Mostrar mensagens com a etiqueta sexualidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sexualidade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Short Saia

Short já é um nojo estético - reduz a classe de qualquer mulher à de uma ciclista búlgara do tempo soviético. - e para piorar está na moda uma coisa que é minissaia pela frente e short por trás. É como se a mulher dissesse, quando se aproxima, "come-me já" e desse uma risada de escárnio, pelo nosso entusiasmo, ao se afastar.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Respeitem o caralho!


Julien Blanc foi expulso da Austrália, não terá visto para vir ao Brasil e no Japão não deverá ter melhor sorte. 
É razão para dizer:
- Já não há respeito nenhum pelo caralho!

video

Vejam este filme, de onde retirei um pedaço, belíssimo: Magnólia (1999)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Não acrescentes negatividade à negatividade que já existe

Uma história, comum a quem foi encornado, mostra como Montaigne agia: ver, ouvir, não dizer nada, certamente, mas - método supremo... - mostrar que se sabe, depois não dizer nada.
Quando o seu irmão morre num acidente de jogo de péla , procuram por todo o lado a sua corrente de ouro para as partilhas da herança. Sem a encontrarem.
Como irmão mais velho, Montaigne preside à partilha. Pede que se procure no cofre da sua própria mulher.
De facto a jóia está lá!
Antoinette, mãe do filósofo, salva a honra da nora assumindo que foi ela que arrumou a jóia aí. Montaigne aceita a explicação, mas faz essa versão dos acontecimentos ser registada por um notário, tendo os 3 irmãos como testemunhas...
Nos Ensaios (...) Montaigne teoriza sobre a condição de corno, esclarecendo que toda a gente já foi, é ou será encornado. Ou então toda a gente encornou, encorna ou encornará. Não há por que se melindrar por tão pouco!
Em primeiro lugar a honestidade não é a coisa mais bem distribuída do mundo; em seguida, uma mulher é virtuosa enquanto não tem uma boa oportunidade de deixar de o ser. O mesmo vale para os homens.
O essencial, acrescenta o sábio bem informado - por ter sido encornado e por ter ele próprio encornado! - é a discrição. Não acrescentar mais negatividade à negatividade que já existe.

Tradução livre a partir da biografia de Montaine em:
 "Contra-história da filosofia", Vol II, de Michel Onfray

----- 
Outro sábio, escutem-o:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A pílula, esse desastre


A partir de leituras e da experiência já me tinha apercebido que a pílula anti-concepcional era um desastre para as mulheres de líbido débil porque lhes mantém a líbido em níveis baixos durante todo o ciclo menstrual. Na prática é como se estivessem sempre hormonalmente grávidas.
Hoje o público traz um artigo brutal sobre o assunto, atente-se na conclusão:
"... a contracepção hormonal diminui o desejo sexual das mulheres: “a frequência com que estas mulheres têm relações sexuais diminui de 12 para oito vezes por mês”. Além disso, parece haver “relações directas” entre a contracepção hormonal, a perturbação do desejo, a aversão sexual e as experiências sexuais indesejadas. Ou seja, “93% das participantes vítimas de violação apresentam disfunção sexual e aquelas que usam contraceptivo hormonal têm uma probabilidade 2,6 vezes superior de vir a sofrer de diminuição do desejo sexual, quando comparadas às que recorrem a outro método contraceptivo”".

Há uns tempos o Paulo Ribeiro Claro, publicava na SPQ, "A Química do amor".
Cito-o:
"Até recentemente assumia-se que na espécie humana o processo de selecção de parceiros era baseado essencialmente em estímulos visuais. No entanto, hoje já é mais ou menos consensual na comunidade científica que a espécie humana também tem a capacidade de distinguir o genes do parceiros através do cheiro e que a visão pode ter um papel mais secundário (A. Comfort, Likelihood of human pheromones, Nature 230 (1971) 432; A. Weller, Human pheromones – Communication through body odour, Nature 392 (1998) 126-127; K. Stern, M.K. McClintock, Regulation of ovulation by human pheromones, Nature 392 (1998) 177-179 ; A. Motluk, New Scientist, 7 (2000).
Pelo menos esta é a conclusão do teste das camisolas suadas, realizado em 1995 (C. Wedekind, T. Seebeck, F. Bettens, et al. MHC-Dependent mate preferences in humans, Proceedings of the Royal Society of London Series B-Biological Sciences 260 (1995) 245-249). Nesta experiência, um grupo de mulheres foi convidada a cheirar camisolas usadas por diferentes homens durante dois dias, manifestando depois a sua preferência. A preferência foi sempre pelos homens com perfis MCH bastante distintos dos próprios, ou seja, pelos parceiros mais adequados geneticamente.
Um resultado algo perturbador neste estudo foi o facto de as mulheres que tomavam a pílula no momento do estudo terem demonstrado preferência por odores correspondentes a perfis genéticos idênticos aos seus. É sabido que as fêmeas de rato, após engravidarem, voltam a preferir a acompanhia de indivíduos geneticamente próximos (irmãos, pais, primos... o que faz sentido em termos de protecção dos genes da família).
Embora o paralelismo deva ser feito com reservas, é possível que a pílula – ao simular na mulher alguns efeitos da gravidez – induza a mulher a preferir a companhia de indivíduos geneticamente próximos. Ou seja, dada a importância do contacto social na escolha de parceiros, a pílula pode induzir a mulher a escolher parceiros “errados”..."

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A arte do chamulho

À propensão das mulheres para se prostituirem, de forma não identificável como tal*, respondem os homens com o engano; fazem-se passar por mais saudaveis, mais generosos, mais poderosos ou mais ricos do que são.
Somos escravos da necessidade, sei-o bem. A reprodução reina no tempo da juventude, a busca do melhor macho reprodutor não se limita à floresta, veio até à cidade e quem não tem os atributos certos não tem de aceitar essa condição passivamente. Não deposito portanto nenhum juízo moral sobre estas duas faces da mesma moeda, a prostituição socialmente aceite e a manha dos homens...
A nobre arte de enganar mulheres que prometem copular em troca de algo mais do que a simples cópula tem nome em Buenos Aires, chama-se "El arte del chamuyo", uma velha palavra de origem castelhana: chamullo, "Palabrería que tiene el propósito de impresionar o convencer". Buenos Aires? Sim, pensem no que é o tango, o seu ritual, o seu propósito. E imaginem uma cultura de homens ensinados desde tenra idade que las minas têm de ser enganadas e levadas ao castigo com manha. Ao pé de um porteño todos somos uns amadores.
Uma busca rápida no google e logo nos primeiros dois resultados me saíram duas pérolas de sabedoria, aqui e aqui. Os porteños são o nec plus ultra de sedução planetária. E as mulheres, mesmo fingindo-se ofendidas, adoram-nos. Em Buenos aires até Agnes Gonxha Bojaxhiu teria perdido os 3, poupando-nos ao triste espetáculo da sua paixão triste pela renúncia ao próprio corpo, esse bem supremo e nossa única propriedade..




(*) A prostituição tem muitas formas e feitios e uma mulher saudável prostituiu-se alguma vez, prostitui-se ou vai prostituir-se. A mais velha profissão do mundo não é a prostituição porque a prostituição é mais velha do que o mundo, um chimpanzé do topo da hierarquia, se captura uma iguaria tem sempre duas escolhas: comê-la ou dá-la a uma fêmea em troca de sexo. As fêmeas primatas usam o sexo para fazer alianças de proteção, para conseguir alimento, para conseguir poder, etc... . Como dizia o meu velho pai, quem tem uma cona tem uma quinta, quem tem uma picha não tem um caralho.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mamas e gatos

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os homens são violadores

Que monstruosidade! Em que mundo vive quem pensa assim?
   Foto de mau gosto...
Azar, o blog é meu!
Esta frase foi-me repetida esta noite numa conversa de café por um convicto holandês acompanhado da sua loira mulher ou namorada. Rebati a tese com o pouco que sei sobre este assunto.

Não dou para o peditório dos relativismos, mesmo se muitas vezes concedo nas tautologias discursivas do "a maioria", ou do "em geral", só para não ter de aturar essa gente que se julga superior a mim porque me chama à atenção para que "não se pode generalizar" como se eu fosse um ignorante - sou, mas não tanto - quando digo que os cágados nascem com 4 patas, certamente devo ignorar que alguns nascem só com 3 patas e outros com 5; ou quando digo que os seres humanos têm 46 cromossomas devo ignorar que uma percentagem importante dos seres humanos têm trissomia 21 e por isso têm 47 cromossomas. Em geral o não-podes-generalizador refuta assim a afirmação do interlocutor e afivela no rosto uma expressão triunfal, qual matador na arena diante do touro ensanguentado a seus pés, pronto a cortar uma orelha da besta atávica sob o aplauso geral. É lindo!

Deixando de lado esses relativismos de pacotilha, a pergunta que importa fazer é se este preconceito dos "homens violadores" tem, ou não tem, pernas para andar. Durante muito tempo achei que sim, hoje acho que não. E a chave está na incompreensão das fantasias sexuais na economia de Onã.
Será que sou eu que estou errado e grande parte dos homens são,  violadores de facto, ou sê-lo-ião se a oportunidade se apresentasse - violadores de conveniência?

A sorte de Onã é que Deus é bondoso e, por isso,
apenas o condenou eternamente ao fogo do Inferno
por ejacular fora da cunhada.
in The Book of Genesis Illustrated
Para rebater a tese do interlocutor comparei duas realidades que conheço mal: em Portugal há poucas violações, como Deus manda violar* uma mulher; na Índia há muitas violações como deve de ser*. Não me ocorreu nada melhor perante o horror de tal afirmação que vejo como típica da misandria feminista - apoiadas no Freud que lhes convém.

O que sei é que a maioria dos homens - não tenho dados... - têm fantasias como violador e que cerca de 50% das mulheres tem fantasias de ser forçada a ter sexo. Em linha com a dinâmica das fantasias masturbatórias em que as mulheres tendem a imaginar que lhes fazem coisas e os homens a imaginar que fazem coisas.
Mas isso quer dizer que boa parte dos homens são violadores e metade das  mulheres querem ser violadas?
Acaso ainda não sabemos o papel da fantasia na nossa economia onanista?

É claro que a literatura está cheia de violações e os filmes também!
Não é por acaso que chamamos aos romances e guiões de filmes "punhetas mentais" de escritores e cineastas...
E de fantasias ficamos entendidos se dissermos que a maioria de nós já fantasiou voar, ser sobre-humano, matar alguém, ser príncipe ou princesa; e não é por isso verdade que somos megalómanos, assassinos, super-heróis ou pássaros!

Conheci poucos violadores como Deus manda*, e apenas não posso dizer que não conheci nenhum porque no quartel, onde fui sargento durante muitos anos, havia vários criminosos da guerra em África.
Tenho por hábito perguntar às minhas amantes ou amigas (se puder chegar a esse nível de confiança) o seu passado de abuso sexual. Das centenas de conversas registo duas violadas, basicamente com o mesmo padrão - discrição, agressão, ameaça com arma, cópula desajeitada e resolução - e muitas dezenas (a maioria dos relatos) de abusos sexuais por pessoas próximas - quase sempre um dos primeiros namorados. Violações como Deus manda*, apenas duas, menos de 1%.
Arriscaria que na nossa sociedade há menos de 10% de mulheres violadas e como os violadores tendem a ser seriais deve haver menos de 5% de homens que alguma vez tenham violado uma mulher.
Se são violadores as convenções sociais inibem-nos, falta-lhes coragem?
Ou seja, somos violadores mas apenas 1 em 20, ou ainda menos, violámos uma mulher?
Abano a cabeça, não faz sentido!
Seria o mesmo que dizer que os ciganos são ladrões e apenas 5% dos ciganos alguma vez roubou na vida.
Ou que os homens gostam de assassinar pessoas e apenas 5% alguma vez o fez. E por aí fora...
A realidade não colabora com o meu freudismo primário e quando a realidade não colabora com os seus preconceitos o filósofo muda de preconceitos...
Talvez os homens afinal não sejam violadores e apenas os homens sociopatas o possam ser.

(*) O violador como Deus manda, ou violador como deve de ser - violador comme il faut, em francês que é mais fino! - age isoladamente, procura ser discreto e usa alguma arma para coagir a vítima.
Só quem nunca violou ninguém pode imaginar que um homem de mãos nuas consegue imobilizar uma mulher adulta e ao mesmo tempo penetrá-la em condições - há uma cena no final do filme "Robin Hood" de 1991 em que o mau - Sheriff George of Nottingham - nem sequer consegue concentrar-se para copular com a boazinha - Marian Dubois - com quem acabou de casar, por causa do barulho das pancadas - not again! - na porta (ver aqui)!

domingo, 19 de agosto de 2012

Porque é que o sexo faz as mulheres apaixonarem-se?


Porque é que o sexo faz as mulheres apaixonarem-se?

O sexo é uma das nossas maiores preocupações – causa emoções, sofrimento e confusão generalizada. Até há pouco tempo, saber exatamente o que acontece no cérebro durante o sexo, era algo misterioso para os cientistas. Recentemente, investigadores americanos descobriram o que se passa na cabeça de uma mulher durante um orgasmo.

Cientistas da Universidade de Rutgers, Nova Jersey, utilizaram scaners para monitorizar o cérebro das mulheres durante o orgasmo e descobriram que partes diferentes do cérebro são ativadas quando as várias partes do corpo são estimuladas. Descobriram que mais de 30 áreas do cérebro são ativadas, incluindo as áreas responsáveis pela emoção, toque, alegria, satisfação e memória. Os cientistas descobriram que dois minutos antes do orgasmo são ativados os centros de recompensa do cérebro. Estas são as áreas geralmente ativadas quando comemos ou bebemos. Imediatamente antes de atingirem o pico do orgasmo, outras áreas do cérebro são afetadas, como o córtex sensorial, que recebe mensagens das diferentes partes do corpo. A última zona do cérebro a ser ativada é o hipotálamo, zona que controla e regula a temperatura, fome, sede e cansaço. Os cientistas também descobriram que excitação sexual entorpece o sistema nervoso feminino de tal forma que uma mulher fica mais insensível à dor, e só sente prazer.

A equipe espera agora mapear o que acontece no cérebro de um homem durante o orgasmo.

Quisemos saber o que se passa nas nossas cabeças quando nos enfiamos debaixo dos lençóis e pedimos aos especialistas para nos revelarem como o sexo altera os nossos cérebros.

Por que é que o amor dói

Uma hormona muito importante libertada durante o sexo é a ocitocina, também conhecida como o "hormona do aconchego ou do abraço", que faz baixar as nossas defesas e faz com que confiemos nos outros, diz o Dr. Arun Ghosh, um GP especializado em saúde sexual do Hospital de Liverpool Spire. Esta hormona é a responsável pelo aumento dos níveis de empatia, e embora não sejam conhecidas as razões, o facto é que as mulheres produzem mais esta hormona durante o sexo, e isto significa que elas são mais propensas a baixar as defesas e se apaixonarem pelo homem depois do sexo. No entanto, o problema é que o corpo não consegue distinguir se a pessoa com quem estamos é uma queca casual ou um possível relacionamento e a ocitocina é libertada da mesma forma. Enquanto ela pode ajudar a ligar-se com o amor da sua vida, é também a razão pela qual que você pode sentir-se tão infeliz quando termina uma relação.

Os Homens, por outro lado, em vez de obterem um aumento da hormona da empatia, recebem uma onda de prazer simples. "O problema é que, quando um homem tem um orgasmo, a principal hormona libertada é a dopamina (a hormona do prazer). E este aumento pode ser viciante," diz Ghosh. É por isso que muitos mais homens tendem a sofrer de dependência de sexo.

Livrarmo-nos da demência

todos nós temos a consciência de que nossas células cerebrais diminuem com a idade. A boa notícia, é que fazer sexo regularmente pode ajudar a crescer novas células cerebrais, de acordo com cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. E segundo parece, quando mais sexo se tem, mais células fazemos crescer. Estudos com animais, publicados na revista PloS ONE, demonstram que o sexo estimula o crescimento de células cerebrais no hipocampo, parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem. Factores como o stress e a depressão, diminuem o hipocampo, o exercício e o sexo neutralizam este efeito. Além disso, o sexo protege as nossas células cerebrais do declinio. "há indícios de que pessoas mais velhas que são sexualmente ativas são menos propensos a ter demência e isso pode acontecer por uma variedade de razões complexas" diz Ghosh. O sexo causa aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro, o que melhora os níveis de oxigênio. "Exames de ressonância magnética mostraram que, durante o orgasmo, os neurônios no cérebro são mais ativos e usam mais oxigênio," explica Barry Komisaruk, professor de psicologia na Universidade de Rutgers e das maiores autoridades sobre sexo e neurociência. "Quanto mais ativos forem os neurónios, mais oxigénio eles retiram do sangue, e mais sangue oxigenado é enviado para a região, entregando assim um reforço de frescos nutrientes." Ao mesmo tempo que estimula as células do cérebro, sexo também pode aguçar a mente de uma mulher, diz Ghosh. Isso é devido ao aumento das hormonas sexuais, principalmente a testosterona, que pode ajudar a melhorar a concentração e tempos de reação.

Beijar significa melhor sexo

Os lábios estão repletos de terminações nervosas, 100 vezes mais do que as pontas dos dedos. É por isso que beijar faz disparar múltiplos mecanismos no cérebro, que libertam substâncias químicas que fazem baixar o stress e aumentar o humor. "Você vai ter muito melhor sexo se beijar antes da relação sexual", diz Ghosh. Ele aumenta os níveis de hormonas de prazer e você ficará muito mais receptivo ao que acontecer a seguir. "É por isso que o sexo amoroso pode ser mais gratificante do que uma rapidinha – e essa dose de endorfina e dopamina é especialmente importante para as mulheres."

Um analgésico natural

O Orgasmo (mais do que o sexo) pode bloquear os sinais de dor, diz Komisaruk. Na verdade, diz ele, pode elevar o limiar de dor, tanto como o equivalente na morfina que é três vezes a dose de analgésicos usuais.

Poder da mente

Muitas das pesquisas sobre saúde sexual concentram-se no que acontece fisicamente. Mas especialistas dizem que, para muitas pessoas (principalmente mulheres) a mente desempenha um papel fundamental para atingirem o orgasmo. Enquanto os cérebros masculinos tendem a focar a estimulação física envolvida no contato sexual, a chave para a excitação feminina parece ser um relaxamento profundo e ausência de ansiedade. Os scaners mostram que, durante o sexo, as partes do cérebro responsáveis pelo processamento do medo, ansiedade e emoção feminina começam a relaxar mais e mais, atingindo um pico no orgasmo, quando a ansiedade e emoção estão efetivamente desligados no cérebro feminino.

sábado, 18 de agosto de 2012

Violência no Jardim ( II )

Continua a minha eterna surpresa perante a alma feminina...

Os resultados de 20 estudos publicados na revista Psychology Today mostram que entre 31% a 57% das mulheres fantasiam com serem forçadas a ter sexo. “Mulheres a sonharem com cenas de violação é um terreno onde se cruza desconfortavelmente o eros com a política”, diz Daniel Bergner, que está a trabalhar num livro sobre desejo feminino que vai ser publicado no próximo ano. “É um terreno onde a realidade não coincide com aquilo que dizemos.”

Os investigadores e psicólogos com quem falou para escrever o artigo O que querem as mulheres , que o New York Times publicou em 2009, pareceram-lhe relutantes em usar a expressão “fantasia de violação”. E, em ensaios académicos, a ideia deixa até nervosas e a desculparem-se as mulheres que a relatam.

Por definição, “fantasias” são algo que não se controla. Mas parecem estar a dizer-nos alguma coisa sobre as mulheres que todas preferiam esconder. Uma das fontes de Bergner preferiu chamar-lhes “fantasias da submissão”; outro disse “é o querer estar para além da vontade, para além do raciocínio”.

As feministas ficam perplexas com o nosso contínuo investimento nestas fantasias na esfera do romance, neste desejo residual de se ser controlada ou dominada. Têm vindo publicamente denunciar a quantidade de mulheres poderosas, bem sucedidas e independentes que se deixam enredar em fantasias (e realidade, claro, mas isso é outra história) de submissão. Estas mulheres “foram educadas a acreditar que sexo e dominação são sinónimos”, escreve Gloria Steinem, e que, de uma vez por todas, temos de “separar o que é sexo do que é agressão”. Mas talvez sexo e agressão não possam ou, melhor, não devam ser separados.

Também não têm sido poucas as opinadoras de esquerda que perguntam: “Foi para isto que lutámos?” Mas é claro que estas lutas sempre foram irrelevantes para a vida íntima. Quando perguntaram à brilhante pensadora feminista Simone de Beauvoir se a sua subjugação a Jean-Paul Sartre na sua vida pessoal contrariava as teorias feministas que professava, respondeu: “Bem, estou-me nas tintas. Lamento desapontar todas as feministas, mas posso dizer que é pena que muitas delas vivam só da teoria em vez da vida real.”
Também Daphne Merkin, jornalista da New Yorker, na sua controversa e reveladora meditação sobre a sua própria obsessão com o espancamento, especulou sobre a tensão entre a sua identidade como “mulher poderosa” e os seus desejos por punições sexuais infantilizadas. “Igualdade entre homens e mulheres, ou tão-somente o seu pretexto, dá imenso trabalho e pode nem ser o caminho mais seguro para a excitação sexual.”

Será talvez inconveniente para o feminismo que a imaginação erótica não se submeta à política, (...)

domingo, 24 de junho de 2012

Pornochacha


A coisa foi-me apresentada assim:

- Todos los trintañeros quieren una pornochacha, disse-me a minha pornochacha*.
- O que é uma pornochacha, perguntei eu?



Após alguma investigação aqui fica uma foto e uma reportagem da TV4. Para finalizar um registo histórico.



Antes uma puta era uma puta. Tinham dignidade.



(*) Chacha em castelhano é "empregada doméstica" em português,

sábado, 5 de maio de 2012

As 27 coisas que aprendi sobre as mulheres, vendo filmes pornográficos


1.  Todas as mulheres vão para cama de salto alto.
2.  Homens nunca são impotentes.
3.  Quando for lamber uma mulher, 10 segundos são mais do que suficientes.
4.  Se uma mulher for apanhada se masturbando por um homem estranho, ela não vai gritar de vergonha, mas vai insistir para que ele tenha sexo com ela.
5.  Mulheres sorriem com gosto depois dos homens lhe encherem a cara de esperma.
6.  Mulheres curtem sexo com homens feios e de meia-idade.
7.  Mulheres gemem incontrolavelmente quando estão fazendo um broche.
8.  Mulheres sempre se vêm quando o homem se vem.
9.  Todas as mulheres se vêm fazendo um grande escarcéu.
10.  As pessoas da década de 70 só conseguiam vir-se se estivesse a tocar um solo de guitarra ao fundo.
11.  Aquelas mamas  são todas de verdade.
12.  Uma prática sexual comum para um homem é pegar o seu pénis em estado “meia-bomba” e batê-lo no rabo da mulher.
13.  Homens sempre gritam “OH, YEAH!” quando se vêm.
14.  Se são dois homens numa mulher, eles se cumprimentam no final (e a mulher não fica com nojo!).
15.  Dupla penetração faz as mulheres sorrirem.
16.  Não existem homens asiáticos.
17.  Se você encontrar um casal de amigos seus tendo sexo no quintal, o homem não vai te cobrir de porrada se você chegar e enfiar o pénis na boca da moçoila.
18.  Sim, há uma história.
19.  Quando está comendo a moça por trás, o homem consegue excitar a mulher dando vários estalos no rabo dela.
20.  Enfermeiras fazem broches aos seus pacientes.
21.  Os homens sempre tiram antes de se vir.
22.  Quando a sua namorada te apanhar ganhando um broche da melhor amiga dela, ela só vai chatear-se por um momento… e depois vai entrar no bacanal.
23.  Mulheres nunca têm dor de cabeça… ou menstruação.
24.  Quando uma mulher está fazendo um broche ao cidadão, sempre é bom que ele diga “Isso, chupa” pra que ela não se esqueça do que está fazendo.
25.  Cus sempre são limpos.
26.  Um homem gozar no rabo de uma mulher satisfaz ambas as partes envolvidas no processo.
27.  Mulheres sempre se surpreendem.

                                                                                      Fonte:  27 coisas que se aprende num filme porno

quinta-feira, 14 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os 3 tipos de mulher

quinta-feira, 17 de março de 2011

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Interessante

um moço esclarecido?



e um pouco mais velho:

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“eu sou um pedófilo”: o affaire Polanski

I
Polanski vai morrer numa cadeia dos EUA e a filia da moda regressa à primeira página dos jornais. passou a crise económica, entra a filia dos outros. o génio que sobreviveu aos alemães campos de concentração para inocentes não sobreviverá aos americanos campos de concentração para culpados.
noutras tempos foi a sodomia a filia da moda, hoje toda a gente se enraba alegremente e ter levado no cu não vende jornais nem mobiliza as massas. mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…

"a pedofilia nos jornais " arrefeceu nos últimos anos e já estava a estranhar a sua ausência. é que não desapareceram as motivações para fazê-la lá estar!
as minhas amigas não largarão tão facilmente a presa porque não parecem minimamente interessadas em esboçar qualquer alternativa comportamental (entenderão mais adiante o porquê desta frase)..

o grande texto do momento nos EUA é uma bizarra manipulação jornalística, "Lembrete: Roman Polanski violou uma criança" (artigo original). retiro dois parágrafos do excelente artigo da Ípsilon "Polanski, justiça ou anacronismo?", (ler):

1 - E a "blogger" prossegue: "Tenhamos em mente que Polanski deu Quaalude [um sedativo] e champanhe a uma menina de 13 anos, e que depois a violou, antes de discutirmos se a vítima parecia ter mais de 13 anos, ou se esta agora diz, porque não suporta a atenção dos media, que preferia que ele não fosse processado". Antes de "discutirmos quão excelentes são os seus filmes, ou o que o juiz, entretanto falecido, fez de errado no seu processo, reservemos um momento", sugere ainda Harding, "para recordar que, segundo o testemunho da vítima na audiência preliminar, Roman a instruiu para se meter nua num jacuzzi, recusou levá-la a casa quando ela lhe pediu que o fizesse, beijou-a apesar de ela dizer que não e lhe pedir que parasse, praticou 'cunnilingus' apesar de ela dizer que não e lhe pedir que parasse, pôs o seu pénis na sua vagina apesar de ela dizer que não e lhe pedir que parasse, perguntou-lhe se podia penetrá-la analmente, ao que ela respondeu 'não', e fê-lo na mesma, até atingir um orgasmo". Chegados aqui, quantos leitores estariam ainda dispostos a dar o menor benefício da dúvida a Polanski, ou a admitir que haja seja o que for de discutível neste sórdido episódio?

2- Acontece que Harding não inventaria factos, mas apenas uma escolha cirúrgica das declarações originalmente prestadas pela vítima na audiência preliminar à porta fechada. Quem ler as 38 paginas da transcrição do testemunho de Samantha percebe que uma das preocupações da entrevistada, talvez por razões de infantil amor-próprio, foi deixar claro que não era nenhuma rapariguinha inocente. Explica que já antes tivera relações sexuais e que consumira ocasionalmente álcool e sedativos idênticos ao que Polanski lhe deu, e que não vira nenhum problema em despir-se para ser fotografada. Também fica claro que não insistiu especialmente nas suas negativas aos avanços do realizador, por ter "algum receio" dele ["I was kind of affraid"]. E nunca se queixou que este a tivesse magoado, incluindo quando alegadamente a sodomizou.

acrescente-se a isto adolescentes de Los Angeles não são propriamente como as nossas e que ainda se vivia a ressaca dos anos 60 com o sexo livre como uma forma de libertação.

este assunto chateia-me solenemente. já há quase dez anos, aquando da primeira campanha que em Portugal desembocou na prisão de várias figuras públicas entre as quais deputados (o caso Casa Pia), me assumi como pedófilo. mas que pedófilo! como nunca tive relações sexuais com menores, nem sequer quando eu próprio era menor (coisa que, isso sim, bastante me envergonha!) e me considero bem normalzinho porque só fêmeas de aspecto fértil me atraiem, devo assumir como comum a pedofilia, pelo menos entre os homens. o primeiro que não se sentiu atraído por uma criança de 13 anos, mamalhuda e de minissaia quer atire a primeira pedra. porque a pedofilia é isso mesmo, uma filia e nada mais (é abusivo chamar-lhe parafilia quando falamos de uma mulher que tenha passado a menarca e desenvolvido os sinais sexuais exteriores de uma fêmea humana fértil).
o abuso de menores é outra coisa e tem de ser punido e os juízes devem distinguir o sexo com crianças do sexo com pré-adolescentes.
faça-se a experiência sem dizer a idade das mulheres e passe-se, a um grupo de sujeitos experimentais homens, fotografias em fato de banho de mulheres dos 13 aos 70 anos e veremos quantos não são pedófilos!
não percebo esta repulsa à pedofilia e a benévola tolerância a tantas outras formas de violência contra as pessoas, o facto de poder ser parte do "o pacote" da violência sexual contra as mulheres (o tráfico de mulheres e muitas formas de prostituição também o são) e da violência contra crianças, não explica este afã mediático no seu combate.

II
a lei já pune severamente o abuso de menores e acho bem embora me dê vontade de rir que agredir fisicamente e incapacitar para a vida uma criança dê uns anitos de prisão e alguma reprovação social, de 3 a 6 anos de prisão?, enquanto lamber-lhe o sexo leve ao ostracismo social e uma longa pena de prisão.
convenhamos que ter sexo com uma mulher sexualmente fértil há vários anos não é o mesmo que fazê-lo com um bebé.

duas perguntas me assaltam há 10 anos sobre este assunto: quem insiste nele e que pretendem os que conduzem as massas ululantes que carregaram os pedófilos ao cadafalso?

pelo que escrevi, não vejo os homens como os principais instigadores da revolução anti-pedofilia. alguns serão coniventes e outros cavalgarão a "onda de fundo" mas não os vejo a tomar as iniciativas que levem os perversos pedófilos à fogueira. nos que se sentem tentados a fazê-lo a solidariedade de género deve travá-los.
quando detinham o poder na esfera social os homens apenas legislaram contra o estupro e a violação enquanto placidamente autorizavam tudo o que é cão e gato fêmea a levar com a trouxa (veja-se a idade de casamento das raparigas nas sociedades arcaicas, ou na nossa até à bem pouco tempo!).
excluído o meu género resta-nos as minhas amigas de 40 anos com tempo e poder suficiente nos media e na política para se entregarem profundamente à saga persecutória.

se já temos o quem, resta saber o que pretendem.

é claro que uma parte das minhas amigas pretende essencialmente defender as crianças criança dos predadores sexuais e por isso bate-se também pela educação sexual nas escolas e pela monitorização das famílias disfuncionais. as outras, as que se batem apenas contra os pedófilos (podiam começar pelo próprio pai!), têm como motivação a inveja e o ressentimento.
ressentimento da dura realidade, os homens de 40 anos não querem as minhas amigas para companheiras nem embrulhadas em celofane, os homens de 40 anos, ainda atléticos, ainda viris, ainda com um longo período de fertilidade pela frente e financeiramente bem na vida (coisa que tanto atrai as mulheres de todas as idades) preferem-nas bem mais jovens e quando concedem numa relação com uma quarentona usam-na como objectos sexual a descartar assim que aparecer uma de 20 ou 30 anos disponível para algo mais sério (a ler "O animal moribundo" de Philip Roth).
é este ressentimento legítimo?
não é! como não o é em geral qualquer tipo de ressentimento. é uma emoção normal mas devemos raciocinar ao abrigo dela.
a segunda motivação é a inveja das adolescentes e das mulheres de 20 e 30 anos, essas vacas que vos roubam os homens que querem para vós, esses canalhas perversos que tanta tesão vos dão. como não ter inveja dessas ladras da nossa "boa comida"?
há alguma justificação séria para lançar um anátema sobre o relacionamento de um homem com mulheres muito mais jovens (é esta uma possível definição de pedofilia*)?
nem por sombras mas creio que a motivação inconsciente das minhas amigas nada tem de racional e pretende apenas reduzir a competição ao obrigar os seus alvos, os pedófilos, a ter vergonha de se relacionarem com mulheres muito mais jovens!

III
* procurem uma boa definição de pedofilia na rede caralho!, se confunde a filia com o abuso é uma má definição!
para mim é evidente que se um rapaz de 16 anos tiver sexo com uma rapariga de 13 não estamos perante um caso de pedofilia mesmo que a lei veja a coisa assim e que se um homem de 40 anos tiver uma relação com uma rapariga de 16 estamos claramente perante um caso de pedofilia que a lei não vê como pedofilia!
foda-se leitor(a), faz-te esperto(a) em vez de questionares "feito burro(a)" o texto que escrevo.
é claro que a lei portuguesa não pune filias e por isso a pedofilia não é punida em Portugal.
a ignorância é felizmente um caso curável.
aceita-se posts de boas definições desta filia/parafilia

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

os homens ficam menos inteligentes após falar com mulheres atraentes

infelizmente é verdade, o que dá uma terceira razão para os homens continuarem a criar gajas boas*.

no artigo "Interacting with women can impair men’s cognitive functioning" publicado no Journal of Experimental Social Psychology, lemos esta triste verdade.

o resumo:
"... mixed-sex interactions may temporarily impair cognitive
functioning. Two studies, in which participants interacted either with a same-sex or opposite-sex other,
demonstrated that men’s (
but not women’s) cognitive performance declined following a mixed-sex
encounter. In line with our theoretical reasoning, this effect occurred more strongly to the extent that
the opposite-sex other was perceived as more attractive (Study 1), and to the extent that participants
reported higher levels of impression management motivation (Study 2). Implications for the general role
of interpersonal processes in cognitive functioning, and some practical implications, are discussed."

aqui podem consultar o artigo

contudo escapou um pormenor importante aos cientistas:
não há homens pouco atraentes em Portugal, as portuguesas é que bebem menos do que deviam...

* num post anterior escrevi:
"porque insistem os Homens em construir gajas boas?
antes de mais porque são e sempre foram gozadores de focinho de porco, estão longe de ser gourmets sexuais e depois porque a asneira é livre!"

domingo, 6 de setembro de 2009

lida da casa

vou tomar café à Brasileira do Chiado.
es
tive a aspirar a casa e a lida da casa perturbou-me!
ago
ra terei de ir espancar uma mulher para recuperar a masculinidade desvanecida pelo uso da vassoura, do pano e do aspirador.
por isso pobre rabo que
se cruzar à minha frente na Brasileira!
ai ai!
dois
dias de ui ui ui ao sentar-se!

a propósito, conhecem a história do passarinho Ui Ui ?
era u
m passarinho muito lindo que cantava muito bem e voava maravilhosamente mas ao pousar em vez de cantar piava de forma aflitiva:
ui ui ui ui ui
ui…



passarinho Ui Ui fêmea






passarinho Ui Ui macho
(a parte pintalgada são os tomates)

gajas boas

acaba o Verão e lentamente, da mesma forma que se extingue a flauta do Deus Dionísio, começa a decrescer o rácio de gajas boas (GBs) por gajas normais*.
e é fácil perceber o porquê desta diminuição, basta aprofundar um pouco mais conceito de gaja boa (GB).
gaja boa é uma noção fluida (há duas horas que penso numa axiologia minimamente consistente e nem vislumbre dela). ser gaja boa é antes de mais ser reconhecida como gaja boa.
antes de mais uma GB é uma gaja que crê ser uma gaja boa, é reconhecida pelas outras gajas como uma GB e tem algum feedback masculino, a saber, é atraente, é desejada na rua e já foi capaz de seduzir alguns homens reconhecidos como atraentes [aqui já estamos em terreno pantanoso, qualquer mulher com um bom waist-hip ratio, um rosto bonito, uns seios bem feitos, etc…, consegue produzir o mesmo efeito sem ser uma GB].
fixemos então que ser uma gaja boa é apenas sentir-se uma gaja boa.
mas o que é efectivamente uma gaja boa? como é a génese da sub-espécie?
não há geração espontânea de GBs. os responsáveis são a mamã, o papá da menina e a baixa autoestima sexual dos homens portugueses (desconhecem o poder que tem um corpo de macho, um corpo bem treinado, umas mãos hábeis e uma língua destra sobre uma mulher), sempre pródigos em salamaleques perante a remota hipótese de aconchegarem o seu José Tranquilino,, entre as coxas de uma mulher (de preferência as de uma GB).
Mas como todas as mulheres sabem uma gaja boa é quase sempre uma construção temporária, resulta de horas de caros cuidados diários e de anos de treino em esconder os defeitos físicos; rugas, veias salientes, um narizes aduncos, mãos feias, pés ossudos, celulite, cintura demasiado larga, pouco rabo, varizes, cabelo estragado, cabelo branco, dedos tortos, pernas demasiado finas ou demasiado grossas, lábios demasiado finos, etc…, uma infinidade de defeitos que reduzem rapidamente uma GB a uma gaja normal após a primeira sessão de cama. a intimidade é como o algodão, nunca engana!
acrescente-se ao acto de esconder os defeitos o de sobrevalorizar os sinais sexuais exteriores e não é nenhuma surpresa que quando acabam as férias e o Deus deixa de soprar a sua flauta comece a diminuir o número de gajas boas.
desmorona-se a construção. um libertino, um gourmet sexual (GS) não dá preferência às gajas boas, pelo contrário, com saudáveis excepções, tende a evitá-las.
e porquê?
são caras?
são difíceis de seduzir?
não, pelo contrário; há gajas boas para todas as bolsas e qualquer sedutor sabe que é mais fácil seduzir uma mulher que se considera atraente do que seduzir uma que não se considera atraente.
o gourmet sexual (GS) evita as gajas boas pela simples razão que propiciam pouco prazer na intimidade, porque são quase sempre fraquíssimas amantes quando não são mesmo casos clínicos, anorgásticas ou frígidas (há vários trabalhos que mostram que as mulheres mais atraentes têm menos relações sexuais, apesar da muito maior oferta de parceiros e tiram daí menos prazer que as mulheres menos atraentes). não sei explicar o porquê deste dados estatísticos, mas diria que não há boa amante sem sensibilidade e inteligência e em geral estas duas qualidades estão muito sub-representadas na categoria GBs mas admito que posso estar errado, de todo não é esta a minha praia.
a pergunta sacramental que homens e mulheres se deviam fazer quando se cruzam em algum lugar é:
quanto prazer me pode dar este ser?
a experiência mostra-me que as gajas boas ficam quase sempre bastante mal nesta fotografia, têm libidos objectais débeis** e libidos narcísicas fortes. são uma fonte de problemas e não de deleite para o homem-espelho que escolherem.

porque insistem os Homens em construir gajas boas?


antes de mais porque são e sempre foram gozadores de focinho de porco, estão longe de ser gourmets sexuais e depois porque a asneira é livre!



* rácio vem de razão, relação entre dois conjuntos, calcula-se fazendo a divisão entre o número de elementos de um conjunto e o número de elementos do outro. se por exemplo há uma gaja boa e uma gajas normal o rácio será 0.5 (50%); se há uma gaja boa e três gajas normais o rácio será 0.25 (25%).


** "É, (…) em Sobre o Narcisismo: uma introdução, que o conceito de narcisismo é inserido no conjunto da teoria psicanalítica, (…) Freud discute a possibilidade que a libido tem de reinvestir o ego desinvestindo o objecto. (…) quanto maior o investimento no objecto, mais se dá a retirada da libido sobre o sujeito e vice-versa.


P.S.: por definição uma mulher bela não é forçosamente uma gaja boa [basta que não acredite ser uma GB e automaticamente não o é]. é aliás curioso constatar que mulheres belíssimas não se consideram gajas boas e autênticos estafermos despidos sejam gajas boas.


P.P.S: as feias que lerem este post e ficarem deliciadas, não se precipitem já. um GS evita as feias, são difíceis de levar para a cama e é impossível tirá-las de lá!