoquista pelo seu violentador.
 

Por Polly Peachum
Tradução por Vanderdecken
Adaptação para português brasileiro por rose


"O locus da fantasia dum homem com sorte não contém robôs;
duma mulher com sorte, não contém predadores;
chegam à idade adulta sem violência no jardim"
Naomi Wolf

Temos um gato doméstico, e por isso todas as manhãs, a título de mimo especial, carrego nos braços o nosso tigrezinho cinzento enquanto passeio pela selva caótica a que os nossos vizinhos erroneamente chamam o seu jardim. Enquanto levo no colo o meu gato ao longo de um trilho rodeado com flores quase trinta centímetros mais altas do que eu, passando por uma massa escura de pinheiros, e para trás à roda da magnólia e dum canteiro de tomates que faz por sobreviver, me pego muitas vezes a devanear sobre quem ou o quê poderá estar escondido na vegetação, a olhar para mim com olhos esfomeados. Na minha imaginação “sem sorte”, o jardim sombrio e fértil está povoado de predadores. Por trás de cada arbusto, esgueirando-se fora de vista, dentro das sombras, está alguém mais forte e mais brutal do que eu, alguém que me quer subjugar e curvar-me à sua vontade, alguém que quer torturar-me ou humilhar-me cruelmente só para me ver corar, choramingar ou gritar de dor.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Putas graças a Deus (2)

Regresso ao tema e à sensação que tenho que as mulheres nasceram naturalmente putas e isso em nada me incomoda, é a ordem natural das coisas, aceito-a e gosto.
Aliás, acho que quem não percebe isso dá razão ao fulano do segundo vídeo:
Quem não percebe isso tem um problema sério na cabeça!

Vejam o vídeo e perguntem-se com que percentagem de mulheres é que este truque não resultaria:







Ver http://carmencarmina.blogspot.com/2011/03/putas-gracas-deus.html .

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

As mulheres de Camus


Yannick Delneste: O seu entusiasmo sobre Camus é total. Não há nenhuma "nuance" a fazer em relação ao escritor e filósofo?
Michel Onfray: Efetivamente, ele foi um homem, um pensador, um filósofo impecável. E quando se o é, nós somo-lo em tudo. Da mesma forma que quando somos uma pessoa detestável, o somos em tudo. Quando trabalhei sobre Freud, cada vez que puxava um fio, era para descobrir uma mentira, uma mistificação, una lenda. Com Camus, é o contrário: assim que puxamos um fio, nós descobrimos um belo gesto, uma grandeza mantida secreta, um belo envolvimento escondido.


Camus and his Women

When Olivier Todd once asked Jean-Paul Sartre, Albert Camus' old Saint Germain des Pres intellectual sparring partner, which of Camus' books he liked best he said: 'The Fall, because Camus has hidden himself in it.'
With the publication of his massive biography, Albert Camus: A life, Todd does some serious unveiling of the Algiers slum kid who, at 43, became the second youngest Nobel Prize winner in history. Letters never before published reveal him as an obsessive womaniser.
The Fall (1956) is the confession of a celebrated Parisian lawyer brought to crisis when he fails to come to the aid of a drowning woman. The 'drowning woman' was Camus' second wife, Francine, who had a mental breakdown. As mother of his two children, Camus decided it would be more appropriate if her relationship with him was that of 'a sister', allowing him erotic freedom. For years she appeared to go along with this but then she cracked. Todd says that Francine said to her husband: 'You owed me that book,' and Camus had agreed.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Como provocar mulheres

boca sexyNo geral provocação é baseada no comportamento, embora mulheres tenham a vantagem de demonstrar com roupas e acessórios: um decote, salto alto, maquiagem ressaltando os olhos ou a boca, jeito de andar; são artifícios facéis para mulheres se destacarem das outras e apartir dai utilizar o comportamento provocativo.
Em matéria de provocação não tem como os homens quererem disputar com as mulheres, nós temos mais tempo expendido nesta área, portanto mais experiência.
Pra nós mulheres, provocar é tão normal que, algumas acabam esquecendo de evoluir do estágio de provocação e caem no rotúlo de Sweet ass.
Mas, quero divagar é sobre o como vocês homens podem provocar nós mulheres. Um leitor sugeriu o tema por msn, portanto aqui estou…
Acredito que ninguém negaria que a provocação está entre as três coisas mais instigantes do relacionamento, digo isso dado ao fato de diversas pessoas assumirem que têm maior interesse naquelas pessoas que apenas dão a entender, que não deixam extremamente claro o interesse.
Na minha concepção são escassos os homens que sabem provocar, mesmo porque homem e provocação são duas palavras que não se encaixam muito bem. É da natureza masculina ir diretamente ao assunto, ser prático e direcionado, se o homem quer te dar uns pegas de uma noite ele chega, te coloca de canto e faz o serviço, simples, prático e econômico.
Geralmente, pela minha experiência, homem que fica com provocaçãozinha está apenas te manuseando destino a geladeira, embora existam também os poucos casos onde o cara gosta de jogar um charme pra evitar a fadiga e o desgaste de ir até a garota e levar um fora. Neste caso a provocação ou serve pra saber se ela está na dele e ele poder ‘correr pro abraço’, ou serve pra instigar-la até a mesma se cansar da brincadeira e partir, ela mesma, pra finalização.
Óbvio que para os homens isso não funcionaria. Pra eles o artifício mais comum é demonstrar provocação com os olhos, tenho que confessar que a maneira de olhar e o tom de voz são duas coisas que me fazem cair de quatro, literalmente. 
Fixar o olhar na “presa”, usar um tom de voz cordial porém sexy, olhar pra boca dela enquanto ela fala, dar indiretas sútis, usar movimentos leves (não bruscos), estar a mais ou menos um palmo de distância enquanto conversa sobre qualquer assunto, economizar sorrisos pra sorrir na hora certa, demonstrar interesse sem demonstrar pressa, deixa qualquer mulher caidinha.
Acredito que todos vocês já ouviram falar que homem é mais visual e mulher é mais sensitiva (audição, olfato, tato), é por isso que costumo dizer que as mulheres que sabem provocar são aquelas consideradas sensuais/sexys, quemostram alguma coisa mas não tudo o que você gostaria de ver, numa comparação eu diria que é como fotos da revista VIP.
Já os homens que sabem provocar são os charmosos, aqueles que sabem fingir que o objetivo dele não é só te levar pra cama/motel/carro/escada de incêndio/drive-in/etc. Aquele que antes da pegação nos dá tempo de imaginar o quão bom de pegada ele pode ser, muitos estão por ai rotulados como cafajestes.
Demorar a ligar no dia seguinte e não marcar o próximo encontro já de cara também é uma boa provocação, nos deixa intigadas e curiosas, mas tem que saber deixar as coisas no ar e saber com que mulher usar, porque sempre tem aquela insegura que vai ficar no seu pé até você perder a paciência e mandar ela ir andando.

See ya little boys.
Acid Girl

sábado, 19 de novembro de 2011

O casamento é perigoso